O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a ameaçar o Irã neste domingo (21) e afirmou que poderá ordenar novos ataques contra o país caso grupos aliados de Teerã continuem atuando no sul do Líbano.
A declaração foi publicada na rede Truth Social enquanto representantes americanos e iranianos iniciavam, na Suíça, uma nova rodada de negociações voltada à implementação do acordo firmado entre os dois países para encerrar meses de conflito na região.
“O Irã deve parar imediatamente seus aliados bem pagos no Líbano de causar problemas”, escreveu Trump. Em seguida, elevou o tom: “Se não pararem, vamos atingir o Irã com muita força novamente, assim como fizemos na semana passada, só que com mais força ainda”.
A fala do presidente americano ocorre em um momento delicado das negociações diplomáticas. Delegações dos dois países se reuniram neste domingo em território suíço para discutir temas considerados centrais para a estabilidade regional, incluindo o programa nuclear iraniano, a situação do Líbano e a segurança da navegação no Estreito de Ormuz.
A comitiva americana é liderada pelo vice-presidente J.D. Vance, que adotou um discurso mais conciliador ao chegar à Suíça. Segundo ele, Trump continua comprometido com a construção de um cessar-fogo mais amplo na região e busca avanços nas conversas com Teerã.
Os encontros acontecem poucos dias após a assinatura de um memorando de entendimento que abriu uma janela de 60 dias para negociações entre os dois governos. O Catar participa das tratativas como mediador.
A crise no Líbano aparece entre os principais obstáculos para um acordo definitivo. No sábado (20), Israel voltou a bombardear posições no sul do país, apesar do cessar-fogo anunciado na véspera. Os ataques deixaram ao menos 30 mortos, segundo informações divulgadas por autoridades locais.
Em resposta à ofensiva israelense, o governo iraniano voltou a mencionar restrições no Estreito de Ormuz, corredor estratégico por onde passa parcela significativa do petróleo comercializado globalmente. O tema preocupa governos e mercados devido ao potencial impacto sobre o abastecimento de energia.
Embora Vance tenha minimizado os episódios recentes e defendido a continuidade do diálogo, a nova ameaça de Trump adiciona pressão às negociações e evidencia que Washington mantém a possibilidade de ação militar sobre a mesa caso considere que o Irã não está controlando seus aliados na região.
Continua depois da publicidade





