Ex-prefeito de Belford Roxo e presidente do União Brasil no Rio de Janeiro, Márcio Canella foi preso em flagrante pela Polícia Federal nesta terça-feira 7 por posse e porte ilegal de arma. Agentes da PF encontraram um fuzil .556 no carro do político quando cumpriam mandado de busca e apreensão na nova fase da Operação Unha e Carne.
As diligências foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal no inquérito que mira a atuação de uma organização criminosa suspeita de lavar dinheiro por meio de uma rede de postos de combustíveis na região metropolitana do Rio.
Dois policiais ligados a Canella, pré-candidato ao Senado com apoio de Flávio Bolsonaro (PL), também foram alvo da operação, além do ex-chefe da Polícia Civil Marcus Amim.
Márcio Canella (União Brasil-RJ), Cláudio Castro (PL), Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Douglas Ruas (PL-RJ) e Rogério Lisboa (PP). Foto: Reprodução/X
As investigações da PF apontam que empresas do setor de combustíveis teriam sido utilizadas para ocultar recursos de origem ilícita, com a participação de agentes públicos. Os investigados poderão responder por organização criminosa, lavagem de dinheiro e contratação direta ilegal, além de outros crimes que possam ser identificados com o avanço das apurações.
Segundo a corporação, um relatório do Coaf indica que o grupo movimentou cerca de 7,6 bilhões de reais nos últimos seis anos.
A Operação Unha e Carne surgiu em dezembro de 2025 para investigar o vazamento de informações sigilosas de ações policiais contra o Comando Vermelho. Posteriormente, a apuração passou a mirar uma suposta rede de proteção institucional ao crime organizado, envolvendo agentes públicos, empresários e integrantes do sistema de Justiça.
As fases anteriores tiveram como alvos figuras de destaque da política fluminense, como o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio Rodrigo Bacellar (União Brasil), o desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto, o deputado estadual Thiago Rangel (Avante) e, na etapa mais recente, o pastor Márcio Poncio e o contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho.
A quinta fase também aprofundou a investigação sobre um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao jogo do bicho e a possíveis repasses de recursos a agentes políticos do estado.





