A Polícia Federal (PF) acionou a Advocacia-Geral da União (AGU), órgão que representa o governo Lula (PT), para encontrar um remédio judicial contra o aumento de controle do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, na investigação sobre as fraudes nos descontos no INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social), registrou a Folha de S.Paulo.
As investigações do caso, que ocorrem no âmbito da Operação Sem Desconto, envolvem o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula.
Relator do caso, o magistrado determinou à PF que todos os atos da investigação sobre o INSS sejam imediatamente juntados ao processo que tramita em seu gabinete.
Ele também ordenou que qualquer afastamento de policiais da equipe de investigadores seja comunicada ao seu gabinete.
Segundo o jornal, a cúpula da PF vê as medidas adotadas por Mendonça como uma intromissão.
60 dias para a PF
André Mendonça determinou à PF que concluísse, em até 60 dias, a análise do material apreendido na Operação Sem Desconto.
Alegando falta de pessoal, a corporação disse que precisaria de mais prazo.
Ex-relator da CPMI do INSS, o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) protocolou um requerimento de informação para cobrar do ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, explicações sobre a condução da Operação Sem Desconto pela Polícia Federal.
Segundo Gaspar, é necessário esclarecer quais providências administrativas foram adotadas pelo Ministério da Justiça e pela direção da Polícia Federal para reforçar a equipe responsável pelo caso e evitar atrasos nas apurações.
“Sócio oculto”
A Polícia Federal informou ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que investiga se Lulinha foi “sócio oculto” do Careca do INSS em negócios com o governo federal.
Na representação, os investigadores disseram ao magistrado que o filho do presidente Lula foi mencionado em três diferentes conjuntos de informações colhidas ao longo da apuração sobre os descontos ilegais em aposentadorias e pensões do INSS.
A PF apura se Lulinha manteve uma sociedade oculta com o Careca do INSS por meio da empresária Roberta Luchsinger, uma amiga em comum entre eles.
“A fim de dar transparência à investigação para todos os atores da persecução penal, a partir da relação estabelecida entre ANTÔNIO CAMILO e ROBERTA LUCHSINGER, vislumbra-se a possibilidade de vínculo indireto entre ANTÔNIO CAMILO e terceiro que, em tese, poderia atuar como sócio oculto, por intermédio da mencionada ROBERTA, que funcionaria como elo entre ambos. Tal pessoa pode ser FÁBIO LULA DA SILVA”, escreveu a PF na representação.
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