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Lula também apagou o governo no jingle


A campanha de reeleição de Lula empolgou a militância petista com uma versão do Rap do Silva, que destaca a faceta de “brasileiro, trabalhador e família” do presidente, contando sua história desde a origem humilde, mas sem praticamente mencionar o que ele fez no terceiro mandato presidencial.

A única menção, bem de leve, ocorre quando a letra da música fala que Lula “não baixa a cabeça, sempre defende a nação”, enquanto aparece uma imagem sua ao lado de Donald Trump.

É isso que sobrou de um terceiro mandato que não tem praticamente nada para mostrar: o confronto com Trump, embalado pelo discurso da soberania nacional oferecido pela família Bolsonaro.

O presidente passou os primeiros três anos de governo prometendo uma colheita que não veio, e simplesmente parou de falar sobre o assunto. Agora, Lula apela ao passado mais longínquo, de sindicalista, para tentar justificar uma aposta dos eleitores num futuro governo seu.

Enfrentou o sistema?

A letra do jingle chega a dizer que Lula “enfrentou o sistema” quando foi preso pela Operação Lava Jato. Na verdade, ele foi usado como pretexto para proteger o sistema e livrou todo mundo.

Apresentar a história que conduziu o petista à Presidência da República pela primeira vez, em 2002, faz sentido do ponto de vista da tentativa de cativar o eleitorado mais jovem, conhecedor apenas deste último governo, que não tem praticamente nada para mostrar ou perspectiva para vender.

Mas a estratégia expõe essa falta de motivo para votar em Lula: se não entregou nada no terceiro mandato, o que poderia fazer numa quarta gestão?

Resta apenas o argumento de que a alternativa é pior, que já foi usado em 2022 contra Jair Bolsonaro, hoje preso por tentativa de golpe de Estado.

Apagado

O governo Lula resolveu apagar boa parte das produções das Agência e TV Brasil, entre outras publicações de ministérios, com medo do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), como informou O Antagonista.

Pelo jeito, os lulistas entendem que vão precisar apagar a gestão da memória do brasileiro também, sob o risco de não conseguir reeleger o presidente.

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