O Ibovespa sobe no início do pregão desta quarta (19). O índice vem de uma série de 11 fechamentos negativos, com a recuperação puxada pela alta de blue chips, com Vale valorizando-se mais de 2,5%.
Na máxima até agora, o índice já subiu até os 170 mil pontos. Às 12h47, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, subia 1,38%, a 168.638,32 pontos. O contrato futuro do índice com vencimento mais curto, em 14 de outubro, mostrava acréscimo de 1,61%.
O pregão já abriu o dia impulsionado por avanço de blue chips, após uma dura sequência de quedas nos últimos dias. Parte do movimento também pode ser explicado pelo volume de recompra de títulos de longo prazo pelo Tesouro dos Estados Unidos.
“Quando o Tesouro anuncia que vai comprar ativamente esses papéis, ele gera uma demanda artificial que eleva o preço dos títulos. Como o preço e a taxa de retorno caminham em direções opostas, essa recompra força os yields para baixo”, explica a analista Rebecca Nossig, estrategista de ações da Nomad.
O dólar também recua na sessão frente ao real e a outras moedas globais, justamente pela potencial queda dos juros nos EUA. Isso faz com o que fluxo estrangeiro de investidores, que vinha negativo nas últimas semanas por aqui, volte a se inverter em prol da Bolsa brasileira.
Mais tarde, as atenções se voltam para a ata da última reunião do Federal Open Market Comittee, que deve trazer mais esclarecimentos sobre o processo de decisão que manteve os juros nos EUA no patamar de 3,5% a 3,75% a.a. Quando houve divulgação do resultado do encontro da autarquia, a falta de comentários por parte do chairman do Fed, Kevin Warsh, fez com que os títulos mais longos voltassem a se acelerar.
Os principais motores da alta são Vale (VALE3), que avança 2,8%, acompanhando alta de futuros do minério de ferro, e Petrobras (PETR4), que sobe 3% com alta de preços do petróleo no exterior.
11 pregões de queda
A recuperação ocorre após o Ibovespa acumular uma queda de 6,55% nos últimos 11 pregões, quando registrou a maior série de perdas diárias consecutivas desde 2023.
O declínio recente tem como pano de fundo a saída de capital externo, bem como incertezas em torno do cenário eleitoral e as expectativas para os juros, além das incertezas no cenário geopolítico.
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Até a última sexta-feira, o fluxo de estrangeiros em agosto estava negativo em R$18,1 bilhões.
De acordo com o analista Gabriel Mollo, da Daycoval Corretora, o mercado continua dividido entre a desaceleração da atividade, que favorece novos cortes da Selic, e o aumento do prêmio de risco provocado pelo cenário fiscal e eleitoral.
(com Reuters)
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