Início GERAL Pivetta defende empréstimo e diz que o senador WF é ‘desprezível’

Pivetta defende empréstimo e diz que o senador WF é ‘desprezível’


Governador Otaviano Pivetta

O debate sobre o empréstimo de R$ 1,5 bilhão que o Governo de Mato Grosso pretende contratar junto à Caixa Econômica Federal ganhou contornos de guerra política eleitoral, nesta semana.

Irritado com as críticas feitas pelo senador Wellington Fagundes (PL), o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) classificou o liberal como “desprezível.

E afirmou que uma eventual campanha dele ao Palácio Paiaguás deveria ter como slogan a palavra “paralisia”.

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“Esse senhor é desprezível. Ele nunca teve uma experiência de fazer gestão. Sequer de orçamento doméstico, né? Nós conhecemos ele na política como deputado, e veio até aqui, nessa profissão. A vida pública, para mim, é servir. No caso dele, tem muito mais coisa que todo mundo sabe. A história dele é cabulosa”, afirmou Pivetta.

As declarações se deram em decorrência de um vídeo publicado pelo senador, em suas redes sociais, no qual ele questiona a necessidade do financiamento próximo ao fim do mandato.

Além de rebater as críticas, o governador também defendeu a proposta encaminhada à Assembleia Legislativa, sustentando que o Estado reúne condições financeiras para assumir a operação de crédito, graças ao equilíbrio das contas públicas alcançado nos últimos anos.

Segundo Pivetta, a contratação do empréstimo permitirá que o Governo destine recursos à construção de 60 mil moradias populares, sem interromper os investimentos em infraestrutura.

“Eu quero explicar que nós mandamos o projeto de um bilhão e meio para fazer 60 mil casas, porque é a prioridade número um, hoje, no Estado de Mato Grosso. Habitação para quem ainda não tem”, disse

Pivetta afirmou que a capacidade de endividamento é consequência das reformas promovidas pela atual gestão, da redução da carga tributária e do superávit fiscal do Estado.

Na estratégia do Executivo, os recursos obtidos por meio da linha de crédito serão direcionados para obras de infraestrutura, enquanto os valores arrecadados pelo Fethab passarão a financiar o programa habitacional.

A mudança, segundo ele, ocorre diante da previsão de extinção do chamado Fethab 2, prevista para janeiro de 2027.

“Como estamos na iminência de perder o Fethab 2, nós estamos garantindo esse recurso no orçamento com custo baixo, que é para a infraestrutura. (…) Isso é governar. Governar é criar alternativa. É pensar em solução mais barata. É fazer bons negócios para a sociedade. Coisa que ele não sabe fazer”, afirmou

“QUEM VAI PAGAR A  CONTA?” – As declarações foram uma resposta direta ao senador Wellington Fagundes, que questionou a justificativa do Governo para contratar o financiamento.

Em vídeo publicado nas redes sociais, o parlamentar cobrou explicações sobre a destinação dos recursos que, segundo ele, já existiam para a política habitacional.

“Se o dinheiro que deveria ajudar famílias a conquistarem a casa própria foi usado em outra finalidade, quem vai pagar essa conta? Agora, querem contratar mais R$ 1,5 bilhão em empréstimos. E empréstimo não é dinheiro grátis. Tem juros. Tem responsabilidade. Tem impacto no futuro do nosso estado. Não sou contra obras. Sou a favor de transparência, prioridade e respeito com o dinheiro do cidadão. Mato Grosso precisa saber: o que foi feito com os recursos que já existiam?”, disse o senador.

O projeto de lei segue em tramitação na Assembleia Legislativa e prevê autorização para que o Estado contrate R$ 1,5 bilhão junto à Caixa Econômica Federal.

O Governo argumenta que a operação não compromete as finanças estaduais, em razão da capacidade de endividamento e do atual cenário de superávit fiscal, além de defender que a medida garantirá a continuidade das obras de infraestrutura e a execução do programa de construção de 60 mil unidades habitacionais.

Veja vídeo:





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