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Sindicatos fazem post com promessa não cumprida por Mauro Mendes e cobram RGA

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Divulgação

Governador Mauro Mendes

Uma verdadeira guerra está sendo travada nos bastidores da política-administrativa do Estado de Mato Grosso diante do desgaste que assumiu proporções preocupantes da imagem do Executivo Estadual, ainda mais em ano eleitoral e de final de mandato.
O Governo Mauro Mendes lançou mão de uma série de estratégias que vão desde a utilização de canais diretos e indiretos de comunicação para divulgar várias informações relativas a recomposição salarial dos servidores públicos de Mato Grosso, um assunto sensível para todo em qualquer governante e também para os políticos, pois este ano teremos eleições gerais de presidente da República a governadores de Estado, senadores da República, deputados federais e estaduais, portanto, a gama de candidaturas é assustadora e a busca por votos frenética.
Diante do aviso de que na semana passada os deputados iriam se reunir para votar a Mensagem do Poder Executivo com o Projeto de Lei que Dispõe sobre a Concessão do RGA – Reajuste Geral Anual de 4,26%, o que acabou não aconteceu, quando o governo ao acionar os deputados estaduais de sua base aliada lhe foi informado que a maioria dos 24 deputados iria assinar emenda de autoria dos deputados Lúdio Cabral (PT) e Janaina Riva (MDB) que aprova os 4,26% oficialmente anunciados pelo governo e mais 4,59% para o mês de maio próximo.
A diferença na proposta da emenda que passou a ser de autoria das lideranças partidárias, mas não pode ser apresentada, pois o Governo do Estado não mandou o projeto de Lei do RGA, já que não cabe aos deputados legislar sobre matéria que imponha despesas extras ou gastos ao Executivo, é um mero detalhe, mas inteligente, pois o novo ou segundo percentual que se trata das perdas dos últimos anos só será efetivamente concedido caso o Tesouro de Mato Grosso apresente excesso de arrecadação entre janeiro a maio deste ano.
A matéria colocou o governo Mauro Mendes de saia justa e a falta de sensatez do deputado Paulo Araújo, líder do PP em dar declarações sem pensar nas consequências aprofundou a crise entre o Executivo e os Servidores Públicos de Mato Grosso.
Como entre janeiro a dezembro de 2025, ano passado, o Tesouro de Mato Grosso obteve R$ 10 bilhões de excesso de arrecadação, histórico este que se repete desde 2021, permite se vislumbrar que neste ano também haverá superavit ou excesso de arrecadação.
Fato é que o Governo Mauro Mendes, sob argumento de ser conservador e responsável na aplicação dos recursos públicos, sempre utilizou do expediente de apresentar para apreciação dos deputados estaduais, que cedem ao seu capricho em troca de emendas parlamentares, um projeto da Lei Orçamentária Anual – LOA com valores subestimada, já que a maioria dos seus compromisso é em cima de percentual de arrecadação que tem previsão subestimada e precisa se efetivar, ou seja, mostrar que ingressou mais recursos nas contas públicas de Mato Grosso, para que então ele, o Executivo faça como em 2025 quando foram emitidos decretos de abertura de crédito extraordinário por excesso de arrecadação ou superavit financeiro na proporção de quase um decreto por dia.
As maiores despesas do Executivo são mensuradas em percentual, seja 25% para Educação; 12% para Saúde, Dívidas, Precatórios, Ações Judiciais e o repasse dos demais Poderes Constituídos.
Em síntese, Mato Grosso amealhou de toda sua população em 2025, cerca de R$ 70,2 bilhões em impostos e mesmo com o argumento de que nem todo este valor fica com o Estado, a tendência é de alta para 2026.
Toda essa celeuma entre receita e despesa foi como apagar incêndio com gasolina, ainda mais após a fala do próprio governador Mauro Mendes de que seria apenas os 4,26% que: “É o legal. Nem um milímetro a mais”, asseverou o chefe do Poder Executivo novamente demonstrando não ter apreço para categoria do funcionalismo público, pois não se pode esquecer que essa pendenga se arrasta desde o início do atual mandato em 2019 e endureceu com o veto ao aumento dos servidores do Poder Judiciário de 6,8% no final do ano passado, após os deputados aprovarem o aumento, o governador vetar e os deputados manterem o veto, em uma postura capciosa dos legisladores.
O maior problema é que a situação hoje se tornou incomoda para o chefe do Poder Executivo, justamente por causa da eleição de outubro próximo e se isso incomoda ele e muito, pois pretende ser candidato, imagina então a figura do vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) que deve assumir o Governo do Estado a partir de abril deste ano e quer suceder o próprio Mauro Mendes e que se abrir uma frente de crise com o funcionalismo público passar a ter problemas com setores como de serviços (comércio) que apesar dos pesares é quem mais paga impostos e gera emprego e renda, muito distante do agronegócio e da indústria.
O comércio é um dos maiores beneficiários quando os servidores públicos gastam seus salários e pagam suas contas.
No vai e vem da política, o Governo Mauro Mendes tentou se defender alegando que a Lei Complementar 173/2020 que impôs quase dois anos de congelamento na reposição da inflação para todos os servidores públicos do Brasil diante da COVID 19, ainda estaria em vigor.
Foi como um risco n’água. Durou poucos minutos e um enxovalhada de criticas de deputados de oposição e de sindicalistas que ainda reafirmaram que a Lei Complementar 226/2026 sancionada pelo presidente Lula, descongelou todos os benefícios e vantagens congelados por causa da COVID 19.
Isto sem mensurar que o Governo Mauro Mendes foi auxiliado pelo Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE/MT) ao emitir alerta de gasto acima do limite de alerta e prudencial para gastos com salários e vantagens, justamente no primeiro ano de sua gestão em 2019 impedindo assim que o IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo que é a inflação oficial fosse concedido.
Portanto, os servidores de Mato Grosso, ficaram sem repor as perdas em 2019, 2020 e 2021 por causa da pandemia da COVID 19.
Mas como acima citado, o ano se tornou eleitoral e o Movimento Sindical Unificado através da Federação Sindical dos Servidores Públicos o Estado de Mato Grosso – FESSP/MT, resolveu reagir e responder através de suas mídias sociais com postagens com as falas do então candidato ao Governo de Mato Grosso em 2018, Mauro Mendes ao declarar no Programa Eleitoral que todos os direitos do servidores seriam garantidos, inclusive o RGA.
O Movimento Sindical Unificado taxou a fala do chefe do Poder Executivo como mentirosa e apresentou diversas matérias veiculadas na imprensa como do presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (PSB), tentando contornar a crise e defendendo algo além de 4,26% oficialmente previstos na legislação.
Outra postagem foi o da fala do deputado Paulo Araújo (PP) de que o governador não vai conceder nada além do oficial e que ele não gosta da classe de servidores públicos.
Nas postagens do Movimento Sindical Unificado eles ainda deixam claro que:
“Quem não valoriza o servidor publico não pode ser senador! Durante a campanha, o governador Mauro Mendes prometeu pagar todos os nossos direitos. Depois de eleito, nunca recebeu os servidores, nunca abriu diálogo e agora afirma que não vai pagar nada além do RGA de 2025.
Os passivos acumulados de anos seguem sem solução. Isso é calote contra quem faz o Estado funcionar todos os dias. Servidores estão pagando a conta de um governo que prometeu, não cumpriu e ainda tenta naturalizar o desrespeito.
O Movimento Sindical Unificado está unido, mobilizado e atento. Não vamos mais aceitar esse tratamento. Direito não se negocia, se cumpre. O servidor público de Mato Grosso está organizado, pronto para lutar e não vai esquecer nas urnas.
Quem vira as contas para o servidor não merece nos representar. RGA Já”, afirma o post da Federação Sindical
As postagens são uma retaliação a matéria disparada em diversos sites de notícias durante toda essa segunda-feira, em que o atual governo que é politicamente adversário do governo federal do presidente Lula informa em seu titulo e conteúdo que entre 2022 e 2026, o Governo de MT já concedeu 29,43% de RGA, enquanto a União, 24,75%.
Em que pese o fato de ser governador desde janeiro de 2019, o Governo do Estado se manteve restrito aos anos de 2022 e 2024, pois já havia na semana passada veiculado matéria em que afirmava estar legalmente impedido de conceder reajuste por causa da Lei Complementar 173/2020 como acima citado.
Prontamente a matéria de interesse do Governo Mauro Mendes foi desmentida, pois os efeitos que impediam a concessão de reposição de perdas inflacionarias era limitada até 31 de dezembro de 2021 e justamente no início deste ano de 2026, o presidente Lula sancionou a Lei Complementar 226/2026.
Mas ações não param por ai. O Governo do Estado demonstrou toda sua ascensão junto ao Poder Judiciário ao conseguir duas vitórias importantes e contra os servidores públicos. A primeira que cobrava o RGA de 2018 que foi negado pela juíza Célia Regina Vidotti que alegou a LRF no ano de 2019 e o alerta do TCE/MT para não conceder o benefício.
Já no final desta segunda-feira, uma nova vitória. O desembargador Rodrigo Curvo atendeu pedido do Governo do Estado e proibiu os servidores do Poder Judiciário de paralisarem suas atividades como anunciado na semana passada e agendado para quarta-feira, 21.
Curvo ainda autorizou multa de R$ 200 mil ao Sindicato e descohnto nos salários dos servidores do Poder Judiciário se os mesmos insistirem na paralisação.
A presidente da Federação Sindical de Servidores Públicos do Estado de Mato Grosso, Carmen Sílvia Campos Machado, também fez uma postagem avisanbdo que os servidores estão mais atentos do que nunca e que não iriam ceder ao Governo Mauro Mendes que não tem justificativa para começar a repor as perdas salariais já que o mecanismo da emenda parlamentar limita em R$ 1,6 bilhão a previsão de custos para repor perdas, sendo que para este valor ser atingido é necessário que o Tesouro Estadual atinja os R$ 10 bilhões em excesso de arrecadação como ocorrido em 2025.



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Feiras impulsionam economia local e movimentam quase R$ 1 milhão em Cuiabá | Notícias

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As Feiras da Agricultura Familiar Produtiva e Solidária são uma importante vitrine para os produtores locais e para o fortalecimento dos trabalhadores do campo, artesãs e da área da gastronomia em Cuiabá. Em 2025, foram 17 edições realizadas nas três principais praças centrais da Capital, movimentando cerca de R$ 850 mil com vendas de produtos.

Promovidas pela Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura, as feiras aconteceram na Praça Alencastro, que sediou nove edições, na Praça da República, com seis, e na Praça Ipiranga, que recebeu duas. A maioria dos eventos ocorreu às segundas-feiras, ampliando as oportunidades de comercialização em dias tradicionalmente menos movimentados para o comércio formal.

Uma das novidades para 2026 foi a mudança do dia da semana para a realização das feiras, atendendo a pedidos dos feirantes. Os primeiros testes nesse sentido foram realizados em dezembro e, neste mês, duas edições já foram realizadas nesse novo formato, sendo uma na Praça da República e outra na Praça Alencastro. Dando sequência à iniciativa, a Praça Alencastro recebe, nesta terça-feira (20), a 11ª edição da feira, das 7h às 17h.

De acordo com o coordenador de feiras da agricultura familiar e gastronômicas da Secretaria de Agricultura, Luís Alberto, a avaliação dos expositores tem sido positiva, especialmente em relação ao espaço da Praça Alencastro. “Os feirantes se sentem mais à vontade e com melhor rotatividade dos produtos na Praça Alencastro. Estamos estudando a possibilidade de manter sempre na Praça Alencastro”. explicou.

Além de fomentar a geração de renda, as feiras cumprem um papel estratégico na valorização dos pequenos produtores, incentivando a produção sustentável, o consumo de alimentos frescos e o fortalecimento dos vínculos entre campo e cidade.

Conforme o secretário de Agricultura, Vicente Falcão, com resultados expressivos e boa aceitação do público, a Feira da Agricultura Familiar Produtiva e Solidária se firma como uma política pública de impacto social e econômico para Cuiabá.

 

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MS: homem é preso em flagrante após agredir esposa grávida

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MS: homem é preso em flagrante após agredir esposa grávida

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Obras de infraestrutura melhorarão tráfego e trará qualidade de vida ao bairro Jardim Glória – Obras de infraestrutura melhorarão tráfego e trará qualidade de vida ao bairro Jardim Glória

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A Prefeitura de Várzea Grande continua com as obras de infraestrutura no bairro Jardim Glória II. Conforme a Secretaria Municipal de Viação, Obras e Urbanismo, o bairro está recebendo os seguintes benefícios: pavimentação asfáltica completa, implantação de sistema de drenagem, bocas de lobo, sarjetas e em meio-fio.

Conforme o secretário de Viação e Obras, Celso Pereira, Jardim Glória integra o contrato de obras que abrange sete bairros de Várzea Grande, com investimentos de R$ 37 milhões. 
“Esses serviços são essenciais para as pessoas que vivem aqui, pois elas esperaram uma obra como essa há muito tempo. Estamos executando uma obra estruturante, com drenagem e acabamento adequados, como deve ser. Essa obra trará mais segurança, melhor tráfego de veículos e mais qualidade de vida para os munícipes e para as pessoa que transitam aqui”, disse o secretário da pasta, Celso Pereira.

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O futuro dos pagamentos B2B será híbrido, e o boleto ainda é parte dele

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Por Isis Abbud, co-CEO e cofundadora da Qive*

O ecossistema de pagamentos entre empresas no Brasil vive um momento de transição silenciosa, em que a inovação cresce ao redor de práticas consolidadas. Enquanto o varejo celebra o avanço do Pix e das carteiras digitais, o universo B2B ainda se apoia em um protagonista de longa data: o boleto bancário. E não por inércia, mas por lógica.

O Panorama do Contas a Pagar 2026, estudo que analisou mais de 315 milhões de notas fiscais e R$ 3,7 trilhões em transações corporativas entre 2023 e 2025, mostra que o boleto segue responsável por 69,3% do valor financeiro movimentado entre empresas — mesmo após uma leve queda em relação a 2023, quando era 73,2%. Essa redução, embora visível, não sinaliza ruptura, e sim amadurecimento. As organizações estão migrando, mas com prudência: de um lado, em busca de agilidade digital; de outro, preservando previsibilidade e controle.

Enquanto isso, o boleto permanece dominante porque resolve problemas que o Pix ainda não alcançou. Ele integra-se de forma nativa aos ERPs, facilita a conciliação automática via DDA e oferece registro formal da transação, atributos essenciais para empresas com milhares de pagamentos mensais e exigências rígidas de compliance. No mundo corporativo, segurança e rastreabilidade ainda valem mais que velocidade.

Mas aos poucos a paisagem está mudando. O estudo mostra que transferências bancárias e carteiras digitais ocupam o segundo lugar em participação no valor financeiro B2B, ganhando força sobretudo em setores de alto ticket médio, como serviços, energia e setor público.

De forma similar, os depósitos ampliaram seu share de valor financeiro de 10,3% (2023) para 11,9% (2025), especialmente em Energia (24,4%), Setor Público (22,8%) e Educação (12,8%). Em 2025, o ticket médio supera R$ 30 mil em setores como Serviços (R$ 31,5 mil) e Setor Público (R$ 42 mil), sinal de que o método é usado em pagamentos contratuais e recorrentes — um indicativo de que a digitalização avança primeiro onde há governança e relacionamento consolidado entre as partes.

Enquanto isso, o Pix ainda ocupa um espaço modesto no B2B: 1,6% das notas e 0,5% do valor financeiro em 2025. Ele cresce em frequência, é verdade — dobrou sua participação nos últimos dois anos — mas ainda está restrito a operações pontuais, de menor valor ou com menor complexidade operacional. O Pix não é o vilão nem o salvador dos pagamentos empresariais. Ele é mais uma peça de um mosaico que se tornará cada vez mais fragmentado e contextual.

Essa fragmentação é saudável. Mostra que o futuro dos pagamentos B2B será híbrido e inteligente, com as companhias escolhendo o meio mais adequado conforme o contexto, o risco e o tipo de relação com o fornecedor. A eficiência aqui não está em substituir formatos, mas em integrar sistemas e automatizar o processo de ponta a ponta, reduzindo erros humanos e otimizando a gestão do fluxo de caixa.

Outro dado relevante do levantamento é que, entre as empresas entrevistadas, os principais entraves de eficiência ainda estão ligados a erros de dados, retrabalho e baixa automação nos fluxos de pagamento. É esse vácuo operacional que mantém o boleto atrativo: ele traz previsibilidade, permite conciliação automatizada e reduz riscos de erro, fatores críticos em um ambiente corporativo que movimenta trilhões de reais por ano.

O boleto, no fim das contas, não é um símbolo de atraso, e sim um reflexo da maturidade do sistema que equilibra inovação com segurança. A verdadeira transformação não está em abandoná-lo, mas em redesenhar a forma como ele é gerido. A automação (e não os “modismos”) é o que definirá o futuro dos meios de pagamento corporativo.

Inovação, afinal, não consiste em trocar um método por outro. É sobre tornar o processo mais previsível, integrado e confiável. O futuro dos pagamentos B2B será plural, conectado e, acima de tudo, inteligente. E parece que o boleto, com toda sua estrutura e estabilidade, ainda fará parte dele por um bom tempo.

*Co-CEO e Cofundadora da Qive, Isis Abbud é empreendedora e mentora Endeavor. Referência em eficiência financeira e automação de processos, ajuda mais de 210 mil empresas em todo o Brasil a transformarem os desafios do Contas a Pagar em estratégia, segurança e escalabilidade. 

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Homem é assassinado a tiros no meio da rua; suspeito fugiu a pé e não foi encontrado

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Um homem identificado como André Luis Silvério dos Santos Cruz, de 35 anos, foi assassinado na noite desta segunda-feira (19), no município de Colniza, (1.069 km de Cuiabá). Até o momento, ninguém foi preso.

Leia mais:
Bebê de quatro meses morre em hospital de Cuiabá após suspeita de broncoaspiração

De acordo com informações da Polícia Militar, a equipe foi acionada por volta das 23h para atender uma denúncia de disparos de arma de fogo no distrito de Três Fronteiras.

No local, os policiais encontraram André caído no meio da rua, com diversas marcas de tiros. Uma equipe médica foi acionada e constatou o óbito ainda no local.

Uma testemunha relatou que a vítima caminhava em direção à própria casa quando foi abordada por um homem, que sacou uma arma e efetuou vários disparos. Em seguida, o suspeito fugiu a pé e ainda não foi localizado.

O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para exame de necropsia.

O caso é investigado.

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Wellington mantém candidatura e sinaliza estar aberto a receber apoio

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Wellington Fagundes

“Se ele quiser vir somar, será bem vindo, assim como outros nomes que desejarem um Mato Grosso melhor para todos e não apenas para alguns”, disse o senador Wellington Fagundes (PL/MT) ao negar a possibilidade de recuar em suas pretensão de disputar o Governo de Mato Grosso.
O próprio senador e presidenciável pela Direita, Flávio Bolsonaro (PL/RJ) em reunião teria descartado qualquer possibilidade de um recuo de candidaturas próprias do PL, como a de Wellington Fagundes ainda mais quando elas reforçam a disputa presidencial em estados estratégicos e que nos últimos pleitos 2022 e 2024 foram amplamente favoráveis ao Grupo Político liderado por Jair Bolsonaro.
Para a Cúpula Nacional do PL, não faz sentido o senador Wellington Fagundes que lidera todas as pesquisas eleitorais divulgadas em 2025, inclusive as mensurações internas do partido e que está presente em todo o Mato Grosso e tem uma forte atuação municipalista, recuar para ser candidato a vice ou deixar de disputar uma eleição que caminha para um dos melhores desfechos do PL no Brasil, teria ponderado o presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, presidente nacional dos liberais.
Wellington Fagundes asseverou que tem conversado com diversas correntes políticas e que não descarta apoios, votos, mas a preferência é que seja de partidos de Direita e lembrou que: “o eleitor que tem a palavra final. Então em política eleitoral não se escolhe voto, mas também não se negocia convicções, ou seja, minhas convicções e propostas por um Mato Grosso para todos e não para poucos está sendo levados a todas as cidades de Mato Grosso e a toda população e diferente de outros postulantes, eu só prometo o que posso cumprir, do contrário não estaria em meu segundo mandato de senador da República (16 anos) que veio acompanhado por outros seis mandatos de deputado federal(24 anos)”, explicou ele.
Mais a frente, Wellington Fagundes, assinalou que pela sua experiência política, Mato Grosso pela primeira vez em quase quarenta anos, desde quando a última Constituição Federal do Brasil foi promulgada em 1988, vai ter uma disputa para o Governo do Estado em dois turnos ou uma vitória, “que será nossa”com uma margem de votos pequena, mas que isto faz parte da democracia.
“Quanto mais candidatos melhor para Mato Grosso, melhor para sua população e para a democracia, além é claro do Brasil”, disse ele assegurando que hoje se dedica muito mais à relação direta com o eleitorado e com a população do que com injunções político-partidárias, “pois é claro que desejamos e vamos reforçar nosso palanque com aliados que tenham o mesmo pensamento e a mesma determinação em mudar no que se transformou o Brasil”, assinala.
O senador ainda ponderou serem mais do que reais as chances de sua vitória, bem como da maioria daqueles que estarão em seu palanque e na defesa das convicções da Direita que se parametriza por Deus, Pátria e Família.
Reeleito para a liderança do do Bloco Vanguarda no Senado da Republica com 15 senadores de um total de 81 membros, a intenção do PL e dos partidos aliados é eleger a maioria das 54 vagas que estão em disputa, pois neste ano de 2026 estarão em disputa duas vagas por Estado, 513 vagas de deputados federais, 27 Governos de Estado, a presidência da República, além de 1.059 cadeiras nas Assembleias Legislativas nos 27 Estados e Distrito Federal, “e o PL trabalha não apenas pela maioria, mas pela possibilidade de devolver o Brasil para os brasileiros e não manter o mesmo nas mãos de poucos”, concluiu Wellington Fagundes.



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Trump foi do bolsonarismo à amizade com Lula no primeiro ano – CartaCapital

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Do tarifaço ao convite para debater a paz no Oriente Médio, o primeiro ano do segundo mandato do presidente Donald Trump à frente dos Estados Unidos foi quase do inferno ao céu na relação diplomática com o governo brasileiro.

O republicano começou a gestão atual, em 20 de janeiro de 2025, afirmando que não “precisava do Brasil” e criticou o Brics por um plano de moeda comum. Alinhado política e ideologicamente com o bolsonarismo, Trump saiu em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro, hoje preso em Brasília, e ordenou, em julho, um tarifaço sem precedentes que abalou a parceria econômica de mais de dois séculos entre ambos os países.

As sobretaxas impostas pelos Estados Unidos chegaram a 40% e 50% sobre setores estratégicos da pauta de exportações brasileira, incluindo aço, carnes, produtos do agro e bens industriais. O governo americano justificou as tarifas alegando “emergência econômica” e acusando o Judiciário brasileiro de perseguir Bolsonaro.

Um dos filhos do ex-presidente, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), que vive nos EUA desde o início do ano, teria agido como interlocutor junto a representantes trumpistas para mobilizar a sobretaxação. O parlamentar agradeceu, nas redes sociais, ao presidente dos EUA pela imposição das medidas.

O tarifaço gerou baques econômicos. Em setembro de 2025, as exportações brasileiras para o mercado americano registraram uma queda de até 20% em relação ao mesmo mês do ano anterior, segundo dados do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC).

Por outro lado, a sobretaxa também afetou os consumidores americanos, que viram os preços médios do café subir em mais de 40% nos primeiros nove meses do ano passado, de acordo com levantamento do Bureau of Labor Statistics.

Politicamente, foi em julho que as tensões entre Trump e o Brasil atingiram o ponto mais alto. Além das medidas tarifárias, o governo americano sancionou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), com base na Lei Magnitsky, usada para punir unilateralmente supostos violadores de direitos humanos no exterior. O ministro e seus familiares tiveram bens e ativos bloqueados e ficaram impedidos de utilizar cartões de crédito de bandeiras como Mastercard e Visa.

Mudança de rumo

Mas o jogo virou na reta final do ano. Em setembro, alguns dias após a condenação de Bolsonaro pelo STF, um rápido encontro com Lula nos corredores da sede da ONU em Nova York, sinalizou um reinício nas relações diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos. “Gostei dele”, afirmou o presidente americano, durante um discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas, ao se referir ao petista, instantes depois de criticar o Brasil na mesma fala.

Uma reunião oficial entre os dois líderes ocorreu semanas depois, à margem de compromissos internacionais, e abriu caminho para negociações técnicas entre os ministérios da Fazenda e do Comércio dos dois países. Sob forte pressão de empresários americanos, preocupados com o impacto inflacionário das tarifas, a Casa Branca iniciou um recuo gradual. Em novembro, a maior parte das sobretaxas impostas ao Brasil foi suspensa ou praticamente zerada, com ampliação de exceções para produtos como carne bovina, café, suco de laranja e aeronaves da Embraer.

“Estamos bem, não há por que ter divergência”, afirmou Lula em dezembro, após uma nova conversa telefônica com Trump. Na ocasião, o presidente brasileiro destacou o contraste entre o discurso público e o trato pessoal do americano. “Temos o Trump da televisão e o da vida pessoal”, disse. Segundo ele, o republicano é bem mais afável pessoalmente.

O americano, por sua vez, se limitou a poucos comentários quando ficou sabendo que Bolsonaro havia sido preso, em 22 de novembro, por risco de fuga e violação de tornozeleira eletrônica. “É uma pena”, disse Trump, ao ser informado da prisão, que foi determinada por Moraes.

No fim do ano, a sanção ao ministro do STF pelo governo americano também foi revogada. Desde 12 de dezembro, Moraes e sua esposa, Viviane Barci de Moraes, estão fora da lista da Lei Magnitsky. O fim dos bloqueios ao jurista foi, segundo Lula, um pedido dele ao colega americano, que tinha justificado a medida afirmando que Moraes autorizava prisões arbitrárias e agia contra a liberdade de expressão no Brasil.

Os próximos capítulos

Ao menos diplomaticamente, o Brasil voltou ao radar dos Estados Unidos. Nesta semana, Washington convidou Lula para fazer parte de um “conselho de paz” para a resolução de conflitos no mundo, incluindo a situação da Faixa de Gaza, da qual farão parte o secretário de Estado americano, Marco Rubio, e o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair.

Líderes de cerca de 60 países teriam sido convidados, incluindo o russo Vladimir Putin, o turco Recep Tayyip Erdoğan e o argentino Javier Milei. O Brasil ainda não confirmou se participará da cúpula, dados os riscos políticos, já que o grupo é visto, por críticos, como uma plataforma paralela à ONU.

Ou seja, a virada de chave na relação diplomática não implicou alinhamento automático, ao menos no discurso. Na última semana, Lula criticou o governo dos Estados Unidos após a intervenção militar americana na Venezuela, que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro. Em artigo publicado no jornal The New York Times, o chefe do Executivo brasileiro afirmou que “o Hemisfério Ocidental pertence a todos nós” e classificou o uso da força pelos Estados Unidos como “particularmente preocupante”. Trump, no entanto, não foi mencionado. Na Organização dos Estados Americanos (OEA), o Brasil classificou a operação como sequestro de Maduro.

Já os brasileiros que vivem nos Estados Unidos passam por uma situação bem diferente da vivenciada entre os líderes de ambos os países. Só em 2025, o governo Trump, que tem como um dos principais pilares a retórica anti-imigração, enviou 37 aviões com deportados ao Brasil, totalizando 3.200 pessoas, segundo dados da Polícia Federal e do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania. O número é quase o dobro de 2024, quando 1.648 foram mandados de volta ao Brasil.

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chuva forte, risco de temporais e rajadas de vento marcam a 3ª

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A terça-feira (20/1) indica um cenário típico de verão no Brasil. A previsão para o dia aponta chuvas distribuídas de forma irregular em todo o país, episódios de temporais, rajadas de vento e variações de temperatura entre as regiões.

De acordo com o Climatempo, a Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) e de sistemas de baixa pressão mantém o tempo instável em grande parte do território nacional, enquanto algumas áreas ainda registram períodos de sol e calor intenso.

Áreas do Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais e do Rio de Janeiro estão sob alerta máximo para acumulado de chuvas. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), existe a possibilidade de chuva superior a 60 mm/h ou acima de 100 mm/dia. Nessas localidades, há grande risco de alagamentos e transbordamentos de rios e grandes deslizamentos.

Confira a previsão de acordo com a sua região:

Região Sul

No Sul do país, há chance de chuva fraca no litoral do Paraná e de Santa Catarina, além do nordeste do Rio Grande do Sul e pontos isolados do litoral gaúcho, principalmente pela manhã e ao longo do dia. No restante do Rio Grande do Sul, o tempo segue mais estável, sem expectativa de chuva.

Ao longo do dia, ocorrem pancadas de chuva fracas a moderadas no noroeste do Paraná e no oeste catarinense, enquanto o sol predomina em boa parte da região.

As temperaturas permanecem mais amenas entre a Serra Gaúcha e a Serra Catarinense e em grande parte da Região Sul, enquanto o calor predomina no oeste da região e no norte e noroeste do Paraná. As rajadas de vento variam entre 40 e 50 km/h no norte e em áreas do leste e do litoral norte paranaense.

Região Sudeste

No Sudeste, a terça-feira será marcada por pancadas de chuva desde as primeiras horas do dia no litoral e leste de São Paulo. À tarde, a chuva ganha força no norte, extremo leste e litoral norte paulista, com intensidade moderada a forte. O avanço de uma frente fria provoca fortes pancadas de chuva no Rio de Janeiro.

A ZCAS já está configurada e mantém instabilidades no Espírito Santo, norte do Rio de Janeiro e em áreas do centro-norte, leste e oeste de Minas Gerais desde o início do dia, com intensificação à tarde e à noite.

Há risco de temporais, volumes elevados de chuva e chance de transtornos, especialmente no Rio de Janeiro, Espírito Santo, zona da mata e leste de Minas Gerais, com perigo extremo na região serrana e em parte dos Lagos.

As temperaturas ficam mais agradáveis e amenas na metade leste paulista, em grande parte de Minas Gerais, no Rio de Janeiro e no Espírito Santo. Já no Triângulo Mineiro, norte e nordeste de Minas, oeste paulista e norte capixaba, os termômetros seguem mais elevados. As rajadas de vento chegam a 40–50 km/h em São Paulo, Rio de Janeiro, sul e litoral do Espírito Santo, além do sul e do Triângulo Mineiro.

Região Centro-Oeste

No Centro-Oeste, a atuação de uma baixa pressão favorece instabilidades em Mato Grosso do Sul desde o começo do dia, com chuva moderada a forte no norte do estado e risco de temporais no extremo norte. A ZCAS mantém pancadas de chuva no centro-norte de Goiás, Mato Grosso e no Distrito Federal desde as primeiras horas, com intensificação ao longo do dia e risco de temporais.

Em áreas da faixa central de Goiás, há chance de volumes mais elevados de chuva. No oeste e sul de Mato Grosso do Sul, o dia segue com tempo mais aberto.

O calor predomina em grande parte de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, enquanto em Goiás a maior nebulosidade e a frequência de chuvas deixam as temperaturas mais agradáveis. As rajadas de vento variam entre 40 e 50 km/h no interior e leste sul-mato-grossense.

Região Nordeste

No Nordeste, com a ZCAS configurada, as pancadas de chuva ocorrem desde a madrugada no centro-sul e oeste da Bahia, com chuvas mais fortes e risco de temporais. Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, grande parte da Paraíba, oeste de Pernambuco e Alagoas também registram instabilidades, que ganham força ao longo do dia, com chuva moderada a forte.

Há risco de temporais no extremo sul do Maranhão e do Piauí, enquanto a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) mantém o tempo instável no litoral norte da região. Chove em grande parte do Nordeste, mas entre Sergipe, grande parte de Alagoas, interior de Pernambuco e da Paraíba, a chuva tende a ser mais fraca, com aberturas de sol. As temperaturas seguem elevadas, com rajadas de vento de 40 a 50 km/h no litoral sul da Bahia.

Região Norte

No Norte do país, a ZCAS mantém pancadas de chuva em Rondônia, centro-sul do Amazonas, Pará e Tocantins desde o início do dia, com chuva moderada a forte e risco de temporais no sul do Amazonas, Pará, Tocantins e em Rondônia.

A ZCIT favorece temporais no Amapá. Nas demais áreas, as pancadas também ocorrem de forma mais intensa, com risco de temporais na metade leste do Acre. Já no norte e leste de Roraima e no noroeste do Pará, o dia segue com tempo mais aberto. As instabilidades aumentam à tarde, e a sensação de abafamento permanece elevada.

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FONTE

o que esperar para as varejistas da Bolsa no 4º trimestre?

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A temporada de resultados do quarto trimestre de 2025 (4T25) começará no início de fevereiro e a expectativa é de que os números do setor varejista sejam marcados por desempenhos mistos entre os segmentos.

Na visão do Santander, com as expectativas de deterioração macroeconômica pressionando as tendências de consumo, os números de vendas dos varejistas de alimentos continuarão apresentando fraqueza, enquanto os varejistas de vestuário podem sofrer com a demanda mais fraca.

Por outro lado, os analistas do banco projetam que os varejistas de medicamentos (como RD Saúde RADL3 e Pague Menos PGMN3) continuem apresentando um sólido desempenho de vendas nas mesmas lojas (SSS). Além disso, Mercado Livre (BDR: MELI34) deve seguir com crescimento resiliente.

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“No geral, acreditamos que esta temporada de resultados deve ser analisada com cautela, pois os números fracos esperados para o 4º trimestre de 2025 podem representar um alerta precoce para o desempenho das empresas em 2026”, apontam os analistas do Santander.

O UBS BB define 2025 como um ano de duas metades no setor de varejo. Um sólido primeiro semestre de 2025 viu o consumo discricionário surpreender positivamente, seguido por uma desaceleração no segundo semestre de 2025, provavelmente refletindo os efeitos defasados ​​das taxas de juros a 15% ao ano por um período prolongado.

“Esperamos tendências mais desafiadoras no curto prazo, já que o endividamento das famílias ainda está elevado, os empréstimos inadimplentes (NPLs) dos consumidores estão aumentando em todo o sistema e os benefícios sociais estão diminuindo”, avaliam os analistas do banco.

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Enquanto isso, a perspectiva de cortes nas taxas de juros no próximo ano pode sustentar o consumo até 2026. O banco continua a ver RD Saúde, Alpargatas (ALPA4), Smart Fit (SMFT3) e Vivara (VIVA3) relativamente melhor posicionadas para o quarto trimestre, com o ímpeto se mantendo. Em relação aos potenciais pontos de inflexão, os analistas veem a Natura (NATU3) apresentando tendências modestamente melhores, embora a execução consistente continue sendo fundamental para reconstruir a confiança do mercado.

A prévia para o 4º trimestre de 2025 confirma que a desaceleração observada no 3º trimestre de 2025 persistiu até o final do ano, destaca o BTG Pactual.

“As altas taxas de juros continuam a corroer a renda disponível, enquanto o endividamento ainda elevado das famílias restringe o poder de compra. Esse cenário é agravado pela inflação acumulada nos últimos anos, que elevou estruturalmente os níveis de preços e reduziu a acessibilidade real”, apontam os analistas.

A partir do terceiro trimestre, essas pressões foram mais intensas nas categorias discricionárias com maior exposição ao crédito e aos consumidores de renda média e baixa — um padrão que permanece intacto no quarto trimestre, ressalta o BTG. Assim, o resultado é um ambiente de consumo caracterizado por gastos seletivos, volumes mais fracos e alavancagem operacional limitada. A expectativa é de que a receita do setor (receita líquida) cresça 7% anualmente, com o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) aumentando 8%.

Confira os destaques positivos e negativos projetados pelo mercado:

Destaques positivos

Varejo Farmacêutico: o Santander espera que as empresas mantenham um forte crescimento da receita, impulsionado pela resiliência do setor e pelas vendas de GLP-1.

Para o Varejo Farmacêutico, estima um crescimento de vendas nas mesmas lojas (SSS) de 8,1%, o que deve contribuir para ganhos de alavancagem operacional, resultando em uma margem Ebitda de 7,1%.

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Mercado Livre (BDR: MELI34): o banco espera que o Mercado Livre continue apresentando um forte volume bruto de mercadorias (GMV) sequencialmente forte, apesar das preocupações com a concorrência mais acirrada. A estimativa é de um crescimento do GMV (Volume Bruto de Mercadoria) no Brasil de 34% em relação ao ano anterior, com base em comparações sólidas (+32% no 4T24), combinado com a continuidade do bom desempenho no México, com um aumento de 33% em relação ao ano anterior. Em termos de rentabilidade, espera uma pressão de aproximadamente 2,7 pontos percentuais na margem EBIT em relação ao ano anterior, à medida que o Mercado Livre continua reinvestindo para manter sua liderança de mercado.

Destaques negativos

C&A (CEAB3): o Santander acredita que um ambiente competitivo mais acirrado, combinado com uma execução falha, pode acabar interrompendo o forte ímpeto operacional da empresa, levando a um crescimento de vendas nas mesmas lojas (SSS) de vestuário de 0,5% (contra +8,1% no 3T25). Apesar das expectativas de expansão da margem bruta (+87 pontos-base, ou 0,87 ponto percentual, em relação ao ano anterior), a queda na receita consolidada pode reduzir a alavancagem operacional e pressionar a margem Ebitda para 17,1% (-1,26 ponto percentual em relação ao ano anterior).

Vivara: embora espere que a receita bruta mantenha o ritmo e acelere o crescimento trimestral para cerca de 17% em relação ao ano anterior, o Santander acredita que isso pode ter sido sustentado por uma maior atividade promocional durante o trimestre, levando a alguma pressão sobre a margem bruta em relação ao ano anterior. Isso pode decepcionar o mercado, na visão do banco, já que Wall Street espera atualmente uma expansão da margem bruta de 0,5 a 1 ponto percentual (p.p.) em relação ao ano anterior. No nível do Ebitda, espera que essa pressão seja mais do que compensada por uma maior eficiência nas despesas gerais e administrativas (SG&A), resultando em um aumento da margem Ebitda de 0,37 ponto percentual em relação ao ano anterior.

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Empresas para ficar de olho:

Smart Fit (SMFT3): o Santander considera o forte ritmo de expansão no 4º trimestre (+217 academias), concentrado principalmente em dezembro, esperando que as novas inaugurações pressionem a rentabilidade no trimestre, com uma margem bruta de 49,3% (-0,79 ponto percentual em relação ao ano anterior). “Reiteramos que essa ‘piora’ deve ser temporária, pois as novas unidades devem aumentar rapidamente sua capacidade produtiva e atingir a maturidade, restaurando a rentabilidade do negócio aos níveis históricos”, avalia.

Varejo de Alimentos: o Santander acredita que as vendas no varejo de alimentos sofreram pressão no 4º trimestre de 2025, o que os leva a esperar que os números de vendas da Assaí (ASAI3) e do Grupo Mateus (GMAT3) permaneçam sob pressão, com SSS em 0,5% e -1,8%, respectivamente. “Sugerimos acompanhar de perto o comportamento das vendas e as iniciativas individuais para reverter essa tendência nos próximos trimestres”, avalia.

Lojas Renner (LREN3): dadas as muitas preocupações com o desempenho de vendas dos varejistas de moda no 4º trimestre de 2025, o banco acredita que os resultados da Renner são muito aguardados pelo mercado. Além disso, avalia que o 4º trimestre de 2025 poderá ajudar os mercados a avaliar a execução da empresa nos próximos trimestres. “Prevemos um crescimento de aproximadamente 2% nas vendas em mesmas lojas (SSS) em relação ao ano anterior, com uma expansão de cerca de 100 pontos-base na margem EBITDA consolidada”, aponta.

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Visão do UBS BB

Após um forte primeiro semestre de 2025, os varejistas de vestuário desaceleraram no segundo semestre de 2025, destaca o UBS BB. A projeção é de um crescimento total de vendas nas mesmas lojas (SSS) de +2,8% para a Lojas Renner (LREN3), SSS estável para o segmento de vestuário da C&A e 5,3% para a Guararapes, superando o setor.

A Vivara continua se destacando, com receita bruta em alta de 16% em relação ao ano anterior, impulsionada pelo e-commerce, enquanto as margens bruta e Ebitda expandem 1 ponto percentual e 1,20 ponto percentual em relação ao ano anterior.

Já a Alpargatas (ALPA4), na visão do UBS BB, deve continuar apresentando melhora sequencial na margem bruta no Brasil e menores perdas internacionais em relação ao ano anterior, compensando um aumento nas despesas gerais e administrativas (SG&A). A Azzas (AZZA3) permanece sob pressão, com receita líquida caindo 2,4% em relação ao ano anterior em meio a tendências mais lentas no segmento de moda feminina.

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Para varejo de alimentos, persiste a fragilidade generalizada. “Esperamos que as vendas nas mesmas lojas (SSS) do Assaí aumentem 1,2%, o que se traduz em crescimento de vendas totais de 3,2% em relação ao ano anterior, juntamente com expansão da margem Ebitda de 0,1 ponto percentual em relação ao ano anterior, para 6,5%, à medida que a maturação das conversões de lojas Extra compensa a alavancagem operacional limitada”, aponta.

No Grupo Mateus (GMAT3), a projeção é de uma desaceleração no crescimento da receita para 7,4% em relação ao ano anterior, excluindo a Novo, refletindo um desempenho mais fraco do atacarejo (-2,8% nas SSS),

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