A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira, 7, a sexta fase da Operação Unha e Carne, que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro por meio de uma rede de postos de combustíveis na região metropolitana do Rio de Janeiro.
Segundo a investigação, o grupo teria contado com a participação de agentes públicos.
Os policiais federais cumprem 19 mandados de busca e apreensão em endereços localizados na capital fluminense e nos municípios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Resende. Também foram determinadas pela Justiça medidas de bloqueio de bens e valores e a suspensão das atividades econômicas de empresas ligadas aos investigados.
De acordo com a PF, o grupo movimentou mais de 7,6 bilhões de reais nos últimos seis anos. A estimativa consta de um relatório de inteligência financeira do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) encaminhado aos investigadores.
Entre os alvos dessa nova fase da Operação Unha e Carne estão Márcio Canella, que foi prefeito de Belford Roxo e hoje é pré-candidato ao Senado pelo União Brasil, e o delegado Marcus Amim, que atuou na secretaria de Polícia Civil do governo Cláudio Castro.
A corporação afirma que a rede de postos era utilizada para ocultar e dissimular recursos de origem ilícita, em um esquema que, segundo a investigação, beneficiava uma organização criminosa.
Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e contratação direta ilegal, além de outros delitos que eventualmente sejam identificados ao longo das apurações.
A operação integra a força-tarefa Missão Redentor II, coordenada pela Polícia Federal para combater organizações criminosas no estado do Rio de Janeiro. Segundo a corporação, a iniciativa segue diretrizes estabelecidas pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento da ADPF 635.





