Mas o avanço não resolve o principal problema: o patamar de aprendizagem ainda é baixo. Toledo diz que, nos anos finais do ensino básico, a média dos estudantes segue no nível básico em português e matemática.
No ensino médio a situação é mais crítica ainda: o português está no nível básico e a matemática está abaixo do básico. Isso é muito grave. Melhorou, melhorou mais para quem precisa mais, fato. Mas está muito longe das metas que o Brasil se autopropôs a alcançar.
José Roberto de Toledo
Ele também chama atenção para diferenças regionais que desafiam o senso comum. Ele afirma que o melhor Ideb do país é o do Paraná, nas três etapas, seguido por Ceará e Goiás, e que capitais como Curitiba e Teresina aparecem entre os destaques nos anos iniciais.
Ao mesmo tempo, Toledo cita resultados fracos em diferentes recortes: Amapá, Bahia, Sergipe e Rio Grande do Norte entre os piores nos anos iniciais; Tocantins em último nos anos finais; e o Distrito Federal como a única rede a retroceder no ensino médio, apesar de ser a unidade mais rica.
Para Toledo, o Ideb ajuda a separar o que melhorou do que ainda trava o país. “Se você não acredita que a educação funciona e que ela tá melhorando, é melhor mudar de país”, afirma o colunista, ao defender que a política educacional seja tratada como prioridade suprapartidária.
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