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Flávio Bolsonaro superou o pai


O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) conseguiu dissipar por alguns meses a desconfiança inicial em relação a sua pré-candidatura a presidente, lançada de dentro da cadeia pelo pai no fim de 2025.

A dificuldade do projeto presidencial da família, apontada por O Antagonista, entre outros veículos, já naquele momento, se impôs desde maio, contudo, quando o eleitorado brasileiro foi se dando conta de que o candidato era Flávio, e não o genérico filho mais velho de Bolsonaro.

A relação com Daniel Vorcaro e, mais do que isso, a dificuldade de justificar o secreto patrocínio para o filme Dark Horse, revelaram ao país alguém em que nem os aliados conseguem confiar.

Depois disso, ainda vieram o atrito público com a madrasta e a ameaça americana ao Pix. Tudo isso resultou em expressivos 10 pontos percentuais a mais de rejeição para Flávio do que para Jair Bolsonaro, medidos nesta semana por pesquisa AtlasIntel/Bloomberg.

Moderado?

Em vez de se tornar o Bolsonaro moderado, aquele que seria menos rejeitado do que o pai, Flávio conseguiu o exato oposto. É claro que isso ocorre, em parte, porque o ex-presidente está preso e, portanto, não se apresenta como ameaça para o eleitor que hoje teme a eleição de seu filho.

Mas o fato é que Flávio também conseguiu superar o desgastado Lula em rejeição, em 3 pontos percentuais, segundo a mesma pesquisa AtlasIntel/Bloomberg.

Esse é outro feito incrível, porque o petista chegou ao fim do terceiro governo sem ter como defendê-lo, por não ter conseguido entregar a tal “colheita” tão prometida.

O resultado de tudo isso é uma candidatura que parece fadada a perder no segundo turno.

Sobrevivência

Em 6 de dezembro de 2025, O Antagonista disse que a escolha de Flávio para concorrer à presidência da República não deveria ser tratada como uma estratégia político-eleitoral, mas como uma tentativa de sobrevivência da família Bolsonaro.

Tudo dependeria da habilidade do escolhido para transformar esse ato de desespero em uma candidatura viável. Até agora, Flávio, que não tem sequer um vice na chapa, não se mostrou à altura do desafio. E precisará contar com a mesma sorte que Lula teve ao recebê-lo como adversário.

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