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BC poupou Cartos, empresa investigada pela PF no caso Master

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BC poupou Cartos, empresa investigada pela PF no caso Master


































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Prefeitura de Cuiabá convoca professores e demais aprovados; confira a relação

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Prefeitura de Cuiabá convoca professores e demais aprovados; confira a relação



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Agência bancária denunciou saque de R$ 200 mil que levou PM a ser conduzido para depor na PF

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A denúncia que levou o cabo da Polícia Militar, Frank Willian Ferreira de Souza e uma mulher a serem conduzidos para depor na Polícia Federal, sob suspeita de lavagem de dinheiro, partiu da própria agência bancária do Banco do Brasil localizada na Avenida Fillinto Muller, em Várzea Grande, de onde R$ 200 mil foram sacados na manhã de terça-feira (03).

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Conforme informações obtidas pela reportagem do Olhar Direto, a agência teria desconfiado do valor sacado e informado à Polícia Federal, que conduziu Frank e uma mulher que o acompanhava para prestar depoimento e posteriormente foram liberados.

O dinheiro e os celulares de ambos foram apreendidos e a Polícia Federal investiga se de fato houve a prática de crime por parte de ambos.

Conforme informações preliminares, Frank estaria, na verdade, fazendo a segurança da mulher que foi a responsável pelo saque do dinheiro. Em depoimento, ela contou que trabalha para uma empresa identificada como “WB” e que é do mesmo dono de outro negócio, identificado como DDU Peças. A empresa, sediada em Rondonópolis, seria a dona da conta bancária de onde foi feito o saque da quantia. 

A suspeita levantada pela Polícia Federal é que o dinheiro é parte de um esquema de lavagem de capitais ligado a uma empresa de peças para veículos pesados, no caso a DDU Peças. 

Em nota, a Associação de Cabos e Soldados do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar (ACS-MT) informou que acompanha a investigação.

Nota à Imprensa 

A Associação de Cabos e Soldados do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar (ACS-MT) informa que tomou conhecimento do fato envolvendo um de seus associados nesta terça-feira (3). A entidade acompanhou o militar durante o registro da ocorrência junto à Polícia Federal.

No momento, o departamento jurídico da ACS está à disposição do associado para prestar todo o amparo necessário. A entidade reitera que confia no trabalho das autoridades e na elucidação dos fatos com a maior brevidade possível. 

Laudicério Machado – Presidente da ACS-MT



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Mutirão dobra atendimentos nas USF e deve reduzir espera para até duas semanas – Mutirão dobra atendimentos nas USF e deve reduzir espera para até duas semanas

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Atendimento diário pode chegar até 80 coletas, dependendo da capacidade das unidades. Ação deverá se estender por dois meses

 

Dezesseis Unidades de Saúde da Família (USF) de Várzea Grande deram início, nesta semana, a um mutirão de exames laboratoriais com um objetivo claro: zerar a fila represada de coletas de sangue e reduzir drasticamente o tempo de espera dos pacientes atendidos pela Atenção Primária à Saúde.

A ação, coordenada pela Superintendência de Atenção Primária, dobrou a oferta de exames nas unidades que realizam coleta laboratorial. Antes, cada unidade realizava, em média, 30 coletas, duas vezes por semana. Agora, esse número passou para 60 e pode chegar a até 80 coletas, conforme a dinâmica e a capacidade de cada unidade.

Segundo Janaína Pinheiro, superintendente da Atenção Primária à Saúde, a estratégia é enfrentar uma demanda acumulada, em que pacientes aguardavam de dois a três meses apenas para realizar a coleta de exames simples, fundamentais para diagnóstico e acompanhamento de tratamentos.

“Estamos realizando uma força-tarefa para zerar a fila de solicitações de exames laboratoriais. Após liquidar essa demanda reprimida, a estratégia é dar mais autonomia às unidades de saúde para organizar o agendamento das coletas conforme a necessidade do paciente”, explica Janaína. A expectativa é que a ação dure cerca de 60 dias, podendo ser prorrogada, conforme a demanda.

Com o aumento expressivo na oferta de exames, a Secretaria Municipal de Saúde orienta que, neste período de mutirão, as unidades que realizam coleta de sangue podem registrar um fluxo maior de pacientes e ocasionar atendimentos um pouco mais demorados. A medida, no entanto, é temporária e necessária para garantir a normalização dos serviços e a redução definitiva da fila de espera.

A expectativa é que, após o mutirão, o tempo de espera para a realização de exames laboratoriais seja reduzido para uma a duas semanas, tornando o atendimento mais ágil, humanizado e eficiente.

Além de ampliar o acesso aos exames, a ação permitirá que as unidades reorganizem suas rotinas internas, deixando de depender exclusivamente do sistema de regulação (Sisreg) e passando a agendar as coletas diretamente, de acordo com a realidade de cada unidade de saúde.

Para os pacientes, o impacto é direto: diagnósticos mais rápidos, início de tratamentos sem demora e mais qualidade no acompanhamento da saúde. Para o município, o mutirão fortalece a Atenção Primária e reafirma o compromisso de resolver os problemas ainda na porta de entrada do SUS.

CONFIRA AQUI AS UNIDADES:

* Unidades com coletas diárias, em média 50  

USF Jardim Marajoara Drª Arminda Guimaraes Sato

USF Jardim Gloria Moacyr D´Lannes

USF 24 de Dezembro Miguel Baracat

USF Cristo Rei Vitor Marques

* Unidades com coletas 2x na semana – terças e quintas – em média 30 coletas

USF Aurília Sales Curvo Jd União

USF Souza Lima Luirico Ferreira Magalhaes

USF Parque do Lago Drº Lucilo De Freitas Macedo

USF Unipark Manoel Bernardo De Barros

USF Nossa Senhora da Guia

USF Água Vermelha Celestina Gomes Coelho

USF Água Limpa Laurentino Paulo De Cerqueira

USF Capão Grande Maria Jose Pedrosa

USF Vila Arthur Maria Galdina Da Silva

USF Vereador João Avelino  Bulhões

USF Manaíra Margarida Tavares Pereira

USF Manga Binoca Maria da Costa



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Empreendedor aponta tendências que vão moldar o mercado de alimentos em 2026

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Mudança nos hábitos alimentares, impulsionada por saúde metabólica, novas diretrizes nutricionais e tratamentos, acelera a busca por alimentos mais nutritivos e funcionais

Segundo dados da FMCG Gurus em parceria com a NielsenIQ, mais de 70% dos consumidores globais afirmam que saúde e bem‑estar influenciam diretamente suas decisões de compra de alimentos. O dado reflete um movimento claro de consumidores cada vez mais atentos à qualidade nutricional dos produtos, priorizando opções que entregam mais saciedade, funcionalidade e benefícios à saúde, mesmo em porções menores.

Esse comportamento vem sendo reforçado por dois vetores distintos: a popularização de tratamentos baseados em GLP‑1 e GLP‑2 — que impactam apetite e metabolismo (as famosas “canetas” utilizadas para emagrecimento) — e a recente atualização das diretrizes alimentares nos Estados Unidos, que traz uma nova pirâmide alimentar invertida como proposta central de orientação nutricional.

As novas diretrizes norte‑americanas, válidas até 2030, enfatizam o consumo de alimentos naturais e minimamente processados, com destaque para proteínas de alta qualidade, vegetais, frutas, laticínios integrais e gorduras consideradas saudáveis, enquanto reduzem significativamente o consumo de açúcares adicionados, carboidratos altamente refinados e alimentos ultraprocessados — reorganizando a tradicional pirâmide alimentar de forma invertida.

“Estamos vivendo uma virada importante no comportamento alimentar: as pessoas estão comendo menos, porém de forma muito mais consciente e estratégica”, afirma Paulo Ibri, CEO da Typcal, primeira foodtech da América Latina a trabalhar com fermentação de micélios. “Isso muda completamente o papel dos alimentos, que passam a ser vistos como aliados da saúde e do metabolismo, e não apenas como fonte de energia.”

É nesse contexto que Ibri observa um novo ciclo para o setor de alimentos. Em 2026, inovação, ciência e nutrição funcional deixam de ser diferenciais e passam a ser requisitos para marcas que desejam se manter relevantes em um mercado cada vez mais orientado à saúde e à eficiência nutricional.

A seguir, o executivo destaca cinco tendências que devem moldar o setor de alimentos ao longo de 2026, com forte influência da tecnologia e de um consumidor que busca comer melhor — e não necessariamente mais.

1. Menos quantidade, mais densidade nutricional
Com a mudança no comportamento alimentar, cresce a demanda por produtos que concentram proteínas, fibras e outros nutrientes essenciais em menor volume. Alimentos de alta densidade nutricional ganham espaço por atenderem à busca por saciedade prolongada, energia estável e melhor funcionamento do organismo.

“O consumidor de 2026 não quer mais apenas matar a fome. Ele quer alimentos que entreguem função, saciedade e impacto positivo na saúde, mesmo em porções menores”, reforça Paulo Ibri.

2. Fibras e proteínas como protagonistas da alimentação
Se nos últimos anos a proteína foi o centro das atenções, 2026 consolida a combinação entre proteínas e fibras como eixo da alimentação funcional. As fibras ganham protagonismo por sua relação direta com saúde intestinal, metabolismo e controle do apetite — temas cada vez mais presentes no dia a dia das pessoas.

Para a Ibril, ingredientes desenvolvidos a partir de micélios têm papel estratégico nesse cenário, por unirem perfil nutricional robusto, versatilidade e aplicação em diferentes categorias de alimentos.

3. Foodtechs e fermentação como motores da inovação
A tecnologia alimentar avança rapidamente, impulsionada por fermentação, biotecnologia e uso de dados no desenvolvimento de ingredientes. Esse modelo permite criar soluções mais eficientes, escaláveis e alinhadas às novas exigências nutricionais.

4. Alimentação funcional integrada à rotina
A alimentação saudável deixa de ser um esforço pontual e passa a fazer parte da rotina. Consumidores buscam produtos que se encaixem no dia a dia, unindo praticidade, sabor e benefícios reais à saúde, especialmente em snacks, refeições prontas e ingredientes funcionais.

5. GLP-1, GLP-2 e a nova lógica do consumo alimentar
O avanço de terapias que atuam nos mecanismos hormonais de controle do apetite e do metabolismo vem acelerando uma mudança profunda na forma como as pessoas se relacionam com a alimentação. Com a redução da fome, cresce a valorização de alimentos que entregam nutrientes essenciais, suporte metabólico e saciedade prolongada.

“Essas terapias escancaram uma tendência que já estava em curso: comer menos, porém melhor. Isso exige uma indústria preparada para oferecer alimentos mais inteligentes e funcionais”, avalia Paulo Ibri.

O futuro da alimentação é tecnológico, funcional e consciente

Para o CEO, 2026 consolida um mercado onde tecnologia, ciência e nutrição caminham juntas. A inovação passa a ser o caminho para atender um consumidor mais informado, consciente e focado em saúde de longo prazo. “O desafio do setor é criar alimentos que acompanhem essa nova realidade: menos volume, mais nutrientes e impacto positivo real na vida das pessoas”, conclui o executivo.



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Após articular pacto, Janja convoca homens a atuarem contra o feminicídio

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Retroativos do MPMT garantem R$ 5,7 milhões a desembargadores

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Reprodução/TJMT

Os desembargadores Marcos Machado, Deosdete Cruz, Wesley Lacerda e Marcos Regenold: R$ 5,7 milhões, ao longo de 2024, referentes a benefícios retroativos

O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) pagou penduricalhos milionários em favor de ex-integrantes que hoje são desembargadores no Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso (TJMT), com valores que chegam a R$ 2,7 milhões para um único beneficiário, ao longo de 2024.

Os valores estão no Portal da Transparência, mas ficam registrados sob a rubrica genérica “verba referente a exercícios anteriores”.

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Esses pagamentos foram lançados sob uma classificação ampla que exige baixar planilhas separadas e conferir cada caso.

Os maiores pagamentos identificados foram direcionados a ex-promotores que assumiram vaga no TJMT pelo quinto constitucional.

O desembargador Marcos Regenold Fernandes, que tomou posse em fevereiro de 2024 no TJ, recebeu o maior montante: R$ 2,7 milhões, considerando os valores pagos de janeiro a dezembro de 2024.

Na tabela, os valores aparecem mensalmente, sendo os últimos meses com os maiores montantes ao magistrado.  

O desembargador Wesley Sanchez Lacerda, que tomou posse em outubro de 2024, recebeu R$ 1,1 milhão, enquanto o desembargador Deosdete Cruz Júnior aparece com R$ 650 mil.

Deosdete era o chefe do MPMT na época, e assumiu a vaga no TJ em março do ano passado, de forma que todos os valores, durante o ano de 2024, foram pagaos enquanto ele ainda comandava o Ministério Público mato-grossense.

Já o ex-promotor e atual corregedor do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), desembargador Marcos Henrique Machado, recebeu R$ 1,2 milhão.

Machado deixou o Ministério Público há 14 anos.

Os valores recebido por todos os desembargadores mencionados podem ser ainda maiores, já que, a partir de janeiro de 2025, o MPMT deixou de informar os nomes dos beneficiários dos pagamentos, ou mesmo a matrícula, eliminando a transparência dos dados.

A justificativa para o pagamento de valores milionários a esses ex-integrantes do MP é a quitação de passivos acumulados.

EM UM ANO, R$ 197,4 MILHÕES – Em 2024, foram pagos R$ 197,4 milhões a título de “verba referente a exercícios anteriores” a promotores e procuradores do MP, além de um grupo de servidores e aposentados.

Os valores aparecem diluídos fora dos contracheques mensais, sem desconto de impostos.

Na maioria dos casos, em parcelas de R$ 10 mil, que somam de R$ 30 mil a R$ 40 mil mensais a mais na folha de pagamento de cada um.

A diretora de programas da Transparência Brasil, Marina Atoji, avalia que o portal da Transparência do Ministério Público de Mato Grosso vem impondo cada vez mais barreiras ao acesso à informação.

“É um movimento coordenado e sistemático vindo de um órgão que deveria zelar pelo acesso à informação e pelo controle do poder público. É uma contradição profunda”, diz Atoji.

Segundo consta nas planilhas, os pagamentos são classificados como: “verba decorrente de despesas com moradia, referente ao período de janeiro de 2006 a outubro de 2014”; “direito à percepção dos valores decorrentes da assunção de acervo processual a que se refere a Lei Federal nº 13.093, de 12 de janeiro de 2015”; e também “implantação de parcela de irredutibilidade equivalente ao percentual de adicional por tempo de serviço adquirido até a implantação do subsídio”.

OUTRO LADO – O desembargador Marcos Machado afirmou à reportagem que “essa verba recebida, que foi acumulada ao longo dos anos, corresponde a 18 anos de atividade no Ministério Público, que não foi paga neste período e foi reconhecida administrativamente nessas datas que você identificou. Naturalmente, já auditadas pelo Tribunal de Contas do Estado”.

No ano passado, o presidente do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), Paulo Gonet, apresentou uma proposta de resolução para proibir que o reconhecimento e o pagamento de benefícios e vantagens retroativos a membros do MP por decisão administrativa.

A proposta, contudo, segue pendente de avaliação no órgão.

O desembargador Marcos Machado afirma que “não há nada de ilegal nem de imoral para que você possa me questionar se eu tenho desejo de esclarecer alguma coisa. A sua atividade é uma atividade de informação, uma atividade relevante socialmente, você exerça como bem entender. Naturalmente, me cabe o direito também, reservado, de se houver qualquer lesão à direito, qualquer informação que seja caracterizada de forma negativa, ou que possa envolver qualquer violação à minha honra, que eu tenho o direito de questionar também a sua matéria, naturalmente, pelas vias judiciais, de natureza cível”. “Não há nada oculto, não há nada que não possa ser objeto de publicidade, então sinceramente não compreendo essa importância, esse destaque”.

Marcos Machado também relacionou o recebimento ao longo período de serviço prestado. “Eu estou completando, em maio, 15 anos de tribunal. O Ministério Público demorou 18 anos, enquanto eu estava 18 anos trabalhando, mais 15 anos pra me pagar. Se fizer a conta, dá 33 anos, praticamente, para receber esse valor que tem juros, correções monetárias. Só quem passou trabalhando como eu, sabe da importância de reconhecimento de direitos.”

O desembargador Marcos Regenold Fernandes preferiu “não se manifestar”. Os outros magistrados não responderam. 

Procurado, o MPMT informou que “quanto aos nomes citados, estes não integram mais o MPMT e estão prestando serviços relevantes à sociedade no TJMT, motivo pelo qual não constam no portal”.

FALTA DE TRANSPARÊNCIA AVANÇA – Com o aumento no pagamento de auxílios e adicionais diversos e verbas indenizatórias acima do teto constitucional de R$ 46,3 mil mensais (valor do salário dos ministros do STF), os portais de transparência dos ministérios públicos estaduais têm dificultado o acesso aos dados. 

A reportagem constatou que, além da exigência de identificação para consulta, até mesmo usando gov.br, alguns MPs têm ampliado as barreiras ao não divulgar os nomes de promotores e procuradores e ao omitir dados brutos e líquidos das folhas de pagamento.

No caso do Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), além da exigência de identificação do usuário por meio do aplicativo do governo federal, o acesso aos dados salariais só é possível mediante a busca individual pelo nome do promotor ou procurador ou pelo download de um arquivo completo, que, nas tentativas realizadas pela reportagem, apresentou erro.

Esse modelo inviabiliza a obtenção de um panorama geral e compromete a análise ampla das informações, tornando o acesso aos dados praticamente impraticável. 

Essa prática de exigir identificação foi autorizada por uma alteração na Resolução 89 do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), de dezembro de 2023, sob a justificativa de preservar a segurança dos promotores e cumprir a vedação constitucional ao anonimato. 

Na avaliação de Marina Atoji, diretora de programas do Transparência, a exigência do gov.com é ilegal, pois contraria o artigo 8º da LAI, que exige que os dados sejam legíveis por máquina e em formato estruturado.

Exigir o login via gov.br “mata o acesso automatizado de vez”.

Além disso, segundo ela é desproporcional e viola a LGPD, pois o usuário é forçado a compartilhar dados excessivos (nome, CPF, foto, informações de contato) para acessar uma informação que é pública. 

“As justificativas para a implementação desses cadastros são descabidas. Nenhum MP comprovou casos em que a segurança foi colocada em risco pela divulgação da remuneração. É um risco genérico e não comprovado”, disse a diretora da Transparência Brasil. 

Pedidos de identificação pelo gov.br também são solicitados pelos MPs do Rio de Janeiro, Ceará e Sergipe.

No caso do MPRJ, a permissão de compartilhamento com o gov.br inclui até mesmo a verificação de se o usuário possui um CNPJ vinculado ao seu CPF. 

Os portais de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pernambuco solicitam identificação de CPF, email, nome completo e também telefone. 

Já no portal da Paraíba, é possível escolher se a consulta é pela lista completa, consulta interativa ou interativa por nome do servidor.

As verbas indenizatórias  estão descritas na tabela, mas não são somadas ao valor líquido recebido, como ocorre no Ministério Público de São Paulo, por exemplo.

É essa falta de uniformidade na divulgação dos dados que dificulta a comparação não apenas dos valores salariais, mas também de que tipo de indenização está sendo paga. 

Outra forma de dificultar a busca de informações é a divulgação apenas por tabela, sendo que é preciso baixar uma por uma.

Ao deixar de divulgar o salário líquido de seus membros no Portal da Transparência, o MPMT afronta o princípio constitucional da publicidade e viola normas de transparência previstas na Lei de Acesso à Informação.

O MPMT afirma que “a divulgação de valores pagos aos membros e servidores segue as diretrizes do CNMP e o MPMT cumpre as regras estipuladas, constando no portal a transparência”.

O MPPA e o MPPB não retornaram os contatos da reportagem. 

Jota também procurou o CNMP insistentemente, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem.

O espaço segue aberto.





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Prefeitura convoca quase 3 mil cuidadores e reforça atendimento a alunos cuiabanos | Notícias

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A Secretaria Municipal de Educação (SME) de Cuiabá conclui nesta semana o processo de atribuição dos candidatos aprovados no Processo Seletivo Simplificado nº 05/2025/GS/SME para a função de Cuidador de Aluno com Deficiência (CAD). Ao todo, 2.967 profissionais foram convocados por edital, em três chamadas públicas, para atuação temporária nas unidades educacionais da rede municipal.

As convocações contemplaram todas as regionais da Capital e têm como objetivo garantir o atendimento adequado aos alunos com deficiência e neurodivergências. Segundo a SME, o encerramento da atribuição marca uma etapa importante da reorganização do atendimento especializado na educação municipal.

De acordo com a diretora pedagógica da Secretaria Municipal de Educação, Letícia Ceron, atualmente quase 2 mil profissionais já estão em atuação nas escolas da rede. Ela explica que houve desafios no processo de contratação devido à concorrência com outros editais públicos. “Tivemos uma dificuldade inicial porque muitos candidatos também foram convocados em processos seletivos para profissionais de desenvolvimento infantil, as antigas PDIs. Mesmo assim, conseguimos avançar e garantir o atendimento necessário”, afirmou.

Letícia Ceron reforçou ainda que a gestão tem adotado estratégias para assegurar continuidade no vínculo entre profissionais e alunos. “As CADs que atuavam no ano passado e foram aprovadas no novo processo seletivo poderão retornar para as mesmas crianças que acompanhavam, desde que haja diálogo entre a escola, as famílias e as profissionais. A orientação da gestão é priorizar a manutenção desses vínculos”, destacou.

A Secretaria Municipal de Educação garante que nenhuma criança ficará sem atendimento, mesmo durante o período de transição.

Valorização das CADs marca atual gestão

Um dos principais avanços destacados pela gestão municipal é a valorização das cuidadoras de alunos com deficiência. Na administração anterior, em 2024, a remuneração dessas profissionais era inferior a um salário mínimo. Atualmente, os vencimentos chegam a cerca de R$ 3 mil para jornada de 40 horas semanais.

Além do reajuste salarial, a Prefeitura de Cuiabá deixou de utilizar contratos terceirizados e passou a realizar as contratações de forma direta, o que garante mais segurança, organização e reconhecimento profissional às CADs. A medida integra a política de fortalecimento da educação inclusiva adotada na gestão do prefeito Abilio Brunini.

Centro Amar é marco da educação inclusiva

O avanço na contratação de profissionais ocorre em paralelo à ampliação da rede de apoio pedagógico especializado. Nesta semana, foi inaugurado o Centro Amar, primeiro espaço público municipal voltado ao diagnóstico e acompanhamento educacional de crianças autistas e neurodivergentes.

A unidade atenderá estudantes da rede municipal, que atualmente conta com cerca de 1.700 crianças com transtorno do espectro autista e outras 300 com diferentes neurodivergências e deficiências. O Centro Amar é considerado um marco para a educação inclusiva em Cuiabá e integra uma política mais ampla de atenção especializada às crianças e às suas famílias.



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Rosa Neide diz que PSD em MT terá de garantir palanque a Lula, independentemente de candidatura de Caiado ou Ratinho

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A presidente do PT em Mato Grosso, Rosa Neide, afirmou que o PSD no estado deverá garantir palanque para uma eventual reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), independentemente de o partido lançar ou não candidatura própria à Presidência da República em 2026.

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Segundo ela, o acordo firmado no âmbito estadual não deixa margem para dúvidas quanto ao alinhamento com o projeto nacional petista.

“Olha, o combinado com o PSD de Mato Grosso é que o PSD de Mato Grosso, liderado aí pelo ministro Fávaro, é palanque do presidente Lula. Aqui não tem outra candidatura, aqui é palanque do presidente Lula”, declarou.

A fala ocorre em meio à consolidação da federação de esquerda no estado, que nesta semana oficializou o nome da médica Natasha Slhessarenko (PSD) como pré-candidata ao governo pelo bloco progressista. Uma das exigências do acordo entre os partidos que compõem a federação é justamente o compromisso do PSD com a defesa do projeto nacional encabeçado por Lula.

O PSD pode ter candidato à presidência. A sigla, em âmbito nacional, dialoga para tentar chegar a um consenso. Entre os que disputam pelo projeto estão o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, o governador do Paraná, Ratinho Júnior, e o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite.

Rosa Neide destacou que a definição da pré-candidatura foi fruto de diálogo e entendimento entre os partidos da federação.

“A reunião foi muito boa, muito fraterna, muito esperançosa. É um projeto novo para Mato Grosso. A gente entende que o mundo está vivendo um momento das mulheres, de se colocar uma mulher que sempre foi a cuidadora da sociedade à frente deste projeto”, afirmou, ao relatar o encontro realizado nesta semana entre dirigentes do PT, do PSD e da federação.

Segundo a petista, o alinhamento entre os projetos estadual e nacional é um dos pilares da construção política do bloco.Questionada sobre os compromissos programáticos da pré-candidata, Rosa Neide afirmou que há convergência total com os princípios defendidos pelo PT.

“Também no arco de alianças do presidente Lula, o projeto nacional e o projeto estadual alinhados pelo estado de Mato Grosso. Nós temos as pautas e os princípios, e a Natasha concordou, é a luta pela educação pública, pela saúde pública, pelos indígenas do nosso estado, pelo povo quilombola, pelo povo mais fragilizado, que a gente tenha alimento na mesa de todas as famílias e que a gente possa distribuir renda, fazer com que as pessoas em Mato Grosso tenham emprego e tenham renda”, destacou.



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Refis 2026 de Várzea Grande oferta 95% de descontos sobre multas e juros – Refis 2026 de Várzea Grande oferta 95% de descontos sobre multas e juros

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Programa visa promover regularização de créditos tributários municipais cujo fato gerador tenha ocorrido até 31 de dezembro de 2025

 

A Prefeitura de Várzea Grande continua com os atendimentos do Programa de Regularização Fiscal (Refis 2026) com até 95% de descontos em multas e juros. Os atendimentos estão sendo realizados, presencialmente, no Paço Municipal ou na Subprefeitura do Cristo Rei, de segunda à sexta-feira das 8h às 17h, no Centro de Atendimento ao Cliente (CAC).

Os contribuintes também estão sendo atendidos de forma virtual pelo aplicativo WhatsApp (65) 9 8404-6296.

Conforme a lei municipal 5464/2025 que regulamenta o Refis, o programa visa promover a regularização de créditos tributários municipais cujo fato gerador tenha ocorrido até 31 de dezembro de 2025.

Até o dia 13 de março, os pagamentos poderão ser feitos em cota única com até 95% de desconto.

Quem optar pelo parcelamento poderá escolher as seguintes condições: 80% de desconto em até 12 parcelas, 70% em até 24 parcelas e 50% em 36 parcelas (sendo este exclusivamente para débitos superiores a 16.500 UPF).

Cada UPF/VG está no valor de R$ 42,46.



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