Início NACIONAL Flávio Bolsonaro pede observadores estrangeiros na eleição

Flávio Bolsonaro pede observadores estrangeiros na eleição


Em encontro com representantes de 42 países realizado nesta terça-feira em Brasília, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu a diplomatas estrangeiros o envio de observadores internacionais para o pleito presidencial de outubro.

Durante a fala, o pré-candidato à Presidência associou as urnas eletrônicas brasileiras à empresa venezuelana Smartmatic, repetindo uma alegação já refutada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em ciclos eleitorais anteriores.

Encontro reuniu diplomatas de dezenas de países

O evento, batizado “Debatendo o Brasil”, foi promovido pelo veículo The Brazilian Report em parceria com a agência Novo Selo Comunicação.

Segundo O Globo, que teve acesso ao áudio da participação de Flávio, iniciativas semelhantes já haviam recebido outros nomes ligados à corrida presidencial, como Romeu Zema e Renan Santos, além do presidente do TSE, Kassio Nunes Marques.

Ao se dirigir à plateia, formada por membros do corpo diplomático de nações como Estados Unidos, Israel, Reino Unido, Austrália e Alemanha, o senador afirmou: “que todos os países possam mandar a maior quantidade de observadores possíveis para nossas eleições”.

Antes do pedido, ele fez menção a documentos da Agência Central de Inteligência (CIA) tornados públicos na semana anterior pelo governo do presidente americano Donald Trump, que apontam suspeitas sobre o sistema eleitoral da Venezuela.

Foi nesse contexto que Flávio mencionou a Smartmatic, dizendo que “muitas dessas máquinas que são utilizadas nas eleições brasileiras têm a mesma origem dessa empresa venezuelana”. A empresa não fabrica nem programa as urnas usadas no Brasil. Ela manteve apenas contratos pontuais de conexão de dados e voz com a Justiça Eleitoral, sem qualquer papel na operação dos equipamentos de votação.

O TSE já havia desmentido publicamente essa associação em 2017, 2020 e 2022, e reiterou a informação nesta terça-feira, quando foi procurado sobre a fala do senador.

Durante o discurso, Flávio também recordou a condenação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, tornado inelegível pelo TSE após reunião com embaixadores em 2022 na qual questionou o sistema eleitoral sem apresentar provas. Sobre o episódio, o senador disse que o pai “apenas manifestava as suas preocupações para que os embaixadores levassem esse cenário de preocupação para os seus países”.

O tribunal eleitoral, à época, considerou que o ex-presidente cometeu abuso de poder político ao propagar informações já desmentidas anteriormente.





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