Jordy declarou aumento de R$ 982 mil em bens. Ele pôs na lista em 2026 um apartamento em Niterói (RJ) de R$ 1 milhão, com um sinal de R$ 321 mil e o resto financiado em 35 anos, além de R$ 33 mil em aplicações de renda fixa. Em 2022, havia declarado aplicações financeiras e R$ 20 mil em dinheiro, num total de R$ 122 mil.
Deputado migrou para a esquerda e aumentou patrimônio em R$ 625,8 mil. Em 2022, Júnior Mano estava filiado ao PL e declarou patrimônio de R$ 371 mil. Atualmente, o parlamentar migrou para o PSB e concorre como 1º suplente de senador, na chapa com Cid Gomes (PSB). No pleito deste ano, Mano disse ter R$ 997 mil em bens.
Ex-ministro fica em último do ranking. Juscelino Filho (Comunicações) foi alvo de desdobramentos de investigações da PF, como a Operação Odoacro e a Operação Benesse, que apuram desvios de emendas parlamentares, fraudes em licitações e corrupção em contratos de obras de pavimentação em Vitorino Freire (MA). No período analisado, seus bens subiram R$ 163,4 mil. Neste ano, ele declarou R$ 4,6 milhões.
Aumentos merecem atenção. Cristiano Pavini, coordenador de projetos da Transparência Brasil, avalia que o crescimento expressivo de patrimônio não significa, por si só, um indício de irregularidade. Apesar disso, frisa que todo aumento dos bens deve ser justificado. Ele afirma que esses casos também servem de alerta para órgãos de controle público.
Desafios para o controle de emendas. O especialista pontua que, em muitos casos de desvios de emendas, os recursos são frequentemente “camuflados” por meio de “laranjas”, com o uso de empresas de fachada e contratos informais não declarados.
Emendas paralelas perdem rastreabilidade. Além disso, cita que um novo risco de transparência está nas “emendas paralelas”, expressão adotada pela Transparência Brasil. Esses recursos são aprovados pelo Congresso e incorporados à lei orçamentária, deixando de ser tratados como emendas. “Essas emendas se misturam aos recursos livres da União e perdem todos os marcadores de rastreabilidade. Os parlamentares se apropriam desses recursos com ofícios. Não são mais emendas, mas os parlamentares tratam como se fossem”, explica Pavini.




