O Brasil encerrará esta quarta-feira 17 com a maior taxa real de juros do mundo mesmo diante de um novo corte na Selic, atualmente fixada em 14,5% ao ano. A maior parte do mercado financeiro projeta uma redução para 14,25% — seria a terceira baixa consecutiva no índice.
De acordo com um monitoramento das consultorias MoneYou e Lev Intelligence, o País terá uma taxa real de 9,67% caso se confirme a queda de 0,25 ponto percentual. Em segundo lugar no ranking está a Rússia (9,31%), seguida no top cinco por Turquia (5,57%), México (5,1%) e África do Sul (3,74%).
Para calcular o índice real de juros, leva-se em conta a taxa “a mercado” — um referencial do que seriam juros tomados em uma operação real — e a inflação projetada para os 12 meses seguintes.
Se o Copom optar por uma redução de meio ponto na Selic, a taxa real brasileira irá a 9,36% — também acima da russa. Em caso de manutenção, o índice real chegará a 10,09%.
A previsão de corte na Selic se fortaleceu no mercado após o anúncio de um acordo de paz entre Estados Unidos e Irã. Washington e Teerã assinarão na próxima sexta-feira 19 um memorando de entendimento na Suíça para encerrar o conflito. O ato marcará o início de dois meses de negociações, cujo primeiro passo será a aguardada reabertura do Estreito de Ormuz, por onde transitava um quinto da produção mundial de hidrocarbonetos.





