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Chapada vence o Várzea Grande, entra no G-4 e escreve capítulo histórico no Estadual

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O Chapada Futebol Clube fez história neste sábado (18) ao vencer o Várzea Grande por 3 a 1, no Estádio Apolônio de Mello, em Chapada dos Guimarães, pela terceira rodada do Campeonato Mato-grossense. O resultado garantiu a primeira vitória da equipe na competição e também o primeiro gol do clube em sua trajetória na elite do futebol estadual.

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O placar foi aberto logo aos 7 minutos do primeiro tempo. Pela direita, Jonas avançou em velocidade e encontrou Cleberson Tiarinha, que finalizou para o gol e inaugurou o marcador. Aos 22 minutos, a jogada se repetiu. Jonas voltou a arrancar pelo lado direito, cruzou rasteiro e Tiarinha apareceu bem posicionado para ampliar a vantagem do time da casa.

Nos acréscimos da primeira etapa, aos 46 minutos, o Chapada definiu o resultado. Após chute de Jonas, o goleiro deu rebote e Gabriel Venâncio aproveitou para marcar de cabeça o terceiro gol da equipe.

Com a vitória, o Chapada chegou aos quatro pontos e assumiu a quarta colocação, à frente de Mixto e Cuiabá, ambos com três pontos e que se enfrentam na tarde deste domingo (18).

Na próxima rodada do Estadual, o Várzea Grande recebe o União na terça-feira (20), às 16h, no Estádio Dito Souza. Já o Chapada enfrenta o Operário na quarta-feira (21), também no Dito Souza, às 19h.

Autor de dois gols, Cleberson Tiarinha é uma das referências do elenco. Natural de Sinop, o atacante ganhou o apelido ainda na infância e iniciou a carreira nas categorias de base do Grêmio. Passou por clubes como Criciúma, São José-RS, Toledo-PR, Sinop, Cuiabá, Luverdense, Fluminense de Feira e Remo. Chegou ao Chapada em 2025 e renovou contrato para a atual temporada.

Após a partida, o atacante destacou a importância do resultado. “Agradecer a Deus pelos dois gols. É uma vitória muito importante. O time precisava dessa vitória e hoje pôde sair feliz com os três pontos”, afirmou.

Fundado em 2012, o clube estreou no futebol profissional na segunda divisão estadual no mesmo ano, terminando na quarta colocação, posição que repetiu na temporada seguinte. Em 2024, passou a se chamar Chapada Futebol Clube e transferiu sua sede para Chapada dos Guimarães. No ano passado, conquistou o acesso ao vencer o Operário VG na final da Segunda Divisão Mato-grossense.

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Como o 2º mandato de Trump redefiniu o comércio dos EUA e da América Latina

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‘Em vez de tributar nossos cidadãos para enriquecer outros países, aplicaremos tarifas e impostos aos países estrangeiros para enriquecer nossos cidadãos”, disse Donald Trump em janeiro de 2025, no discurso de posse de seu segundo mandato como presidente dos Estados Unidos.

Em pouco tempo ele começaria a sobretaxar importados da China — principal alvo de sua retórica mercantilista — e de seus parceiros na América do Norte e na Europa, com um discurso de toma-lá-dá-cá ainda mais agressivo que o da sua primeira gestão (2017-2021).

Em abril, ele exibiu tabelas com tarifas para cerca de cem países, no que chamou de “Dia da Libertação”. A América Latina também entrou no alvo. As sobretaxas às importações de americanos dos países listados começavam em 10%.

Mercados despencaram, governos, empresários e organizações multilaterais negociaram isenções, e bancos previram até recessão nos EUA. A Suprema Corte do país ainda decide se a decisão respeitou a Constituição, mas independentemente desse desfecho judicial, a estratégia comercial de Trump já definiu uma nova ordem regional e global.

 Início de um pesadelo

Na América Latina, nos anos 1990, apenas o México tinha um pacto comercial com os EUA, um acordo trilateral que incluía o Canadá. Em seu primeiro governo, Trump o renegociou. Em 2004, somou-se o Chile, por meio de um Tratado de Livre Comércio (TLC). Na região, os EUA também têm acordos comerciais com Colômbia, Peru, Costa Rica, República Dominicana, Honduras, Guatemala, Nicarágua, Panamá e El Salvador.

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 Não fizeram diferença para Trump: tarifas foram aplicadas a todos, com alguns itens isentos, como cobre e petróleo. Com o passar dos meses, algumas tarifas foram reduzidas em negociações, mas não há critério claro, só a vontade de Trump.

— Os EUA já não respeitam seus acordos comerciais. Pior ainda, pisoteiam as bases do multilateralismo e do direito internacional. É o início de um pesadelo —diz o economista Osvaldo Rosales, que foi o negociador-chefe do Chile com os EUA em 2004, no governo de George W. Bush.

O Brasil, que teve a “tarifa recíproca” inicial de 10% acrescida de 40% em meio a motivações políticas, obteve exceções para vários produtos, mas ainda negocia para retirar o peso do tarifaço de outros. Nações como o México e Panamá têm sofrido impacto maior.

— As tarifas de Trump agravaram um cenário comercial já difícil para grande parte da América Latina, e seu caráter aleatório tem sido uma fonte de fricções — diz Carol Wise, acadêmica da Universidade do Sul da Califórnia (USC), em Los Angeles.

As tensões se agravaram há duas semanas com a invasão da Venezuela e o sequestro do então presidente Nicolás Maduro pelos EUA, sem que Trump disfarçasse seu interesses pelo petróleo do país. Rosales observa que a nova estratégia de segurança de Washington explicita que impedirá que competidores “não hemisféricos” possuam ou controlem ativos estratégicos vitais nas Américas.

A Doutrina Monroe, adotada pelos EUA em 1823, logo após a descolonização, estabelecia que europeus não poderiam mais intervir em um continente americano “para os americanos”. Trump renovou o ideário do século XIX. Começou dizendo que o Canadá poderia ser o 51º estado dos EUA. Agora, reforça ameaças à Groenlândia, território da Dinamarca.

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— Por medo de serem os próximos da lista, a maioria dos líderes latino-americanos mantêm a cabeça baixa. Os dirigentes de direita na Argentina (Javier Milei), no Chile (José Antonio Kast, que assume em março) e em El Salvador (Nayib Bukele) buscam se aproximar de Trump, o que é uma perda de tempo — diz Wise, que aponta os presidentes de Brasil (Lula), Colômbia (Gustavo Petro) e México (Claudia Sheinbaum) como os mais resistentes, embora cuidadosos para não provocar.

Com os EUA enveredando pelo protecionismo, especialistas debatem se a globalização, que marcou o início do período pós-guerra fria, está esfriando. Para Pierre van der Eng, pesquisador da Universidade Nacional da Austrália, argumentos que apontam uma “desglobalização” se sustentam apenas nas ações unilaterais dos EUA, como a saída de 66 instituições multilaterais.

— Não há indícios de que o resto do mundo esteja buscando implementar entre si restrições comerciais semelhantes às impostas pelo presidente Trump. Não está inclinado a seguir esse exemplo e continua discutindo e implementando novas formas de liberalizar as relações comerciais por meio de acordos bilaterais e multilaterais — diz o pesquisador. — Ainda não conhecemos as consequências secundárias das tarifas de Trump, como o redirecionamento de exportações chinesas no mundo.

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Carol Wise, da USC, observa que, sob a ótica comercial, “curiosamente a China não tem sido um grande alívio para a maioria dos países latino-americanos”. Tirando os “três vencedores sul-americanos” (Brasil, Chile e Peru), que exportam enormes volumes de matérias-primas para a China e conseguem manter superávits apesar das importações substanciais de manufaturados chineses, ela vê dificuldades em outros países, como México e nações da América Central.

Eles têm grande déficit comercial com a China, já que consomem cada vez mais importados da China sem contar com as matérias-primas que o país asiático demanda.

Efeito colateral

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Há outra dimensão que a pesquisadora vê como distintiva:

— A diplomacia da China, seu enfoque desenvolvimentista e sua consistência têm sido um alento para latino-americanos. As políticas gerais de Trump para a região são tão hostis, com a deportação de residentes indocumentados para uma prisão brutal em El Salvador, ameaças de invadir o Panamá se não for reduzida a presença chinesa no canal, etc. Alguns países estão aprofundando vínculos com a China, mas menos no âmbito do comércio e mais em infraestrutura, tecnologia verde e energias renováveis.

Rosales considera conveniente para a América Latina reforçar vínculos com a União Europeia (UE) e economias da Ásia-Pacífico. O fim da negociação do acordo UE-Mercosul após duas décadas e meia é visto por ele como um exemplo do efeito adverso provocado por Trump, abrindo caminho para uma das maiores zonas de livre comércio do mundo. Roberto Jaguaribe, conselheiro do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri) e ex-embaixador do Brasil na Alemanha, concorda:

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— Cria-se um espaço comum de interesses que funciona como uma âncora segura. Serve não apenas como referência econômica e comercial, mas também como conjunto de países que compartilham valores semelhantes.

 

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Candidatos precisam discutir cortes de gastos, diz Mansueto

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Secretaria de Esporte e Lazer realiza 25 ações de manutenção e revitalização

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Faltam cinco dias para pagamento de alvará com 20% de descontos em cota única – Faltam cinco dias para pagamento de alvará com 20% de descontos em cota única

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Os contribuintes podem efetuar, até dia 23 de janeiro, com descontos de até 20% em cota única (para quem não contém débitos com o fisco municipal), o pagamento da taxa de licença de estabelecimento de produção, comércio, indústria e prestação de serviços, mais conhecida como taxa do Alvará em 2026. 

Os atendimentos da Secretaria Municipal de Gestão Fazendária são realizados, presencialmente, no Paço Municipal, de segunda à sexta-feira das 8h às 17h, no Centro de Atendimento ao Cliente (CAC), localizado no Paço Municipal. Os munícipes também podem ser atendidos, de forma presencial, no posto avançado da Subprefeitura do Cristo Rei ou ainda na Procuradoria Municipal. Também há atendimento online pelo aplicativo WhatsApp pelo número (65) 9 8404-6296.

Conforme a lei complementar 5464/2025, o contribuinte também pode pagar com até 10% de descontos (para quem não contém débitos com o fisco) no modo cota única. em cota única até 23 de fevereiro 10% de desconto (para contribuintes que não tenham débitos vencidos); como também sem desconto, podendo optar pelo parcelamento em até três vezes mensais e consecutivas, com o pagamento da primeira parcela em até 23 de fevereiro de 2026, sendo que nenhuma parcela poderá ser inferior ao valor de cinco UPFs/VG, que, atualmente, cada UPF está no valor de R$ 42,46.

“Várzea Grande tem oferecido condições vantajosas aos seus contribuintes, principalmente, para quem está em dia com o fisco municipal. Os recursos arrecadados são essenciais para a manutenção de serviços públicos e investimentos em infraestrutura. É importante que o contribuinte se atente aos prazos para garantir o desconto e não se perca com as datas”, destaca o secretário municipal de Gestão Fazendária, Marcos José da Silva.

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Botelho lembra derrota em 2024 e vê risco de novo revés com divisão do União Brasil: “perdi a eleição por isso”

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O deputado estadual Eduardo Botelho (UNIÃO) alertou sobre os riscos de uma nova divisão no União Brasil para as eleições de 2026. Segundo ele, isso pode levar a uma nova derrota, similar ao ocorrido quando ele concorreu à prefeitura de Cuiabá em 2024.

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Botelho, que foi candidato a prefeito e acabou derrotado, atribuiu a perda da eleição municipal à divisão partidária, embora tenha dito ter feito os seus esforços para manter o grupo unido. 

“Um dos fatores que me levou a perder a eleição foi a divisão partidária”, afirmou em entrevista nesta quinta-feira (14). “Apesar de eu ter feito tudo para unir, não ficou unido. Isso daí acarretou que nós perdessemos a eleição.”

“Se acontecer essa divisão, novamente nós vamos ter chance de perder essa eleição. Esse grupo é forte? É um grupo que está dando resultado? É, mas esse grupo tem que se manter junto e unido. Se esse grupo dividir, a chance de perder passa a ser grande e gigante”, continuou.

Nas eleições municipais de 2024, Botelho superou Fábio Garcia (UNIÃO) nas prévias internas – apesar de Garcia ter tido a prefeitura do governador Mauro Mendes, da primeira-dama Virginia Mendes e do vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos). 

Apesar de ter ido a disputa, Botelho foi derrotado nas urnas, ficando em terceiro lugar e não avançando para o segundo turno.

O União Brasil enfrenta um novo impasse em relação à eleição de 2026, desta vez envolvendo o governo do estado. Enquanto uma ala defende uma candidatura própria para o governo, outra parte, que inclui o governador Mauro Mendes (presidente do partido), prefere apoiar Otaviano Pivetta (Republicanos).

Soma-se a essa divisão a insatisfação de filiados que reclamam da pouca articulação e de uma certa “inércia” da executiva do partido no que diz respeito às estratégias para 2026.
 

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Após FGC, falsos apps são criados para golpe em investidores do Master

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Horas depois do anúncio de que os investidores do Banco Master começariam a receber o dinheiro do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) tentativas de golpe começaram a aparecer no mercado. Aplicativos com nome similar ao do FGC e outros com promessas de facilidades para resolver o problema surgiram nas plataformas. Os formatos de consultorias e de resolução rápida do pagamento, no entanto, são falsos.

Eles chegam para os usuários por meio de um link. Quem clica e faz o passo a passo pedido tem o celular invadido e os dados roubados. Neste momento delicado, onde mais de um milhão de pessoas aguarda o ressarcimento dos Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) é preciso ficar atento.

A confiabilidade está nos sites oficiais. O FGC, por exemplo, tem um aplicativo próprio. Nele, não existem consultores com promessas de vantagens ou acompanhamentos. As Fintechs, empresas que usam tecnologia para oferecer serviços financeiros, como bancos digitais e de investimentos onde o usuário comprou os CDBs também fazem os alertas da disponibilidades do pagamento. Fora esses serviços, não existe garantia de idoneidade.

O FGC deu start nos pagamentos dois meses após o Banco Central decretar a liquidação do Master, devido a uma grave crise de liquidez e por violações às normas que regem a atividade das instituições integrantes do Sistema Financeiro Nacional (SFN). O início do pagamento demorou mais que o esperado devido ao tamanho do caso.


Orientações para recebimento

  • A orientação é que os investidores acessem o aplicativo do FGC para iniciar as etapas necessárias. Não há receita milagrosa, nem promessa de vantagens. O investidor receberá a garantia pelo investimento que fez, sendo que este não pode ser acima de R$ 250 mil;
  • Os pagamentos são realizados pelo FGC assim que os credores completarem o pedido pelo aplicativo oficial.
  • As pessoas físicas podem fazer a solicitação pelo aplicativo, e os credores pessoas jurídicas, pelo Portal Investidor.
  • Investidores do Banco Master relataram dificuldade para concluir o pedido de pagamento no app do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), neste sábado (17/1). No entanto, durante a noite e início deste domingo, as transações começaram a normalizar.

Atraso no pagamento

O início dos repasses acontece dois meses após a intervenção e demorou mais que o esperado devido à complexidade e à dimensão do caso.

Inicialmente, a estimativa era de que o FGC pagasse R$ 40 bilhões para 1,6 milhão de investidores, mas o número de credores foi revisto e atualizado para 800 mil. Serão contemplados investidores que aportaram até R$ 250 mil.

Cada um receberá o saldo remanescente na conta, ou seja, o valor aportado mais os rendimentos até a data da liquidação do banco, que foi em 18 de novembro.

Em nota ao Metrópoles, a instituição informou que a plataforma registrou um “alto volume de acessos simultâneos”, o que gerou instabilidade e comprometeu a disponibilidade para os usuários.

Ainda de acordo com o FGC, as equipes técnicas seguem monitorando o sistema de forma contínua e atuando para melhorar a performance da plataforma.

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Presidência perde cada vez mais protagonismo na autoria de leis

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Centrão indicou maioria do TCU, que agora julgará liquidação do Master

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A maioria dos ministros do Tribunal de Contas da União (TCU), que vai inspecionar a atuação do Banco Central (BC) na liquidação do Banco Master, foi indicada pelo Centrão no Congresso Nacional. Parte desses integrantes é vista como próxima ao empresário Daniel Vorcaro, dono da instituição.

A Constituição estabelece que seis ministros do TCU sejam escolhidos pelo Congresso e três pelo presidente da República, desenho que ajuda a entender o perfil político predominante hoje na Corte.

O presidente do tribunal é Vital do Rêgo, ex-senador pelo MDB da Paraíba, indicado ao TCU em 2014 e eleito presidente da Corte no fim de 2024. Ele é irmão do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), aliado do presidente Lula (PT).

Em 12 de janeiro, o presidente da Corte afirmou que o Banco Central concordou com a inspeção do TCU e dará acesso aos documentos relacionados à liquidação do Banco Master.

“Ela (a inspeção) já está acontecendo, pela reunião que fizemos hoje (12/1). Definimos que o TCU vai ter acesso aos documentos do Banco Central que foram base para o processo liquidatório – que só quem poderia liquidar era o Banco Central –, que estão à disposição já a partir de hoje. Nós temos um calendário que será ajustado pelas unidades técnicas”, informou o presidente do TCU

O ministro disse que “o ato de liquidação é administrativo e regulatório”. “É um modelo técnico que o TCU está acostumado a fazer”, completou.


Quem são os ministros do TCU

  • Walton Alencar Rodrigues, indicado pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso, em 1999;
  • Benjamin Zymler, indicado pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso, em 2001;
  • Augusto Nardes, indicado pela Câmara dos Deputados, em 2005;
  • Aroldo Cedraz, indicado pela Câmara dos Deputados, em 2007;
  • Vital do Rêgo Filho, indicado pelo Senado Federal, em 2014;
  • Bruno Dantas, indicado pelo Senado Federal, em 2014;
  • Jorge Oliveira, indicado pelo então presidente Jair Bolsonaro (PL), em 2020;
  • Antonio Anastasia, indicado pelo Senado Federal, em 2022;
  • Jhonatan de Jesus, indicado pela Câmara dos Deputados, em 2023;

Os nomes do Centrão no TCU

O ministro Jhonatan de Jesus, ex-deputado federal pelo Republicanos de Roraima, assumiu cargo no TCU em novembro de 2023. Filho do senador Mecias de Jesus (Republicanos-RR), a indicação dele foi apresentada pela liderança do partido na Câmara. A articulação política para a escolha dele teve o suporte direto do ex-presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).

Antes dele, entrou Antonio Anastasia, em 2022, a partir de indicação do Senado. Anastasia foi governador e senador por Minas Gerais e, historicamente, integrante da cúpula do PSDB.

Um dos principais aliados dele foi o deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG), na década de 2010. Antes de assumir o cargo no TCU, Anastasia trocou o PSDB pelo PSD.

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Reprodução/Banco Master

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Michael Melo/Metrópoles

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Em 2007, tomou posse no TCU o ministro Aroldo Cedraz. Ex-deputado federal, ele foi indicado ao cargo pela Câmara dos Deputados. A trajetória política dele é associada ao grupo de Antônio Carlos Magalhães (DEM/hoje União Brasil), o ACM, da Bahia.

A corte tem ainda o ministro Augusto Nardes, que ingressou no TCU em 2005, após sucessivos mandatos como deputado federal pelo PP do Rio Grande do Sul.

Ainda em 2026, haverá uma nova indicação para o TCU. A disputa deve ficar entre o deputado Odair Cunha (PT-MG), que tem bom trânsito entre parlamentares do Centrão e tende a contar com o apoio do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o deputado Danilo Forte (União Brasil-CE).

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