Início GERAL PL abre espaço para MDB e Podemos para fortalecer chapa de Wellington

PL abre espaço para MDB e Podemos para fortalecer chapa de Wellington


Wellington Fagundes, no centro, busca apoio de Maxi Russi e Janaína Riva

A disputa pelo Governo de Mato Grosso ganhou um novo capítulo neste sábado (1º), após a direção nacional do Partido Liberal (PL) decidir abrir espaço para o MDB e o Podemos na chapa encabeçada pelo senador Wellington Fagundes (PL). A estratégia busca ampliar a base política do grupo e evitar que as duas siglas reforcem o projeto de reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos).

Segundo interlocutores das negociações, o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, comunicou a Wellington Fagundes e ao deputado federal José Medeiros (PL), pré-candidato ao Senado, que as vagas de vice-governador e da segunda candidatura ao Senado foram colocadas oficialmente à disposição do MDB e do Podemos.

A decisão ocorre em meio às intensas articulações que antecedem o prazo final para a realização das convenções partidárias, marcado para a próxima quarta-feira (5). Até lá, lideranças dos principais grupos políticos tentam consolidar alianças capazes de alterar o cenário sucessório.

A movimentação recoloca no centro das negociações a presidente do MDB em Mato Grosso, deputada estadual Janaína Riva, e o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (Podemos). Ambos passaram a ser vistos como peças estratégicas depois que admitiram discutir uma eventual candidatura própria ao Governo do Estado ou a formação de uma terceira via.

Na avaliação de dirigentes envolvidos nas negociações, uma aliança entre MDB e Podemos fora dos dois principais blocos reduziria significativamente as possibilidades de apoio a Pivetta, que depende da manutenção da ampla coalizão formada pelo Republicanos e pelo grupo político do ex-governador Mauro Mendes (União Brasil).

Mesmo derrotado na convenção do União Brasil, o senador Jayme Campos continua sendo considerado um dos principais fatores de definição da disputa estadual. Seu eventual posicionamento pode influenciar o comportamento de lideranças regionais e alterar a correlação de forças entre os candidatos, especialmente em um cenário que ainda permanece aberto.

Resistência interna

A abertura das vagas para MDB e Podemos, entretanto, enfrenta resistência dentro do próprio PL. Integrantes da ala mais conservadora do partido demonstram preocupação com a aproximação de legendas que, em diferentes momentos, estiveram em campos políticos distintos.

Entre os nomes que manifestam reservas à ampliação da aliança estão lideranças próximas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, como o deputado federal José Medeiros e o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini.

Apesar das divergências, a direção nacional avalia que Mato Grosso ocupa posição estratégica na disputa presidencial e considera prioritária a construção de uma frente eleitoral mais ampla. O entendimento é que a aproximação com MDB e Podemos fortalece o projeto de Wellington Fagundes e amplia o diálogo com segmentos importantes do agronegócio, considerados decisivos na campanha.

Caso o acordo seja consolidado, Janaína Riva poderá integrar a chapa como candidata ao Senado ao lado de José Medeiros. Já a vaga de vice-governador poderá ficar com um indicado do Podemos. Entre os nomes lembrados nas negociações também aparece o da ex-prefeita de Sinop Rosana Martinelli, atualmente pré-candidata à Câmara dos Deputados.

Cenário permanece indefinido

As negociações seguem intensas e devem avançar até a realização das convenções do Republicanos, MDB e Podemos, previstas para os próximos dias. Enquanto isso, lideranças dos diferentes grupos políticos mantêm conversas para consolidar alianças e definir as chapas majoritárias.

A possibilidade de novas composições aumenta a incerteza sobre o desfecho da sucessão estadual e pode alterar significativamente o quadro eleitoral às vésperas do início oficial da campanha. Com o cenário ainda em formação, os próximos dias serão decisivos para definir quais alianças disputarão o Palácio Paiaguás nas eleições de outubro.





FONTE

Google search engine