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STF justifica segurança reforçada para ministros

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O Supremo Tribunal Federal (STF) informou, na manhã desta sexta-feira (23/1), que os gastos com a segurança dos ministros são necessários para assegurar a proteção dos magistrados da Corte diante de ameaças, como os atos do 8 de Janeiro e a tentativa de explosão da sede da Corte.

A nota divulgada pelo STF ocorre após o Metrópoles, na coluna de Andreza Matais, revelar que o ministro Dias Toffoli, relator do inquérito do caso Banco Master, passou 168 dias no Resort Tayayá, em Ribeirão Claro (PR), desde dezembro de 2022.

As diárias dos seguranças do ministro nessas viagens consumiram R$ 548,9 mil dos cofres públicos.

A descrição dessas diárias pagas pode ser consultada no site do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 2ª Região, de São Paulo. Embora Ribeirão Claro fique no Paraná, o TRT-2 costuma enviar equipes de segurança para escoltar Toffoli quando ele está no Tayayá.

O resort é ligado a irmãos do ministro Dias Toffoli, que foram sócios do empreendimento de dezembro de 2020 a fevereiro do ano passado, após terem adquirido cotas.

A Reag, investigada no STF por causa da fraude do Master, utilizou um de seus fundos para comprar a participação dos irmãos do ministro Dias Toffoli no empreendimento.

“Planos contra autoridades”

O STF alega que os ministros “são alvo recorrentes de ameaças, materializadas por e-mails, publicações em redes sociais, tentativas de invasão das dependências do tribunal e outras ações criminosas”.

“Fatos como os atos de 8 de janeiro de 2023, o atentado a bomba ocorrido em 13 de novembro de 2024 e investigações da Polícia Federal que apuram planos concretos contra autoridades evidenciam esse cenário”, escreveu o STF, em nota.



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CADs celebram valorização histórica e avanço salarial em Cuiabá

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CADs celebram valorização histórica e avanço salarial em Cuiabá



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BOMBEIROS

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O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) realizou, nesta quinta-feira (22.1), a segunda reunião institucional para apresentação do sistema Fireloc, reunindo representantes de unidades hospitalares e shoppings centers de Cuiabá e Várzea Grande.

A iniciativa dá continuidade às ações de divulgação da ferramenta, um sistema que integra as centrais de alarme de incêndio das edificações diretamente às centrais operacionais do CBMMT e ao Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp).

A tecnologia permite o envio automático de informações em caso de acionamento, como a localização exata da edificação e dados técnicos previamente cadastrados, o que contribui significativamente para a redução do tempo de resposta das equipes, além de fortalecer a prevenção e agilizar o atendimento a ocorrências de incêndio, especialmente em edificações de grande circulação de pessoas.

As reuniões foram realizadas no Comando Geral do CBMMT e ocorreram em dois períodos. Pela manhã, a apresentação da ferramenta foi direcionada a representantes de hospitais de Cuiabá e Várzea Grande. Já no período da tarde, o encontro reuniu membros de cinco shoppings centers dos dois municípios.

Durante as reuniões, foram detalhadas as funcionalidades do sistema e os benefícios da adesão, especialmente para ambientes considerados sensíveis, como hospitais, que concentram pacientes com mobilidade reduzida, e shoppings, que registram grande fluxo diário de pessoas.

De acordo com o comandante-geral do CBMMT, coronel BM Flávio Gledson Vieira Bezerra, o Fireloc representa um avanço tecnológico relevante na área de prevenção e resposta a emergências no Estado.

“Esse é um sistema inovador em Mato Grosso, que vai permitir ao Corpo de Bombeiros oferecer um atendimento muito mais ágil e eficiente. Nosso objetivo é ampliar essa implantação para outras áreas, como residências multifamiliares e o comércio, garantindo mais segurança para toda a população”, afirmou.


O comandante-geral destacou ainda que a implantação teve início em edificações consideradas prioritárias, como hospitais e shoppings centers, locais com grande circulação de pessoas, incluindo pacientes com mobilidade reduzida.

“Tivemos um retorno muito positivo dos representantes dos hospitais e dos shoppings, que compreenderam a importância do sistema e reconheceram o pioneirismo da corporação ao implementar uma tecnologia que torna o serviço de emergência mais ágil e eficaz para todos”, completou o comandante-geral.

 

A diretora do Hospital H-Bento, Luestania Nogueira, também destacou os benefícios da ferramenta para a segurança hospitalar.

“Esse sistema traz uma agilidade fantástica e representa um avanço importante para garantir mais segurança aos pacientes e aos colaboradores. Além de proteger vidas, o processo contribui para a redução de custos e prejuízos às instituições, já que uma resposta mais rápida ajuda a diminuir os danos e torna o atendimento muito mais eficaz”, ressaltou.


O coordenador de manutenção do Shopping 3 Américas, Fábio Lourenço de Moraes, afirmou que o encontro foi proveitoso e representa o início do processo de integração entre as edificações e o CBMMT.

“Com essa integração, será possível otimizar o tempo de resposta das equipes na resolução de sinistros, por meio do uso da tecnologia na comunicação dos sistemas de combate a incêndio com o centro de operações. Isso permitirá o monitoramento contínuo pelo órgão do Estado, contribuindo para a preservação da vida e do patrimônio”, falou.


A primeira apresentação do sistema ocorreu no início de janeiro, voltada a unidades hospitalares, e faz parte de um conjunto de ações do CBMMT para ampliar o conhecimento sobre a ferramenta e incentivar sua implementação em edificações estratégicas. A nova rodada de reuniões reforça o compromisso da corporação com a modernização dos serviços, o uso da tecnologia na prevenção de incêndios e a proteção da vida e do patrimônio.

O CBMMT segue promovendo encontros e orientações técnicas para apresentar o Fireloc a diferentes segmentos, consolidando o sistema como uma importante ferramenta de apoio às ações de prevenção e resposta a emergências em Mato Grosso.



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Tribunal afasta juíza por suspeita de favorecimento ao marido

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Reprodução/TJMT

MP apontou atuação irregular de Maria das Graças Gomes, em um processo de guarda envolvendo o marido, que é réu em um processo de feminicídio

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso afastou por 90 dias a juíza Maria das Graças Gomes da Costa,da Vara da Infância e Juventude de Rondonópolis (212 km ao Sul de Cuiabá) .

A decisão ocorre após representação do Ministério Público enviada ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em que se identificou indícios de atuação irregular da magistrada em um processo de guarda envolvendo o marido, que é réu em um processo de feminicídio.

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Esquema criava perfil falso em nome de desembargadores do TJ

Em 19 de dezembro, o MP protocolou a reclamação disciplinar no CNJ, pedindo o afastamento cautelar.

Quatro dias depois, o corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell Marques, pediu informações do caso ao TJ de Mato Grosso.

Em 26 de dezembro, o tribunal disse ter decretado o afastamento da juíza por decisão da desembargadora Nilza Maria Pôssas de Carvalho.

Na reclamação disciplinar, o MP do estado sustenta que a magistrada teria interferido indevidamente em processos judiciais relacionados à guarda da filha do marido e da vítima do feminicídio, valendo-se de sua atuação na Vara da Infância e Juventude da comarca onde o crime ocorreu, em 2023.

Para a promotoria, a juíza teria dificultado o cumprimento de uma decisão judicial que concedeu a guarda da criança à avó materna, chegando a levar a menor para outro local, o que teria impedido temporariamente a execução da ordem.

O caso foi levado diretamente ao CNJ após magistrados que atuavam nos processos relacionados à guarda declararem suspeição, situação que, de acordo com o MP, deixou a avó materna da criança desassistida e exigiu a atuação do órgão nacional de controle do Judiciário.

A representação também aponta que o marido, Antenor Alberto de Matos Salomão, teria utilizado uma arma de fogo registrada em nome da magistrada durante o período em que cumpria prisão domiciliar no mesmo condomínio em que ela morava.

Além disso, o MP relata a existência de registros de ligações feitas por Antenor a partir do telefone funcional da juíza, inclusive logo após o feminicídio.

À época do crime, a Polícia Civil informou que Antenor e a bancária Leidiane Souza Lima travavam uma disputa judicial relacionada à guarda da filha, então com 2 anos.

As investigações indicaram que o feminicídio teria sido motivado por um sentimento amoroso não correspondido por parte do acusado.

Leidiane foi morta a tiros quando saía de casa para o trabalho, na rua Santo Antônio, no bairro Parque São Jorge, em Rondonópolis.

Um homem em uma motocicleta sem placa se aproximou e efetuou os disparos. Ela morreu no local.

A vítima deixou três filhos: dois meninos, de 13 e 8 anos, e uma menina de 2 anos.

“INVERÍDICA E DESCABIDA” – A defesa da juíza e de Antenor contesta as acusações.

O advogado Tiago Raniere sustenta que o afastamento cautelar não foi determinado pelo CNJ, mas decidido no âmbito administrativo do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, medida contra a qual a defesa já se insurgiu.

Frisa que a denúncia apresentada ao CNJ é inverídica e completamente descabida.

Segundo ele, Maria das Graças já exercia a guarda da criança juntamente com o companheiro com base em decisões judiciais transitadas em julgado, e nunca utilizou o cargo público para obter qualquer vantagem, tendo apenas exercido direitos civis, como qualquer cidadão.

Maria das Graças já havia sido alvo de apurações internas no Tribunal de Justiça de Mato Grosso em outro momento.

Em 2009, a Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso pediu o afastamento da magistrada, então lotada no Fórum de Sinop, sob a alegação de que mantinha o companheiro em seu gabinete.

À época, Antenor era investigado pela Polícia de São Paulo por suspeita de tentar assediar uma secretária.

Após a prisão de Antenor pelo feminicídio, em 2023, a Corregedoria do TJMT passou a monitorar a magistrada em razão da relação com o acusado.

Em junho do ano passado, a sindicância instaurada contra Maria das Graças foi convertida em processo administrativo disciplinar, mas ela permaneceu no cargo até a decretação do afastamento cautelar, agora em vigor por 90 dias, enquanto o PAD tramita no âmbito do TJMT e do CNJ.

O advogado frisou também que Antenor não é o executor do crime.

“Quando da execução, Antenor já tinha a guarda unilateral da criança. Alega a denúncia que o executor é manco, coxo. Antenor não tem nenhuma deficiência em seus membros inferiores. Todos sabem disso, inclusive o Poder Judiciário”.

O TJ informou, por meio da assessoria de imprensa, que o caso está sob segredo de Justiça e que não irá se manifestar.

O Conselho Nacional de Justiça também disse que o caso está em investigação e que o processo segue em sigilo.





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como superar os desafios do pico da safra

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Por André Pimenta, CEO da Motz*

A cada nova safra, o agronegócio brasileiro reafirma sua relevância no cenário global. De acordo com dados do IBGE, a estimativa é uma safra de 345,6 milhões de toneladas em 2025, a maior já observada no Brasil, sendo 18,1% superior a de 2024. Esses números evidenciam a força do setor e, ao mesmo tempo, a urgência de uma logística capaz de acompanhar o crescimento.

À medida que os números avançam e a produtividade se consolida como um diferencial competitivo, fica claro que a eficiência na operação deixou de ser apenas uma parcela da preocupação para se tornar parte essencial e estratégica, especialmente nas épocas em que o  volume é concentrado e a pressão sobre toda a cadeia aumenta.

Grande parte dessa operação nasce em regiões distantes dos centros urbanos e dos portos, o que torna a infraestrutura um dos principais desafios para o escoamento. Estradas rurais pouco preparadas, acessos fragilizados e gargalos históricos ao longo dos corredores logísticos impactam diretamente custos, prazos e previsibilidade.

Mesmo com avanços graduais na malha nacional, a infraestrutura física ainda evolui de forma mais lenta que a demanda, o que reforça a importância de soluções  digitais sólidas, baseadas em dados, inteligência e integração, e capazes de compensar as questões de limitações estruturais.

Outro ponto crítico é a escassez de caminhões e motoristas durante o pico da safra. A concentração de demanda pressiona valores de frete e reduz a capacidade de resposta do setor, intensificando um desafio que se repete ano após ano, especialmente em um país onde cerca de 68,8% do fluxo de soja ainda depende do transporte rodoviário, segundo dados do Esalq-Log (Grupo de Pesquisa e Extensão em Logística Agroindustrial).

Esse nível de concentração torna o sistema mais sensível a qualquer oscilação, e é justamente nesse contexto que as plataformas digitais ganham protagonismo ao conectar embarcadores e transportadores com maior rapidez e assertividade, melhorando a alocação de recursos e reduzindo o impacto da sazonalidade. Quando combinamos previsibilidade, transparência e dados em tempo real, deixamos de reagir ao gargalo para antecipá-lo.

O movimento já faz parte da transformação mais profunda que o setor logístico vive. A digitalização de ponta a ponta elimina burocracia, amplia visibilidade e melhora a colaboração entre todos os agentes da cadeia. A otimização de soluções com recursos como automação e uso de inteligência artificial trazem velocidade e precisão às operações críticas, enquanto o rastreamento de cargas pode estabelecer um novo padrão de transparência e segurança. Visibilidade, que antes era diferencial, tornou-se requisito básico para operar em grande escala.

A alta temporada do agronegócio, portanto, não deve ser vista apenas como um período de tensão operacional, mas como oportunidade para elevar o patamar logístico do setor. Quando unimos tecnologia, integração, inteligência e presença operacional, transformamos desafios históricos em vantagem competitiva, conectando o campo à estrada por meio de uma logística que responde ao agora e evolui para um futuro sustentado por líderes estratégicos, cadeias mais integradas e uma convivência madura entre o digital e o físico.

*André Pimenta tem 20 anos de experiência no setor, atuando em posições de liderança na área de supply chain e de negócio em empresas como Ambev e Votorantim Cimentos. Além de possuir 8 anos de experiência no cargo de CEO, trazendo sólido histórico nas áreas comerciais e de operações, com forte foco na entrega de resultados e estruturação de equipes. Atualmente está como CEO da Motz, transportadora digital que conecta cargas e destinos, facilitando a jornada da cadeia logística.



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Ciclista fica gravemente ferido após ser atropelamento por carro em cruzamento

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Ciclista ficou gravemente ferido após ser atropelado por um carro na noite desta quinta-feira (22), em Rondonópolis (212 km de Cuiabá). A vítima sofreu diversas lesões pelo corpo e traumatismo cranioencefálico.

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Família de jovem encontrada morta não havia registrado o desaparecimento da vítima

De acordo com informações locais, o ciclista trafegava pela Rua Itamar Torremo Chafim, no sentido centro, quando um Volkswagen Jetta, que seguia em sentido oposto, realizou uma conversão e atingiu a vítima.

Com o impacto, o ciclista foi arremessado contra o para-brisa do carro e caiu ao solo. Uma equipe médica foi acionada e constatou lesões graves na cabeça. Ele foi encaminhado ao Hospital Regional, onde permanece internado em estado grave.

Ainda conforme as informações, a vítima sofreu uma parada cardiorrespiratória, mas foi reanimada no local. O condutor do carro permaneceu no local do acidente.

O caso é investigado.



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Quebra do Master custa R$ 47,3 bi, maior rombo da história

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<br /> Quebra do Master custa R$ 47,3 bi, maior rombo da história





Quebra do Master custa R$ 47,3 bi, maior rombo da história


































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Vai começar a investir em FIDCs? Veja o que fazer para aplicar com segurança

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O investidor de varejo tem de tomar alguns cuidados antes de investir em fundos de direitos creditórios, ou FIDCs. Apesar de ser uma aplicação de renda fixa, esses fundos, também chamados de fundos de fomento, têm características específicas e maiores riscos.

A primeira coisa é não se deixar ludibriar pela falta de volatilidade aparente dos FIDCs e achar que é um produto sem risco, um “CDB turbinado”, afirma o consultor George Wachsmann. A segunda é entender que tipo de operação de crédito ele está comprando, para avaliar se está sendo remunerado por esse risco. É preciso ver também que tipo de cota o fundo tem, se é só sênior, se tem mezanino ou subordinada. “A sênior é mais protegida da inadimplência, mezanino um pouco menos e a subordinada é menos protegida”, lembra.

Outra preocupação é o risco de liquidez. O investidor precisa conferir se há equilíbrio entre os ativos do fundo, os recebíveis, e o passivo, que é o prazo de resgate. “O investidor quer fundo de 20, 30 dias, mas pode ser armadilha se ativos não têm o mesmo prazo e pode virar refém de aplicação sem liquidez”.

Oportunidade com segurança!

Leia também: Com prata no pódio de captação de fundos, FIDC vive círculo virtuoso de expansão

Riscos ocultos

Além de entender o tipo de operação de crédito o investidor tem também de saber os riscos ocultos de cada tipo. Ele cita um FIDCs de duplicatas de fornecedores da Petrobras. “O risco de o devedor não pagar o crédito é baixo, já que é a Petrobras, mas se a duplicata for falsa ele perde dinheiro”. É preciso ver também se o FIDCs é de créditos performados, ou seja, nos quais o serviço ou mercadoria já foram entregues ao devedor. Se não tiver sido entregue, os chamados créditos não performados, o risco é maior.

Para Angelo Belitardo, analista da Hike Capital, o investidor precisa encarar o FIDC como crédito estruturado, não como “renda fixa simples de prateleira”, e por isso os cuidados são bem específicos. Antes de aplicar, ele deve olhar primeiro a qualidade da originação e do lastro: quem são os cedentes e sacados, se os recebíveis são pulverizados ou concentrados, qual é o setor econômico por trás e se existe dependência excessiva de poucas empresas.

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Um FIDC multicedente e multissacado, por exemplo, tende a ter um perfil de risco muito diferente de um fundo concentrado em poucos devedores, mesmo que o retorno prometido seja parecido.

Leia também: Renda fixa com rentabilidade turbinada; conheça os FIC FIDCs

Subordinação reduz perdas

Em seguida, é fundamental analisar a estrutura de proteção do fundo, principalmente o nível de subordinação entre as cotas, a existência de cotas subordinadas relevantes, mecanismos de garantias extras, ou overcollateral, gatilhos de performance e regras de amortização e liquidação. “É essa engenharia financeira que define quem absorve primeiro as perdas em caso de inadimplência e quão protegido o cotista sênior realmente está”, explica.

Outro ponto crítico, alerta Belitardo, é a qualidade do gestor, do administrador e do originador. “FIDC é um produto que vive de processo: como é feita a análise de crédito, como funciona a cobrança, a política de recompras, o monitoramento de inadimplência e a reposição de carteira”, afirma. Gestores e originadores com histórico ruim ou estruturas pouco testadas aumentam muito o risco, mesmo que no papel pareçam bem montadas.

O investidor também precisa olhar com atenção os indicadores operacionais do fundo, como inadimplência, atrasos, Provisões para Devedores Duvidosos (PDD), índice de recompras, concentração por cedente e sacado e envelhecimento da carteira. “Com a padronização do informe mensal da CVM, hoje já dá para acompanhar isso de forma muito mais transparente, mas ignorar esses dados é basicamente investir às cegas”, diz.

Prazo maior

Outro cuidado importante é a liquidez. Muitos FIDCs não são fundos para resgate imediato e alguns têm janelas de 30, 60 ou 90 dias, ou até estruturas fechadas. O investidor precisa casar isso com o horizonte de uso do dinheiro e não tratar FIDC como substituto de caixa.

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Por fim, é essencial desconfiar de retorno alto demais para risco baixo, observa Belitardo. Se um FIDC está pagando muito acima do que outros fundos semelhantes, quase sempre isso vem de mais concentração, pior qualidade de crédito ou estrutura mais frágil. Em 2026, com spreads mais comprimidos nos fundos bons, a diferença entre um fundo bem estruturado e um fundo “empurrado por retorno” ficará ainda mais relevante, alerta.

Gestão especializada ajuda

Clara Sodré, analista de fundos da XP Investimentos, acredita que a melhor forma do investidor de varejo ingressar no mercado de FIDCs é por meio de um fundo de cotas de outros fundos. O ideal também é que o investidor já conheça a dinâmica da renda fixa e tenha um horizonte de prazo mais alongado, sem necessidade de liquidez imediata. E que entenda o funcionamento da aplicação.

“São vários ativos dentro de uma cesta que o cliente tem de entender e se ele não tem esse conhecimento, é melhor ir para um fundo de FIDCs que tenha um gestor para selecionar de forma ativa as carteiras para o investidor, investindo de forma pulverizada”, diz.

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Para o investidor iniciante, a recomendação de Clara é estar bem acompanhando de um gestor. E lembrar que mesmo o FIDC tendo cotas estáveis, ele não está isento de risco. “O maior risco é o de crédito, de carteiras mal originadas, sem curadoria, e que podem gerar estresse”, diz.

O horizonte de investimento também deve ser maior e, para fundos com papéis mais longos, o ideal seria trabalhar com prazos de dois a três anos. É preciso ainda considerar o que tem dentro das carteiras e trabalhar com pulverização em segmentos, setores e riscos de crédito como um todo, para se proteger de um evento específico.

E entender a estrutura dos FIDCs. Se a subordinação das cotas não estiver bem calibrada e for baixa, aumenta o risco de o investidor ter perdas mesmo com cotas sêniores. Com esses cuidados é possível desfrutar das vantagens dos FIDCs, como a ausência come cotas, longo prazo, e uma aplicação em crédito descorrelacionada dos mercados tradicionais, conclui Clara.



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Irmãos são condenados a 63 anos de prisão por assassinato de filha de deputado em MT

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Após um julgamento que durou mais de 16 horas e se estendeu da manhã de quinta-feira (22) até a madrugada desta sexta-feira (23), o Tribunal do Júri condenou os irmãos Romero Xavier Mengarde e Rodrigo Xavier Mengarde a um total de 63 anos e 3 meses de prisão pelo homicídio qualificado de Raquel Cattani, filha do deputado estadual Gilberto Cattani (PL). A vítima foi morta a facadas em julho de 2024. A decisão do Conselho de Sentença foi anunciada no plenário do Fórum da Comarca de Nova Mutum (265 km de Cuiabá).

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Rodrigo Xavier Mengarde foi condenado à pena de 33 anos de reclusão, em regime fechado, sendo 30 anos o limite máximo de pena previsto na legislação penal brasileira, pelos crimes de homicídio e furto. Já Romero Xavier Mengarde, ex-marido de Raquel, deve cumprir 30 anos e 3 meses de prisão em regime fechado, pena que corresponde, também , ao máximo legal permitido.

De acordo com a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o crime ocorreu em 18 de julho de 2024, na residência da vítima na zona rural de Nova Mutum. A acusação sustentou que o homicídio foi um feminicídio, premeditado e executado com extrema crueldade.

Os promotores de Justiça João Marcos de Paula Alves e Andreia Monte Alegre Bezerra de Menezes atuaram no Tribunal do Júri. Eles destacaram a crueldade do crime e a consistência das provas reunidas ao longo da investigação.

Nos debates, o promotor João Marcos de Paula Alves enfatizou aos jurados que, no processo, está comprovada a união de vontades dos réus em matar a vítima. “A verdade processual demonstra que ambos atuaram na execução brutal da vítima”, declarou.

O laudo pericial apontou que Raquel Cattani sofreu 40 facadas, em um ataque prolongado e violento. A promotora Andreia Monte Alegre Bezerra de Menezes descreveu em plenário o sofrimento da vítima, que, em um ato de desespero, “tentou se defender até arrancar os próprios cabelos”.

“O homicídio praticado de forma cruel. A Raquel sofreu. A Raquel sofreu por 40 feridas. Tentou se defender até arrancar os próprios cabelos. Não bastava matar. Ela tinha que sofrer. Foi cruel. Um homicídio no contexto de violência doméstica”, destacou a promotora Andreia Monte. 

Para ela, o sucesso pessoal e profissional de Raquel, uma jovem de 26 anos, teria sido o motivo que incomodou o ex-marido, Romero, levando ao crime encomendado. 

“Raquel era uma jovem de 26 anos que sonhava que tinha um futuro promissor e esse sucesso incomodou. Como incomodou Romero o sucesso da Raquel”.

A promotoria apresentou provas técnicas, como a sincronia na perda de sinal dos celulares dos dois irmãos, para comprovar que ambos estavam juntos no local do crime.

A sentença foi proferida pela juíza Ana Helena Alves Porcel Ronkoski, titular da 3ª Vara da Comarca de Nova Mutum. 



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Caminhada de Minas a Brasília reaproxima Nikolas da família Bolsonaro?

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Integrantes da família do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foram às redes sociais nos últimos dias demonstrar apoio a uma marcha organizada pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) do interior de Minas Gerais em direção a Brasília. Aliados do mineiro avaliam que os gestos são uma demonstração de que rusgas do passado recente com filhos de Bolsonaro estão sendo superadas.

Considerado um ativo eleitoral do PL, Nikolas Ferreira foi alvo de críticas no entorno mais aguerrido de Bolsonaro ao longo de 2025. O deputado também viu a relação com filhos do ex-presidente passar por turbulências.

Sinais de desconforto, dizem aliados de Nikolas, ficaram claros com publicações do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) a respeito da atuação do mineiro. Em uma das ocasiões, o “03” de Bolsonaro compartilhou um texto que acusava Nikolas Ferreira de querer “se livrar” do ex-presidente, um sinal de desconfiança em relação às intenções políticas do parlamentar.

Eduardo também expressou divergências com o parlamentar mineiro em mensagens trocadas com o pai. Nos diálogos obtidos pela Polícia Federal, o ex-deputado compartilhou com Jair Bolsonaro publicações que colocavam em xeque o envolvimento de Nikolas com o ex-presidente: “Já veremos, na prática, a arte de ‘colar no Bozo’ pra depois ‘descolar do Bozo’”.

Em 2024, Nikolas também serviu para expor um racha entre o ex-vereador carioca Carlos Bolsonaro (PL) e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. O deputado mineiro compartilhou uma foto de Jair e Michelle Bolsonaro ao lado de sua filha, o que provocou uma reação de Carlos, que reclamou da ausência do pai em registros semelhantes com a própria filha.

“Legal o cara fazer isso com sua filha e com a minha não! De qualquer forma, parabéns sempre, Grande Nikolas”, escreveu Carlos Bolsonaro.

Para parlamentares bolsonaristas, as falas públicas de apoio à caminhada organizada por Nikolas sinalizam que a família Bolsonaro pretende evitar divisões no campo da direita. O parlamentar mineiro, avaliam, seria “necessário” para atrair votos.

A marcha de Nikolas Ferreira começou na última segunda-feira (19/1). O deputado anunciou o ato como uma forma de protesto contra a prisão do ex-presidente e em defesa dos condenados pelos ataques de 8 de janeiro de 2023.

O grupo saiu de Paracatu e pretende concluir a andança em Brasília, com uma manifestação no domingo (25/1).

Dos quatro filhos políticos do ex-presidente, apenas um se juntou à caminhada: Carlos Bolsonaro. O ex-vereador, que deve disputar o Senado por Santa Catarina, visitou o pai no Complexo da Papuda nesta quinta (22/11). Antes de ir, ele afirmou aos participantes que levaria a Jair Bolsonaro relatos da manifestação.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) era esperado na caminhada, mas disse que não pôde estar presente em razão de uma viagem internacional. Ele tem mantido contato com parlamentares que participam da caminhada.

Em uma rede social, o indicado por Jair Bolsonaro para disputar o Palácio do Planalto agradeceu a Nikolas Ferreira pela organização do ato. “Caminhada surge exatamente como um ato de coragem e de consciência, para despertar o povo brasileiro”, disse.

Eduardo Bolsonaro, que expôs publicamente o desconforto com Nikolas, também conversou com o deputado mineiro, segundo parlamentares que participam da caminhada. O ex-parlamentar desejou boa sorte à manifestação.

Na segunda-feira (19/1), o parlamentar iniciou a chamada “caminhada pela liberdade”, de Paracatu, em Minas Gerais, até a capital federal
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Na segunda-feira (19/1), o parlamentar iniciou a chamada “caminhada pela liberdade”, de Paracatu, em Minas Gerais, até a capital federal

Reprodução/Nikolas Ferreira

Aliados de Nikolas disseram que a maioria das adesões, inclusive de políticos como o senador Magno Malta (PL-ES), ocorreu de forma espontânea
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Aliados de Nikolas disseram que a maioria das adesões, inclusive de políticos como o senador Magno Malta (PL-ES), ocorreu de forma espontânea

Reprodução/Instagram

Nikolas em caminhada
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Nikolas em caminhada

Reprodução/Redes sociais

Eleitorado mobilizado

A caminhada encabeçada por Nikolas Ferreira entra no seu 5º dia nesta sexta-feira (23/1). A expectativa é que a marcha seja concluída no domingo, com um total de 240 km. Aliados de Bolsonaro têm convocado uma manifestação para o mesmo dia.

Dirigentes do partido de Bolsonaro classificam a caminhada como um ato simbólico e de resposta às cobranças da militância por ações. O endosso dos filhos de Bolsonaro, na avaliação deles, passa pelo cálculo de que é preciso evitar uma desmobilização do eleitorado bolsonarista.

Embora avaliem a ida de Bolsonaro para a Papudinha como positiva, o entorno de Bolsonaro segue afirmando que estará mobilizado pela prisão domiciliar do ex-presidente.

A oposição no Congresso também quer reverter o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à proposta que pode reduzir penas de Jair Bolsonaro e de outros condenados na trama golpista.

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou à reportagem que a mobilização de Nikolas Ferreira “ajuda em tudo”.


A caminhada de Nikolas Ferreira

  • Marcha começou em Paracatu (MG) na última segunda-feira (19/1), liderada por Nikolas Ferreira.
  • Políticos e simpatizantes se juntaram ao parlamentar ao longo do dia — estão entre os nomes: Carlos Bolsonaro, Zé Trovão, Zucco, Gustavo Gayer e Magno Malta.
  • Caminhada deve percorrer cerca de 240 km e ser encerrada com uma manifestação na Praça do Cruzeiro, no Distrito Federal.
  • Ato foi convocado como resposta à prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro.

“Grande líder”

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro — que, segundo pessoas próximas, nunca demonstrou qualquer problema com Nikolas — foi às redes para dizer que o deputado é um “grande líder”.

“Deus te levantou para este tempo. Você é um instrumento de Deus para essa geração”, escreveu Michelle.

O vereador Jair Renan (PL-SC) fez uma publicação com fotos do ato de Nikolas Ferreira, sem mencionar diretamente a caminhada. No vídeo, o político de Balneário Camboriú defende a mobilização política de jovens.



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