A candidata ao Senado Margareth Buzetti (PP) concentra a maior parcela dos recursos partidários já declarados pelos concorrentes às duas vagas de Mato Grosso nas eleições deste ano. Dos dez candidatos na disputa, apenas Buzetti, José Medeiros (PL) e Mauro Mendes (União Brasil) registraram, até o momento, receitas provenientes de suas respectivas legendas.
Juntos, os três declararam R$ 4,31 milhões em receitas de campanha. Desse total, R$ 4,008 milhões foram transferidos por diretórios partidários, o equivalente a aproximadamente 93% de todo o dinheiro informado pelos candidatos que já registraram arrecadação.
A concentração também ocorre entre os próprios concorrentes. Buzetti responde por R$ 3,185 milhões, ou quase 74% de toda a receita declarada pelo grupo.
A senadora informou ter recebido R$ 2.983.665,87 da Direção Nacional do Progressistas. O repasse partidário representa 93,66% de tudo o que entrou na campanha até agora.
Além do dinheiro enviado pelo PP, Buzetti declarou uma doação de R$ 200 mil de Lucas de Paula Ribeiro e outros R$ 2 mil em recursos próprios.
Medeiros recebe R$ 1 milhão
José Medeiros aparece na segunda posição entre os candidatos que já informaram receitas, com R$ 1,1 milhão arrecadado.
Desse montante, R$ 1 milhão foi transferido pela Direção Nacional do Partido Liberal, correspondendo a 90,91% dos recursos declarados pela campanha.
Os R$ 100 mil restantes foram doados por Odilio Balbinotti Filho, candidato a primeiro suplente na chapa de Medeiros.
Somados, Buzetti e Medeiros receberam R$ 3,983 milhões das direções nacionais de PP e PL. Os dois concentram, portanto, praticamente todos os recursos partidários destinados até agora aos candidatos ao Senado que já registraram transferências das legendas.
Mauro declara R$ 25 mil
O ex-governador Mauro Mendes aparece em terceiro lugar, ainda distante dos valores registrados pelos dois adversários.
Candidato pelo União Brasil, Mauro declarou R$ 25 mil em receitas. Todo o valor veio da Direção Estadual do União Brasil em Mato Grosso.
Até o momento considerado no levantamento, não há outras fontes de arrecadação registradas na campanha do ex-governador.
A diferença é significativa. Buzetti declarou arrecadação quase 29 vezes superior à de Medeiros e mais de 127 vezes superior à registrada por Mauro.
Sete ainda sem repasses
A maior parte dos concorrentes às duas vagas do Senado ainda não aparece com transferências financeiras das próprias legendas.
Dos dez candidatos registrados na disputa, sete não haviam informado repasses partidários até o momento do levantamento.
Os números representam uma fotografia inicial do financiamento da campanha e podem mudar à medida que os diretórios façam novas transferências e as prestações de contas sejam atualizadas na Justiça Eleitoral.
O cenário disponível, entretanto, mostra que o dinheiro dos partidos já exerce papel predominante entre as campanhas que começaram a registrar receitas. De cada R$ 100 declarados por Buzetti, Medeiros e Mauro, aproximadamente R$ 93 tiveram origem partidária.
Buzetti também se destaca dentro desse grupo. Dos R$ 4,008 milhões repassados pelas legendas aos três candidatos, R$ 2,983 milhões — cerca de 74% — foram destinados à campanha da senadora pelo diretório nacional do PP.





