O ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), retirou da pauta o julgamento do registro de candidatura de Renan Santos (Missão) à Presidência, após apontar “indícios de ilicitudes” nas informações apresentadas pela chapa à Justiça Eleitoral.
O processo começaria a ser analisado nesta segunda-feira, 31, no plenário virtual do TSE.
Toffoli determinou a retirada para que a Corte examine a relação de perfis em redes sociais apresentada posteriormente pelos candidatos.
No registro protocolado em 7 de agosto, Renan Santos e seu vice, Aroldo Medina, não haviam informado todos os perfis usados pela candidatura.
Em 19 de agosto, a chapa apresentou 18 contas como complemento às informações iniciais.
A legislação eleitoral exige que os candidatos informem à Justiça Eleitoral os canais utilizados para propaganda na internet.
Entre os perfis apresentados posteriormente estão contas pessoais no Instagram, TikTok, YouTube e Facebook.
Toffoli citou possíveis descumprimentos da Lei das Eleições e de resoluções do próprio TSE ao justificar a decisão.
Leia também: A verdadeira missão de Renan Santos
Até onde vai Renan Santos?
Candidato do Missão à Presidência, Renan Santos, 42 anos, ganhou força nas redes sociais com um discurso antissistema que critica tanto Lula quanto Flávio Bolsonaro.
A reportagem de capa da edição mais recente de Crusoé mostra que a postura tem atraído eleitores insatisfeitos com as principais correntes da política brasileira, mas ao custo de uma rejeição proporcionalmente maior do que os adversários.
Nos últimos dias, Renan começou a ampliar sua exposição com entrevistas, sabatinas e participação em debates na TV aberta.
“As pessoas começaram a conhecer o Renan. Ele ainda era muito desconhecido fora da nossa bolha. As redes sociais e a militância tiveram um papel enorme nisso, com compartilhamentos e cortes chegando cada vez mais longe. Agora, com os debates e as sabatinas na TV aberta, ele começou a falar com um público que talvez nunca tivesse ouvido falar dele”, diz Amanda Vettorazzo, coordenadora da campanha.
Sua melhor pesquisa até agora foi a Realtime Big Data, no fim de julho, quando apareceu em terceiro lugar, com 10% dos votos válidos.
O desempenho nas próximas pesquisas dependerá da capacidade de ampliar sua audiência sem perder o apoio conquistado nas redes.





