Início NACIONAL analistas avaliam corte da Selic e risco de recessão

analistas avaliam corte da Selic e risco de recessão


O risco é você ter um baque na economia, que depois é muito difícil de reverter Felipe Salto, colunista do UOL e economista-chefe da Warren Investimentos

Apesar do alerta, Salto considera que o Banco Central está agindo com prudência, mesmo que a “passos de tartaruga”. Como a taxa ainda está muito elevada, ele ressalta que “tem gordura” para o BC continuar cortando os juros no atual ritmo de 0,25 ponto percentual, monitorando os riscos internos e externos.

Indústria reclama de “asfixia” e aponta juros desproporcionais

A insatisfação com a lentidão nos cortes ecoou fortemente nas entidades de classe ligadas à produção. A CNI (Confederação Nacional da Indústria) classificou a taxa atual como desproporcional à trajetória de queda da inflação e estimou que a Selic ideal estaria na casa dos 10,4% — ou seja, 3,6 pontos percentuais abaixo da meta atual.

Para a entidade, os juros funcionam hoje como um “imposto invisível”. “Não há justificativa compreensível para a manutenção da taxa de juros em um nível tão alto. A decisão do Banco Central piora a perspectiva para a indústria e compromete gravemente a renda das famílias”, criticou Ricardo Alban, presidente da CNI.

A FIEMG (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais) e a CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção) adotaram tom semelhante. Ambas consideram o corte positivo, mas insuficiente para destravar os investimentos, cobrando também maior responsabilidade fiscal do governo. Já no comércio, a perspectiva é mais otimista. Para a CDL/BH (Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte), juros menores fortalecem o consumo e preparam o terreno para datas cruciais como a Black Friday e o Natal.



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