Agência Senado
O senador Jayme Campos, que mantém o projeto de candidatura própria do União Brasil em MT
A decisão da Federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas, de adotar neutralidade na disputa pela Presidência da República, provocou reflexos imediatos na sucessão estadual em Mato Grosso.
O novo cenário fortalece o movimento em defesa da candidatura própria do senador Jayme Campos (União Brasil) ao Governo do Estado e reduz as possibilidades de uma composição antecipada com o governador Otaviano Pivetta (Republicanos).
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A definição ocorreu no mesmo dia – quarta-feira (22) – em que o Partido Liberal (PL) homologou, em convenção estadual, as candidaturas do senador Wellington Fagundes ao Governo e do deputado federal José Medeiros ao Senado.
Sem uma aliança nacional obrigatória com o PL na disputa presidencial, União e PP passam a ter maior liberdade para construir seus próprios projetos nos estados.
Em Mato Grosso, a tendência reforça a estratégia de Jayme de disputar o Palácio Paiaguás, apesar das negociações conduzidas pelo grupo do governador Mauro Mendes e de Pivetta para manter a atual aliança.
Nos bastidores, interlocutores ligados ao Governo do Estado continuam tentando convencer Jayme a abrir mão da candidatura, mantendo abertas as negociações até a convenção do União Brasil, marcada para o próximo dia 30.
QUATRO CANDIDATURAS NO RADAR – Caso Jayme confirme a candidatura, Mato Grosso poderá ter uma das disputas mais equilibradas das últimas décadas, reunindo quatro nomes competitivos: Wellington Fagundes (PL), Otaviano Pivetta (Republicanos), Jayme Campos (União Brasil) e Natasha Slhessarenko (PSD).
O cenário aumenta a possibilidade de que nenhum candidato alcance maioria absoluta dos votos válidos, no primeiro turno.
Desde a redemocratização e a adoção das eleições em dois turnos para governador, em 1990, Mato Grosso nunca precisou realizar uma segunda votação para definir o chefe do Executivo estadual. Todos os governadores foram eleitos ainda no primeiro turno.
Caso a fragmentação da direita se confirme, 2026 poderá marcar a primeira eleição para governador decidida em segundo turno no Estado.
DISPUTA NACIONAL INFLUENCIA CENÁRIO LOCAL – A neutralidade da União Progressista também altera o ambiente político da campanha presidencial em Mato Grosso.
Embora o senador Wellington Fagundes seja o candidato do partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, o eleitorado de direita tende a se dividir entre diferentes candidaturas estaduais.
Ao mesmo tempo, Otaviano Pivetta mantém proximidade política com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), um dos principais nomes da direita nacional e que participou das articulações envolvendo a sucessão presidencial.
Já Natasha Slhessarenko deverá representar o principal palanque do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Estado.
A ausência de uma aliança nacional obrigatória entre União Brasil, PP e PL permite que essas forças políticas construam estratégias próprias em Mato Grosso, tornando a disputa estadual ainda mais imprevisível.
CONVENÇÃO DO UB SERÁ DECISIVA – O próximo capítulo dessa disputa ocorrerá no dia 30, quando o União Brasil realizará sua convenção estadual em Cuiabá.
Publicada no Diário Oficial da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), a convocação, assinada pelo presidente estadual da legenda, Mauro Mendes Ferreira, prevê a definição sobre coligações, homologação dos candidatos ao Governo, Senado, Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa.
A expectativa é de que o encontro coloque um ponto final nas negociações internas e defina se o partido seguirá com candidatura própria ou manterá a aliança construída nas últimas eleições.
Independentemente da decisão, o cenário político indica que a sucessão estadual de 2026 deverá ser a mais competitiva dos últimos anos, com impacto direto sobre o tempo de propaganda eleitoral, a distribuição dos recursos do Fundo Eleitoral e a formação das alianças para um eventual segundo turno.
POR QUE A DECISÃO MUDA O JOGO?
Federação União Progressista
- União Brasil + Progressistas
Decisão nacional
- Neutralidade na disputa presidencial.
Reflexo em Mato Grosso
- fortalece candidatura própria de Jayme Campos;
- reduz pressão por aliança imediata com Pivetta;
- amplia possibilidade de quatro candidaturas competitivas;
- aumenta as chances de segundo turno.





