Os Estados Unidos voltaram a bombardear o Irã na noite de sábado, 18, em resposta ao ataque iraniano que matou dois militares americanos e deixou um terceiro desaparecido na Jordânia. A ofensiva foi confirmada pelo Comando Central das Forças Armadas dos EUA (Centcom).
Segundo o Centcom, os bombardeios têm como objetivo “reduzir ainda mais a capacidade do Irã de ameaçar a navegação comercial no estreito de Hormuz e punir rapidamente as forças da Guarda Revolucionária Islâmica que lançaram ataques contra militares americanos na Jordânia na noite passada”.
De acordo com a agência iraniana Mehr, os ataques atingiram a região de Sirik, no sul do país, sem deixar vítimas ou causar danos à infraestrutura. A agência oficial Irna também relatou um “ataque militar inimigo americano” nas proximidades da cidade de Hajiabad.
Mais cedo, o líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, voltou a ameaçar os Estados Unidos diante da retomada das hostilidades.
“Agora que o inimigo americano busca incitar a guerra […] deve saber que a querida nação iraniana e a frente de resistência têm lições inesquecíveis a oferecer”, afirmou.
Novos ataques
A escalada também atingiu outros países da região. Segundo a Guarda Revolucionária, o Irã lançou mísseis e drones contra instalações militares americanas na Jordânia, no Kuwait e no Bahrein.
As Forças Armadas do Kuwait informaram ter interceptado parte dos projéteis, enquanto a mídia iraniana afirmou que bases e estruturas militares dos EUA foram atingidas.
O Centcom informou que o ataque iraniano de sexta-feira provocou a morte de dois militares americanos e deixou outro desaparecido. Quatro soldados foram hospitalizados na Jordânia e já receberam alta. Outros militares com ferimentos leves retornaram ao serviço.





