Os três principais candidatos ao Governo de Mato Grosso já declararam R$ 15,73 milhões em despesas na campanha eleitoral de 2026. Wellington Fagundes (PL) lidera os gastos, com R$ 6,23 milhões, seguido pelo governador Otaviano Pivetta (Republicanos), com R$ 5,97 milhões, e por Natasha Slhessarenko (PSD), com R$ 3,52 milhões.
Os dados constam nas prestações de contas das campanhas. Juntos, os três candidatos informaram R$ 16,65 milhões em receitas.
Apesar de o total arrecadado pelas três campanhas superar as despesas, Wellington e Pivetta, individualmente, já registram gastos maiores do que os recursos recebidos até o momento.
No caso de Wellington, a diferença entre receitas e despesas é negativa em aproximadamente R$ 506,6 mil. Pivetta apresenta um déficit ainda maior, de cerca de R$ 642,2 mil.
Natasha segue na situação inversa. A candidata declarou aproximadamente R$ 1,06 milhão a mais em receitas do que em despesas.
Wellington lidera os gastos
Wellington Fagundes declarou R$ 5,73 milhões em receitas, com forte participação de recursos transferidos pelo próprio PL.
A Direção Nacional do partido repassou R$ 4,8 milhões à campanha. Outros R$ 391 mil foram enviados pela Direção Estadual do PL em Mato Grosso.
As despesas, entretanto, já chegaram a R$ 6,23 milhões, colocando Wellington na primeira posição entre os três candidatos tanto em gastos totais quanto em volume desembolsado acima da receita disponível.
Entre os maiores pagamentos declarados estão R$ 700 mil para a D’Moura & Ianhes Sociedade de Advogados e R$ 650 mil para a T2 Comunicação, Vídeo e Produções.
A campanha também declarou R$ 628 mil pagos ao Facebook Serviços Online do Brasil, R$ 600 mil à Pantanal Filmes Áudio e Imagem e R$ 593,06 mil à Flexo Mídia Personalizados.
Pivetta tem maior diferença negativa
Otaviano Pivetta informou R$ 5,33 milhões em receitas e despesas de R$ 5,97 milhões.
A diferença negativa, de aproximadamente R$ 642,2 mil, é a maior entre os três principais concorrentes ao Palácio Paiaguás.
A principal fonte de recursos declarada pela campanha é a Direção Nacional do Cidadania, que repassou R$ 2 milhões. A Direção Nacional do União aparece em seguida, com R$ 1 milhão.
O próprio Pivetta contribuiu com R$ 500 mil para sua campanha.
Entre as maiores despesas está o pagamento de R$ 700 mil à Plano B Produtora de Filmes. A Cyrineu Advogados recebeu R$ 450 mil, enquanto R$ 409,35 mil foram destinados à Gráfica Print.
O Facebook Serviços Online do Brasil aparece com R$ 404 mil em pagamentos e a Renca Comunicação, com R$ 350 mil.
PSD banca 98% da receita de Natasha
Natasha Slhessarenko declarou R$ 4,58 milhões em receitas e R$ 3,52 milhões em despesas.
Diferentemente dos dois adversários, a candidata mantém saldo positivo de aproximadamente R$ 1,06 milhão entre os recursos recebidos e os gastos declarados.
Praticamente toda a receita da campanha veio da Direção Nacional do PSD. O partido transferiu R$ 4,5 milhões, equivalente a 98,06% do total arrecadado por Natasha.
Entre os maiores gastos declarados está a QAQ – Produções de Filmes e Vídeos, que recebeu R$ 950 mil.
A Aster Pesquisa e Consultoria aparece com R$ 510 mil, seguida pela Pirajá Comunicação e Marketing Digital, com R$ 465 mil. O Facebook recebeu R$ 300 mil e a Opaio Serviços de Comunicação, R$ 250 mil.
Somadas, as campanhas de Wellington, Pivetta e Natasha acumulam exatamente R$ 15.735.003,49 em despesas, diante de R$ 16.654.101,05 em receitas declaradas.
A diferença global é positiva em aproximadamente R$ 919 mil, mas o levantamento mostra situações distintas entre os candidatos: enquanto Natasha ainda dispõe de uma margem entre arrecadação e despesas, Wellington e Pivetta já assumiram gastos superiores aos valores recebidos até agora.





