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Wellington (PL), Pivetta (Republicanos) e Natasha (PSD) já trabalham com caixas milionários. Milas (Missão) permanece em uma escala financeira bem menor
O financiamento da disputa pelo Governo de Mato Grosso mudou de escala em poucos dias.
Se no início da campanha predominavam recursos próprios e doações de pessoas físicas, a entrada de milhões de reais transferidos por partidos passou a sustentar o caixa dos principais candidatos ao Palácio Paiaguás.
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Levantamento do DIÁRIO, a partir das prestações de contas eleitorais, mostra que Wellington Fagundes (PL), Otaviano Pivetta (Republicanos) e Natasha Slhessarenko (PSD) já trabalham com caixas milionários, enquanto Rafaell Milas (Missão) permanece em uma escala financeira bem menor.
A comparação também revela estratégias distintas.
O PL assumiu praticamente sozinho o financiamento de Wellington.
Natasha recebeu R$ 4,5 milhões da direção nacional do PSD.
No caso de Pivetta, chama atenção uma situação diferente: Cidadania e União Brasil já transferiram juntos R$ 3 milhões, enquanto o Republicanos, partido do próprio governador, ainda não aparecia entre os financiadores da candidatura no levantamento mais recente.
No começo da campanha, o cenário era muito diferente.
Em 24 de agosto, Pivetta tinha aproximadamente R$ 410 mil e Wellington, R$ 406 mil, enquanto Natasha contabilizava R$ 52 mil e Milas, pouco mais de R$ 1 mil.
No caso de Pivetta, R$ 250 mil haviam saído do próprio bolso; Wellington havia colocado R$ 50 mil na campanha.
A entrada dos partidos virou esse quadro.
WELLINGTON ULTRAPASSOU R$ 5 MILHÕES – Wellington foi o primeiro a receber uma grande injeção partidária.
O PL nacional transferiu R$ 4,8 milhões, enquanto o diretório estadual acrescentou outros R$ 140 mil.
Com isso, a campanha chegou, inicialmente, a R$ 5,346 milhões, dos quais R$ 4,94 milhões — mais de 92% — vieram do próprio PL.
Os outros R$ 406 mil haviam sido arrecadados, principalmente, entre pessoas físicas e o próprio candidato.
Rubens Pereira Fagundes aparece com R$ 100 mil; Jean Carlos Lopes Lino, com R$ 80 mil; Rodolfo Pereira Fagundes, com R$ 70 mil; Clotildes Fagundes Duarte, com R$ 50 mil; e o próprio Wellington, outros R$ 50 mil.
A prestação de contas disponível, posteriormente, já apontava R$ 5,466 milhões em 13 repasses, indicando novas movimentações depois daquele primeiro levantamento.
O dado mostra uma mudança radical na composição do caixa.
Antes da transferência partidária, Wellington dependia basicamente de doações particulares – inclusive, de familiares.
Depois dos repasses, o PL tornou-se responsável pela quase totalidade do dinheiro disponível para a candidatura.
A campanha também começou a converter o caixa em estrutura eleitoral.
Em levantamento anterior, já havia R$ 393,5 mil em despesas declaradas, concentradas principalmente em material impresso, impulsionamento de conteúdo na internet e adesivos.
PIVETTA RECEBE R$ 3 MILHÕES DOS ALIADOS – O governador segue uma composição diferente.
A campanha declarou R$ 4,87 milhões em receitas, no levantamento divulgado na segunda-feira (7).
Desse montante, R$ 2 milhões foram repassados pelo Cidadania e R$ 1 milhão pelo União Brasil.
Portanto, R$ 3 milhões do caixa vieram de dois partidos aliados, e não do Republicanos, legenda à qual Pivetta é filiado.
O governador também ampliou o próprio investimento na campanha. O valor colocado por ele chegou a R$ 500 mil.
Entre os principais financiadores privados, aparecem Orcival Gouveia Guimarães, com R$ 350 mil; Romeu Froelich, R$ 300 mil; Carlos Ivan Missel Biancon, R$ 204 mil; e Adecrescio Pedro de Aguiar, R$ 200 mil.
Somados os recursos próprios e as doações particulares, a campanha teria aproximadamente R$ 1,87 milhão sem considerar os R$ 3 milhões dos partidos aliados.
Esse valor, sozinho, já supera os R$ 1,23 milhão em despesas contratadas até aquele momento. A diferença seria de aproximadamente R$ 635 mil.
O desenho do financiamento de Pivetta é, portanto, mais diversificado que o de Wellington: reúne dinheiro partidário, recursos do próprio candidato e grandes doações de pessoas físicas.
Mas deixa uma questão política: por que Cidadania e União Brasil já colocaram R$ 3 milhões na campanha, enquanto o Republicanos ainda não aparecia entre seus financiadores?
PSD COLOCA R$ 4,5 MILHÕES EM NATASHA – Natasha também deixou para trás a fase de uma campanha financiada quase exclusivamente com dinheiro próprio.
No início, a candidata havia declarado apenas R$ 52 mil, provenientes de recursos próprios, e aproximadamente R$ 50 mil em despesas, sobretudo relacionadas à presença digital.
A situação mudou com a transferência de R$ 4,5 milhões pela direção nacional do PSD.
Com o repasse, a receita declarada chegou a aproximadamente R$ 4,552 milhões no levantamento atualizado em 29 de agosto.
O aporte é especialmente relevante porque Natasha enfrenta uma eleição na qual admite possuir uma estrutura municipal muito menor que a dos principais adversários.
A candidata tem apostado nas redes sociais para aumentar seu grau de conhecimento entre os eleitores. Até o início de setembro, já havia declarado R$ 50 mil em gastos com impulsionamento.
Financeiramente, porém, o repasse do PSD reduziu drasticamente a distância em relação às campanhas de Wellington e Pivetta.
MILAS RECEBE R$ 100 MIL – Rafaell Milas permanece distante dos demais em volume financeiro.
A campanha declarou R$ 102.914 até o início de setembro.
Desse total, R$ 100 mil vieram do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), repassado pela legenda.
Outros R$ 1,6 mil foram colocados pelo próprio candidato e R$ 1.314 vieram de financiamento coletivo.
As despesas registradas eram praticamente residuais naquele momento, pouco acima de R$ 36.
A diferença financeira para os três principais adversários é expressiva.
Enquanto Pivetta, Wellington e Natasha passaram da casa dos R$ 4 milhões, Milas ainda estava pouco acima de R$ 100 mil.
PARTIDOS PASSAM A BANCAR A ELEIÇÃO – A evolução das prestações de contas mostra que a primeira fotografia da campanha já ficou para trás.
No dia 24 de agosto, Pivetta e Wellington estavam praticamente empatados em torno de R$ 400 mil.
Natasha tinha R$ 52 mil. Milas começava com pouco mais de R$ 1 mil.
Em questão de dias, transferências partidárias milionárias redesenharam a capacidade financeira das candidaturas.
Wellington passou a depender fortemente do PL. Natasha recebeu praticamente todo seu caixa do PSD.
Pivetta construiu uma composição entre partidos aliados, recursos próprios e grandes doadores privados. Milas recebeu R$ 100 mil do fundo eleitoral.
A comparação é importante porque o dinheiro determina a capacidade das campanhas de contratar equipes, produzir programas eleitorais, imprimir material, viajar pelo Estado e, principalmente, disputar atenção nas redes sociais e na propaganda.
O teto de gastos estabelecido para uma candidatura ao Governo de Mato Grosso, no primeiro turno, é de aproximadamente R$ 7,115 milhões.
Os números ainda são provisórios.
A campanha está em andamento e novas receitas e despesas continuam sendo informadas à Justiça Eleitoral.





