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Bolsonaro cumpre pena em casa com piscina e de tornozeleira


Folhapress

Bolsonaro na garagem de sua casa, na manhã do dia em que foi condenado pelo Supremo, em setembro de 2025

Condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, Jair Bolsonaro (PL), 71, trocou os 64,83 m² da cela onde cumpria pena na unidade conhecida como Papudinha por uma casa de dois andares com piscina, churrasqueira e jardim ,no condomínio Solar de Brasília, no Jardim Botânico, área nobre da Capital Federal.

Ele completa um mês em prisão domiciliar nesta segunda (27).

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O tamanho da cela na Papudinha já era quase dez vezes superior ao mínimo previsto na Lei de Execução Penal e bem acima dos padrões internacionais mínimos.

A legislação brasileira determina uma área mínima é de 6 m².

No condomínio onde está Bolsonaro, inaugurado em 1992, os terrenos têm cerca de 800 m² cada e os imóveis são anunciados por valores entre R$ 1,5 milhão e R$ 5,5 milhões.

Bolsonaro está confinado ao lote – proibido de circular pelas ruas, usar áreas comuns ou receber visitas sem autorização – e deve usar tornozeleira eletrônica.

Não pode utilizar celular, internet ou redes sociais, nem por meio de terceiros.

Em casa, o ex-presidente voltou a conviver com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), a filha Laura, 15, e a enteada Letícia Firmino.

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), negou pedido da defesa de “livre acesso” dos filhos à residência e afirmou que “a substituição do local de cumprimento da pena não se confunde com a progressão para um regime mais brando”.

Os filhos que não moram na casa – o senador e pré-candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Carlos Bolsonaro (PL) e o vereador Jair Renan (PL-SC) – podem visitá-lo às quartas e sábados, nos horários de 8h às 10h, 11h às 13h e 14h às 16h.

Os advogados têm acesso diário, das 8h20 às 18h, mas limitado a 30 minutos por visita – na Papudinha, chegavam a ficar até duas horas.

Flávio foi inscrito como integrante da defesa para ter mais acesso ao pai.

Todos os visitantes são revistados e devem entregar os celulares à segurança. A equipe médica não tem restrição.

Moraes determinou à Polícia Militar do Distrito Federal que abata e apreenda drones que fizerem sobrevoos num raio de 100 metros da casa.

A ordem prevê a prisão em flagrante dos operadores.

Policiais à paisana fazem a vigilância na porta da residência.

Todos os porta-malas de veículos que saem da casa são revistados.

Moraes proibiu manifestações, aglomerações e acampamentos num raio de 1 km.

Bolsonaro foi condenado pelo STF em setembro de 2025.

Preso na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, em novembro do mesmo ano, depois de tentar romper a tornozeleira eletrônica, foi transferido em janeiro para a Papudinha, junto ao Complexo da Papuda.

O ex-presidente ficou internado por duas semanas no hospital DF Star, em março, com broncopneumonia bacteriana nos dois pulmões.

Em 27 de março, teve alta e seguiu direto para a residência.

A prisão domiciliar humanitária foi autorizada por Moraes por um prazo inicial de 90 dias.

Transcorridos os 90 dias da domiciliar, o ministro determinará nova análise dos requisitos para manutenção da medida, com possibilidade de perícia médica.

Se os peritos avaliarem que o ex-presidente está recuperado, ele poderá retornar à Papudinha.





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