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Divulgação

Senador Wellington Fagundes, candidato ao Governo, tem que enfrentar resistências dentro do seu partido

A aliança entre PL e MDB provocou uma das maiores crises internas da história recente do Partido Liberal em Mato Grosso.

Após dias de embates públicos, a direção nacional e a executiva estadual passaram a atuar para impedir que o conflito comprometa a campanha do senador Wellington Fagundes ao Governo do Estado.

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As declarações feitas na quinta-feira (6) mostram que a estratégia do partido mudou: reduzir o desgaste público, preservar a unidade formal da legenda e evitar que lideranças apoiem abertamente candidaturas adversárias.

Apesar disso, a resistência de importantes quadros do partido indica que a pacificação ainda está longe de ser definitiva.

Um dos principais sinais dessa tentativa de acomodação veio do candidato ao Senado, José Medeiros.

Mesmo sendo um dos críticos da aproximação com o MDB, ele afirmou que cumprirá a orientação do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e fará campanha para Wellington.

“Não haverá ataques contra Wellington. Pedirei votos para ele”, declarou Medeiros, acrescentando que a determinação da direção nacional foi para evitar exposição pública das divergências internas.

Segundo o senador, os prefeitos ligados ao partido receberam autorização para permanecer neutros na disputa estadual, mas foram orientados a não declarar apoio ao governador Otaviano Pivetta (Republicanos), principal adversário de Wellington.

A posição foi reforçada pelo presidente estadual do PL, Ananias Filho, que endureceu o discurso contra eventuais dissidentes.

Em mensagens encaminhadas a integrantes da legenda, ele afirmou que filiados que fizerem campanha contra Wellington Fagundes ou contra José Medeiros serão convidados a deixar o partido.

Ao mesmo tempo, procurou reduzir a pressão sobre lideranças municipais ao esclarecer que ninguém será obrigado a participar ativamente da campanha, desde que não trabalhe contra os candidatos oficiais da sigla.

Apesar do esforço de contenção, o maior foco de tensão permanece envolvendo o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini.

Nos últimos dias, Abilio declarou que não pretende subir em palanque ao lado do MDB e deixou claro seu desconforto com a aliança construída para a eleição estadual.

Até o momento, não há indicação de que tenha mudado de posição, tornando-se o principal símbolo da resistência interna à estratégia adotada pelo partido.

Nos bastidores, dirigentes avaliam que o PL conseguiu evitar um rompimento formal, mas reconhecem que a convivência entre os diferentes grupos permanece delicada.

A autorização para neutralidade de prefeitos, a manutenção das críticas reservadas aos bastidores e o endurecimento da direção estadual demonstram que a legenda busca administrar um conflito que ainda não foi completamente superado.

Com pouco mais de dois meses para as eleições, a principal preocupação da campanha é impedir que as disputas internas continuem ocupando espaço maior do que a agenda eleitoral de Wellington Fagundes.

Na avaliação de interlocutores do partido, o desafio agora será transformar uma trégua institucional em efetivo engajamento político nas bases municipais, onde parte das lideranças ainda demonstra resistência à composição com o MDB.


Os sinais da trégua no PL

José Medeiros
✔ Diz que fará campanha para Wellington Fagundes.
✔ Afirma que seguirá orientação da direção nacional.

Prefeitos
✔ Podem permanecer neutros.
✖ Não devem declarar apoio a candidatos adversários.

Direção estadual
✔ Ananias Filho ameaça desfiliar quem fizer campanha contra Wellington ou Medeiros.

Abilio Brunini
⚠ Continua resistente à aliança com o MDB e não demonstra disposição para subir no mesmo palanque.

A pergunta permanece

A crise acabou?

Politicamente, a resposta ainda parece ser não. As manifestações desta quinta-feira indicam uma trégua institucional, construída para evitar desgaste eleitoral, mas não eliminam as divergências entre os principais grupos do PL, que continuam evidentes nos bastidores.



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