A Procuradoria-Geral da República comunicou nesta segunda-feira 15 ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, que rejeitou a segunda proposta de delação premiada apresentada pelo banqueiro Daniel Vorcaro, do Master.
O entendimento dos procuradores que analisaram o arranjo é semelhante ao adotado pela Polícia Federal que, na semana passada, negou seguir com a colaboração porque os anexos entregues por Vorcaro não traziam novidades em relação ao que já havia sido mapeado pelas apurações.
Além disso, a proposta não trouxe um comprometimento efetivo com a devolução de valores, uma das condições fixadas pela PGR para que as tratativas avançassem. A defesa do ex-dono do Master não comentou.
Vorcaro está preso em Brasília, acusado de chefiar um esquema bilionário de fraudes financeiras que pode chegar a 12 bilhões de reais, segundo a PF. Agora, o futuro das negociações e a situação prisional do empresário estão nas mãos de Mendonça, relator das investigações no STF.
Em maio, a PF e a PGR recusaram os anexos apresentados pelo banqueiro por não apresentarem elementos adicionais às investigações. Investigadores do caso sinalizaram descontentamento com a pouca disposição do banqueiro em entregar aliados e apresentar novos dados para a equipe que investiga o caso.
Na ocasião, o ex-banqueiro chegou a ser transferido de uma cela especial na Superintendência da PF para uma cela comum, que tem menos regalias. Mas, ao manifestar interesse em ampliar a delação, Vorcaro retornou ao local onde estava custodiado, pois isso facilita os encontros com os advogados.





