O Partido Missão lançou neste sábado, 1º, em São Paulo, a candidatura presidencial de Renan Santos. Durante o 1º Congresso Nacional da legenda, o candidato apresentou propostas para emprego, segurança e combate à pobreza e criticou políticas assistenciais.
Ao defender que a população tenha autonomia financeira, Renan afirmou que não pretende ampliar a distribuição de benefícios ou bens pelo Estado.
“Eu não vou dar gás nem celular para ninguém. Vocês vão comprar seu gás. Vocês vão comprar seu celular. Vocês vão comprar a sua casa. Vocês vão comprar seu carro.”
A declaração foi uma referência às propostas de seus principais adversários: enquanto o governo Lula liberou bilhões de reais ao programa Gás do Povo, Flávio Bolsonaro lançou uma proposta focada na distribuição gratuita de smartphones e planos de internet para mulheres.
Renan disse que pretende ampliar as oportunidades de trabalho e reduzir a dependência de programas sociais.
Segundo ele, em um eventual governo, nenhum estado deverá ter mais beneficiários do Bolsa Família do que trabalhadores com emprego formal.
Emprego, favelas e segurança
Renan também prometeu combater o crime organizado e promover mudanças nas favelas. A proposta, segundo ele, é levar emprego e infraestrutura às áreas hoje dominadas por facções.
“Nós vamos varrer o crime organizado das favelas e vamos levar emprego e dignidade para as pessoas. Vamos transformar seis mil favelas em bairros.”
O presidenciável afirmou ainda que pretende realizar um mutirão nacional de alfabetização.
Em outro trecho do discurso, disse que as críticas feitas durante suas viagens pelo país tinham o objetivo de cobrar melhorias e ampliar as perspectivas da população.
“Todas as favelas que eu vi e critiquei foi para que as pessoas pudessem sonhar e não mais viver numa favela, e não aceitar mais ser tratado como bicho.”
Petismo e bolsonarismo
Durante o discurso, Renan rejeitou a classificação de sua candidatura como terceira via e afirmou que o Missão pretende construir um projeto político próprio, sem se definir apenas pela oposição ao PT.
“Nós não somos nada de terceira via. Nós construímos o próprio caminho com as próprias ideias, com as próprias cores, com o próprio sonho, com a própria imaginação.”
O candidato também atacou o senador Flávio Bolsonaro (PL), a quem chamou de “o farsante, o fraco, o corrompido Flávio Bolsonaro”.
Renan afirmou que pretende retirar o adversário do segundo turno e criticou ainda o senador Sergio Moro (PL), candidato ao governo do Paraná.
Sobre o ex-juiz, disse que ele é “um vassalo, um homem que não teve a estatura de defender o próprio legado e se submeteu a ser escravo daqueles que destruíram a sua grande obra, que era a Lava Jato”.
O evento, realizado no Komplexo Tempo, na zona leste da capital paulista, também apresentou uma nova versão do “Livro Amarelo”, documento que reúne propostas do partido. A legenda lançou ainda candidatos aos governos de nove estados e anunciou a criação do Instituto Livro Amarelo.





