Alexandre de Moraes (foto) e seus aliados no Supremo Tribunal Federal (STF) fizeram uma série de despachos nos últimos dias para tentar tumultuar a investigação do ex-relator do inquérito das fake news. Cada um desses movimentos é acompanhado por comentários, análises e, em muitos casos, acusações abertas contra o ministro André Mendonça nas redes sociais e na imprensa.
O comportamento desses juristas, influenciadores e jornalistas que compõem a torcida de Moraes nas redes sociais e jornais lembra o que o ministro definia como “redes de desinformação” ao comandar o inquérito das fake news, agora nas mãos do presidente do STF, Luiz Edson Fachin.
Coincidentemente ou não, essa defesa torta de Moraes é feita por pessoas de esquerda, invariavelmente alinhadas a Lula, como O Antagonista já tinha apontado em dezembro de 2025, quando veio a público o contrato do Banco Master com o escritório de advocacia de sua família.
Sigilos
Uma das desconfianças plantadas por Moraes, com a ajuda da Procuradoria Geral da República (PGR), do também suspeito Paulo Gonet, é a de que Mendonça atua para perseguir o marido de Viviane Barci, já que não abriu os sigilos de todos casos investigados no inquérito do Master.
Mendonça decidiu abrir os sigilos dos casos Dark Horse e Jaques Wagner (PT-BA), entre outros, para dissipar as desconfianças, mas o fato é que o sigilo do caso do filme de Jair Bolsonaro foi pedido pela própria PGR, que agora contribui com o tumulto, e pela Polícia Federal, para preservar as investigações, como em qualquer outro caso que ainda está sendo apurado.
Os torcedores de Moraes também disseminam a impressão de que o caso Dark Horse avança mais devagar do que deveria, apesar de ter sido iniciado bem depois, em julho, e o ministro Flávio Dino contribui para essa teoria, por ter dado um jeito de tratar do assunto no inquérito das emendas parlamentares.
Campanha
Na verdade, os defensores de Moraes estão aterrorizados com o impacto da crise do ministro sobre a campanha de Lula, seu notório aliado, e tentam acelerar o processo de desgaste do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), principal adversário do petista na corrida presidencial.
Se Fachin não for encerrar logo o eterno inquérito das fake news, talvez seja o caso de incluir entre os investigados essa rede de desinformação que apoia Moraes, e mesmo o próprio ministro, que usou um relatório apócrifo cheio de insinuações para tentar desqualificar um colega de STF e acusá-lo de crimes dos quais ele mesmo é acusado há anos.
Seria o desfecho perfeito para a investigação mais imperfeita da história do Supremo.
Leia mais: Moraes no inquérito das fake news





