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BOMBEIROS

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O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) alcançou um novo marco institucional com a obtenção do International Standard Serial Number (ISSN) eletrônico para a Revista Científica Scintilla. A formalização do código identificador internacional representa o amadurecimento da publicação e sua inserção definitiva na comunidade científica internacional.

O ISSN é um identificador numérico único e intransferível que certifica a periodicidade e a seriedade de publicações científicas. Com esse reconhecimento, a Revista Scintilla passa a contar com validação formal, facilitando sua identificação em bibliotecas, bases de dados e índices de citações internacionais.

Além disso, o registro assegura maior valorização da produção científica desenvolvida por oficiais do CBMMT e por colaboradores externos, ampliando a visibilidade e a validade acadêmica dos artigos publicados. O avanço também fortalece o intercâmbio de conhecimento, permitindo que as inovações desenvolvidas em Mato Grosso alcancem pesquisadores de diferentes regiões do país e do mundo.

Para o comandante-geral do CBMMT, coronel BM Flávio Glêdson Vieira Bezerra, a obtenção do ISSN eletrônico materializa o compromisso institucional com a ciência e a pesquisa.

“Essa conquista é a garantia de que o conhecimento gerado por nossos oficiais será preservado e reconhecido como patrimônio intelectual da nossa corporação, além de projetar o Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso no meio acadêmico e fortalecer a produção científica voltada à segurança pública e ao salvamento”, falou. 

Na avaliação do presidente da comissão responsável pela revista científica, coronel BM Vanderlei Bonoto Cante, a liberação do ISSN eletrônico representa um marco importante para as publicações. 

“Passamos a ser uma revista com qualidade reconhecida nacionalmente. Esse processo de reflexão dos bombeiros sobre a própria prática, resultando em artigos científicos bem elaborados e dentro das normas técnicas, aliado ao ISSN, possibilitará diversas publicações relevantes e contribuirá diretamente para o aprimoramento das soluções desenvolvidas pela corporação” afirmou.

De acordo com major Leandro Alves, a obtenção do ISSN eletrônico eleva a revista científica do CBMMT a um patamar superior de credibilidade científica e acadêmica.

“Trata-se de requisito técnico essencial para a indexação em repositórios e bases de dados, inclusive internacionais, ampliando a visibilidade e o impacto das publicações. Esse avanço reforça a credibilidade institucional e consolida o compromisso do CBMMT com padrões editoriais reconhecidos no âmbito científico” destacou.

Em seu terceiro volume, a revista se destaca por reunir pesquisas produzidas pela primeira turma de oficiais formada integralmente pela Academia Bombeiro Militar do Estado. Os trabalhos abordam temas relevantes, que vão desde a segurança contra incêndio e pânico até o impacto da Lei Lucas nas escolas, agora respaldados pelo reconhecimento de uma publicação científica indexada.

A Revista Scintilla, volume 3, número 1, está disponível para consulta no endereço https://revistascintilla.cbm.mt.gov.br/scintilla/issue/view/3, reunindo produções científicas voltadas à área de segurança pública e salvamento em Mato Grosso.


 



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Bolsonaro articula palanques nos estados dentro da Papudinha

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Em novembro de 2025, Jair Bolsonaro recebeu uma romaria de aliados, durante sua prisão domiciliar, em Brasília

Daqui até a eleição, o principal bunker para a definição das questões estratégicas da oposição não será uma sede de partido ou gabinete em Brasília, mas sim a “Papudinha”, onde o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está preso.

O movimento de bastidor é intenso e a agenda, disputada.

Já na semana que vem, Bolsonaro deve receber deputados do Rio de Janeiro e da Paraíba, além de um senador por Goiás.

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A fila de aliados que buscam a “bênção” de Bolsonaro só cresce: nesta sexta-feira (30), parlamentares do Rio, Rio Grande do Sul e Minas Gerais pediram autorização ao ministro Alexandre de Moraes para encontros.

As decisões de peso já estão saindo da cela.

Antes de ser transferido para a Papudinha, ainda na Superintendência da Polícia Federal no DF, Bolsonaro bateu o martelo sobre a escolha do filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), para a disputa para presidente em 2026.

Na quinta-feira (29), as questões relacionadas à eleição nacional também dominaram a conversa com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que reiterou que será candidato a reeleição e reforçou apoio ao nome de Flávio.

Há, porém, limites impostos pelo Judiciário.

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, tentou um encontro para definir estratégias e alianças para o Senado, mas bateu na trave.

Alexandre de Moraes negou o pedido, sob o argumento de que ambos respondem ao mesmo processo por tentativa de golpe, o que impede a comunicação direta.

Não é a primeira vez na história recente do Brasil que passos cruciais de uma candidatura — e a escolha do próprio candidato — são definidos de dentro da prisão.

Em 2018, o então ex-presidente Lula transformou sua cela na Superintendência da PF no Paraná, no centro nevrálgico do PT.

Naquela ocasião, foi da prisão que Lula selou o nome de Fernando Haddad como seu sucessor, após reuniões com Gleisi Hoffmann e negativas de nomes como Jaques Wagner.

A unção de Haddad para a sociedade foi feita por meio de uma carta escrita à mão por Lula e lida pelo aliado Luiz Eduardo Greenhalgh.





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Semana Pedagógica é encerrada com debates que fortalecem a atuação dos servidores de Cuiabá | Notícias

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O último dia da Semana Pedagógica realizada pela Prefeitura de Cuiabá foi registrado nesta sexta-feira (30), com a presença de professores, técnicos e servidores nas escolas e creches, participando de debates a respeito da organização interna, projetos e atividades que serão desenvolvidas ao longo de 2026. O ciclo de debates ocorreu em todas as escolas e creches vinculadas ao município de Cuiabá.

No Centro Educacional Infantil (CEIC) Nasla Joaquim Aschar, localizado na Avenida Historiador Rubens de Mendonça, professores, CADs (Cuidadoras de Alunos com Deficiência), profissionais envolvidos nos serviços de limpeza e outros participaram de um ciclo de debates nos períodos matutino e vespertino.

A diretora Sueila Assis de Freitas liderou um breve bate-papo com os servidores, ressaltando a importância da colaboração e cooperação no ambiente escolar. “Considero que somos uma equipe gestora capaz de oferecer qualidade no ensino e segurança aos pais. Tivemos um diálogo para reforçar o papel de cada professor e servidor dentro da escola”, disse.

O secretário de Educação, Amauri Monge Fernandes, destacou que a Semana Pedagógica foi muito produtiva e aposta em um ano letivo de muito êxito em Cuiabá ao longo de 2026.

“Tivemos um ciclo de palestras que nos oportunizou debates ricos sobre a inclusão, a didática em sala de aula e o material didático que será explorado para o conhecimento dos alunos. Todos os servidores estão dedicados a construir diariamente bons resultados na educação pública.”

Semana Pedagógica

A Prefeitura de Cuiabá deu início, na última segunda-feira (26), no Hotel Fazenda Mato Grosso, à Semana Pedagógica 2026, Trilhando conhecimentos, competências e conexões com a tecnologia. O evento reuniu cerca de 10 mil servidores da educação municipal para formação, planejamento e alinhamento das ações educacionais antes do início do ano letivo, marcado para 2 de fevereiro.

A rede municipal de ensino de Cuiabá concluiu os preparativos para o início do ano letivo de 2026, com atendimento a mais de 61 mil alunos distribuídos em 174 unidades escolares da capital, da educação infantil ao ensino fundamental.



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Mais de 2,4 mil aprovados são convocados para atribuição de aulas na rede municipal de VG – Mais de 2,4 mil aprovados são convocados para atribuição de aulas na rede municipal de VG

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Em apenas quatro dias de convocação, a Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (SMECEL), já contabiliza mais de 2,4 mil contratos assinados com candidatos aprovados no Processo Seletivo Simplificado realizado no final de 2025. As aulas na rede municipal têm início nesta segunda-feira (02/02).

Seguindo rigorosamente os princípios que regem a administração pública, todo o processo de convocação e contratação segue a ordem de classificação e os critérios estabelecidos em edital, garantindo transparência, legalidade e tratamento isonômico aos candidatos.

A convocação ocorre oficialmente por meio de publicação no Diário Oficial do Município, além da divulgação nos canais institucionais da Prefeitura. De forma complementar, a SMECEL também realiza comunicações por e-mail, mensagens e outros meios, com o objetivo de ampliar a publicidade dos atos administrativos.

O procurador-geral do Município, Maurício Faria Neto, reforça que o processo seletivo está sendo conduzido dentro dos parâmetros legais. “Todos os atos praticados pela Administração seguem rigorosamente o que está previsto no edital e os princípios constitucionais que regem o serviço público, especialmente a legalidade, a publicidade e a isonomia. O Município tem atuado com total transparência em todas as etapas do certame”, destacou.

A distribuição dos profissionais nas unidades escolares ocorre conforme a classificação por região e a demanda da rede municipal de ensino. 

Não há necessidade de comparecimento presencial para atribuição de vagas, já que toda a documentação pode ser enviada de forma on-line. No entanto, candidatos que enfrentarem dificuldades no sistema podem procurar a SMECEL para regularização e suporte.

A prefeita Flávia Moretti ressaltou o esforço da gestão para garantir o início do ano letivo sem prejuízos aos alunos. “Estamos trabalhando de forma intensa para assegurar que todas as unidades escolares estejam devidamente estruturadas e com profissionais em sala de aula desde o primeiro dia. Nosso compromisso é com a qualidade do ensino e com o respeito aos profissionais da educação”, afirmou.

Até o momento, aproximadamente 2.450 contratos já foram formalizados, respeitando a ordem classificatória e os critérios definidos no edital do processo seletivo.

O secretário municipal de Educação, Igor Cunha, destacou a organização do processo e a orientação aos candidatos. “Todo o cronograma foi definido em edital e as convocações estão ocorrendo conforme a necessidade da rede. Orientamos que os candidatos acompanhem exclusivamente os canais oficiais e procurem a Secretaria sempre que houver qualquer dúvida ou dificuldade”, explicou.

Nessa sexta-feira (30), foi publicada, em edição extra do Diário Oficial, a segunda convocação dos candidatos aprovados no Processo Seletivo Simplificado. A Prefeitura reforça que o edital prevê cadastro de reserva, de modo que novas convocações permanecem condicionadas à demanda da rede municipal, especialmente em cargos cuja necessidade pode variar ao longo do ano letivo.

A administração alerta que informações oficiais sobre o processo seletivo devem ser acompanhadas exclusivamente pelo Diário Oficial do Município e pelo site institucional da Prefeitura, evitando a disseminação de informações não oficiais em redes sociais e aplicativos de mensagens.



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Volta às aulas em MT reúne mais de 320 mil alunos e investimentos bilionários em infraestrutura escolar

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O ano letivo de 2026 terá início na segunda-feira (2) em Mato Grosso com mais de 320 mil estudantes retornando às salas de aula nas 628 escolas da rede estadual. Além da retomada das atividades pedagógicas no ensino fundamental, médio e na Educação de Jovens e Adultos (EJA), a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) concentra esforços em um amplo pacote de obras que inclui construções, reformas e ampliações de unidades escolares em todas as regiões do Estado.

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Ao todo, são 65 obras em andamento, refletindo o compromisso do governo estadual com a melhoria da infraestrutura educacional. A Seduc avalia que os investimentos em novas escolas e na modernização das unidades existentes impactam diretamente a qualidade do ensino e da aprendizagem, ao garantir ambientes mais adequados, seguros e funcionais para estudantes e profissionais da educação. Entre 2019 e 2025, os investimentos em obras educacionais somam R$1,65 bilhão.

O principal destaque é a construção de sete novos Colégios Estaduais Integrados (CEIs), que recebem investimento superior a R$151 milhões. Segundo o secretário de Estado de Educação, Alan Porto, desde 2024 os CEIs representam um novo padrão para a educação pública em Mato Grosso.

“Estamos falando de escolas completas, planejadas para o presente e para o futuro. São salas de aula amplas e arejadas, quadras poliesportivas, piscinas semiolímpicas e espaços pedagógicos modernos. Em muitos locais, substituímos estruturas precárias por unidades que transformam a realidade de bairros inteiros que esperaram décadas por esse avanço”, afirma o secretário.

A meta da Seduc é construir 32 CEIs no biênio 2025–2026, com investimento total de R$696,9 milhões. Dois desses novos colégios serão construídos em Várzea Grande, nos bairros Jardim Glória e São Simão. De acordo com Alan Porto, o CEI do Jardim Glória aguarda apenas a emissão da Ordem de Serviço para o início das obras. A unidade terá 24 salas de aula e capacidade para atender até 1.700 estudantes, considerando os três turnos de funcionamento.

“O compromisso do Governo é claro: entregar esses dois CEIs de Várzea Grande ainda em 2026. São obras estratégicas, que atendem regiões com grande demanda e reforçam nosso esforço de levar educação de qualidade para perto de onde os alunos vivem”, destaca.

Além de Várzea Grande, os outros cinco novos CEIs serão construídos em Campo Novo do Parecis, Juína (duas unidades), Sorriso e Cuiabá. Juntas, as sete novas unidades somarão 168 salas de aula e terão capacidade para quase 12 mil estudantes. Em Cuiabá e Várzea Grande, a Seduc já entregou cinco CEIs nos últimos anos.

O secretário ressalta que a política de investimentos em infraestrutura educacional tem gerado mudanças concretas no cotidiano escolar. “Cada obra entregue representa mais dignidade para estudantes, melhores condições de trabalho para professores e mais tranquilidade para as famílias. A escola passa a ser um espaço de pertencimento, de oportunidades e de construção de futuro”, avalia.

Até 2025, o Estado já entregou 46 escolas novas à população e mantém outras 65 em construção, ampliando o acesso à educação tanto em áreas urbanas quanto rurais. Paralelamente, o trabalho de recuperação da rede existente avançou de forma significativa.

Desde 2019, 100 escolas passaram por reformas e já foram entregues, enquanto outras 94 seguem em execução. As intervenções incluem melhorias estruturais, acessibilidade, modernização das redes elétrica e hidráulica e adequações dos espaços pedagógicos.

Os investimentos também alcançam a área esportiva. Até o momento, 48 quadras poliesportivas foram entregues, 39 estão em construção e outras 46 estão previstas para 2026, com investimento para as novas unidades estimado em R$73,4 milhões. “Esses espaços ampliam as possibilidades pedagógicas, incentivam a prática esportiva e fortalecem a convivência entre os estudantes”, conclui Alan Porto.



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o que acontece se EUA atacarem o Irã

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O “regime dos aiatolás”, que comanda o Irã desde a Revolução Islâmica de 1979, está cada vez mais ameaçado pelos Estados Unidos. O presidente Donald Trump tem renovado com veemência possibilidade de realizar ataques ao país, justificando a ação tanto pela forte repressão que o governo local praticou contra manifestantes como pelo contínuo programa nuclear iraniano. E ampliou a frota naval na região, elevando as tensões.

Nos últimos dias, vários especialistas em estratégia militar têm desenhado cenários de um possível ataque americano e também sobre suas consequências. Essas hipóteses variam em intensidade e impactos, mas todas elas têm em comum uma probabilidade grande de mudança política na segunda maior nação do Oriente Médio.

Leia também: Trump reitera que frota naval vai ao Oriente Médio e mantém pressão de acordo com Irã

Aproveite a alta da Bolsa!

Vários órgãos de imprensa nos EUA têm trazido um leque de possíveis alvos que o Pentágono poderia priorizar, como as instalações nucleares do Irã (já bombardeadas no ano passado); centros de produção de mísseis balísticos e drones; locais onde residem líderes-chave e comandantes das forças armadas do Irã ou do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica; posições militares estratégicas; e centros de comunicação, para diminuir a capacidade de Teerã de retaliar.

Nunca é demais lembrar que os navios de guerra americanos ancorados na região carregam dezenas de jatos de combate e centenas de mísseis de cruzeiro Tomahawk, oferecendo aos comandantes americanos opções de longo alcance.

Do outro lado, segundo cálculos da inteligência israelense, o Irã tinha entre 1.000 e 1.500 mísseis balísticos após os 12 dias de guerra em junho de 2025. Embora seja um número bem abaixo dos 2.500 que possuía anteriormente, também havia informações que Teerã estava reconstruindo seu arsenal.

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A CNN lembrou em reportagem recente que o drone suicida Shahed, que provou ser uma ferramenta destrutiva na guerra da Rússia na Ucrânia, é de fabricação iraniana. E que o regime iraniano também desenvolveu, testou ou implantou mais de 20 tipos de mísseis balísticos, incluindo sistemas de curto, médio e longo alcance capazes de ameaçar alvos até o sul da Europa.

Não é por outro motivo que o secretário de Estado Marco Rubio alertou nesta semana que entre 30 mil e 40 mil soldados americanos estacionados em bases no Oriente Médio estão em risco no caso de uma retaliação do Irã com mísseis ou drones.

Outra Venezuela?

Para Michael Eisenstadt, diretor do Programa de Estudos Militares e de Segurança do Washington Institute, os EUA têm várias opções militares em estudo para minar o regime iraniano, sempre com objetivo de obter algum tipo de alinhamento com suas posições. Mas ele também alerta que as retaliações também virão, com maior ou menor intensidade.

A primeira opção citada pelo especialistas é a repetição da “diplomacia coercitiva” exercida na Venezuela. Nessa hipótese, os EUA garantiriam uma “gestão do regime” e não uma mudança radical – isso tem sido feito no país sul-americano, desde a prisão de Nicolás Maduro.

Isso passaria pela deposição do Líder Supremo Ali Khamenei, envolvendo até uma pressão na liderança da Guarda Revolucionária (IRGC) para entregar o aiatolá aos americanos. Essa saída passaria por acordos envolvendo o programa nuclear do Irã, exportações de petróleo e garantias de direitos humanos no país.

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Mas até Eisenstadt vê essa abordagem como improvável, dada a lealdade do IRGC ao sistema. E demandaria muita vigilância e pressão contínua dos EUA para evitar retrocessos.

Ataques cirúrgicos

A segunda opção é tentar colapsar regime por meio de ataques aéreos e operações cibernéticas para perturbar o funcionamento da máquina de repressão iraniana. Isso incluiria bombardear as sedes de segurança, interromper o sistema de vigilância do país e bloquear o esforço logístico necessário para apoiar a repressão.

Mas é preciso levar em conta que as forças de segurança do país não seriam alvos viáveis a partir do ar, já que a maioria estaria dispersa por áreas urbanizadas e misturada com civis. E até o vasto contingente dessas forças representaria um desafio.

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O especialista pondera que uma esperada fragmentação dessas forças de segurança, com algumas delas se juntando aos manifestantes contra o governo provavelmente só ocorreria se  se acreditassem que um ponto de inflexão foi alcançado e que o regime estaria à beira do colapso. No entanto, a ausência de uma oposição organizada continua sendo um grande obstáculo para uma transição bem-sucedida.

Ataques simbólicos

Uma terceira opção seria os EUA realizar ataques simbólicos e performáticos, destinados a demonstrar a determinação americana, mas sem alterar fundamentalmente as condições no terreno. Essas ações poderiam satisfazer as demandas políticas internas para “fazer algo” enquanto evitam envolvimentos militares mais profundos. No entanto, essas medidas correm o risco de não mudar o comportamento do regime ou a trajetória dos eventos dentro do Irã, diz Eisenstadt. Isso poderia expor as ameaças dos EUA como vazias, enfraquecendo a dissuasão americana.

Sanções econômicas

Richard Nephew, pesquisador adjunto do The Washington afirma que as sanções de “pressão máxima” sobre o Irã hoje em vigor já esgotaram grande parte da alavancagem econômica disponível contra o regime. “Embora as sanções imponham pressão significativa, elas também limitam opções punitivas adicionais e não impediram o regime de empregar violência extrema. Ameaças relacionadas, como tarifas, dificilmente gerarão efeitos políticos significativos de curto prazo, especialmente porque não impõem custos às empresas que fazem negócios com o Irã”, comenta.

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Assim, diz ele, as opções restantes incluem a fiscalização intensificada contra as instituições financeiras chinesas que facilitam a venda de petróleo iraniano; sanções direcionadas adicionais a indivíduos envolvidos na repressão; proibições de viagem ampliadas, potencialmente incluindo familiares de figuras do regime envolvidas em repressões; e um amplo embargo de sanções secundárias que abrange a maior parte das atividades econômicas fora dos canais humanitários.

“No entanto, além de exigir capacidade substancial de fiscalização e apoio de inteligência, essas medidas dificilmente produzirão choques econômicos decisivos capazes de alterar o comportamento do regime. Sanções são mais eficazes quando combinadas com um caminho crível para alívio em troca do cumprimento. No contexto atual dos assassinatos em massa, no entanto, não está claro quais concessões justificariam aliviar a pressão. Em última análise, manter sanções sem um quid pro quo realista corre o risco de perpetuar o sofrimento do povo iraniano sem o efeito pretendido de influenciar as decisões das elites.”

Saída política

Uma outra solução não-bélica para a crise seria o surgimento de líderes políticos capazes de conduzir o Irã a um caminho democrático, diz Simon Gass, especialistas do britânico Royal United Services Institute. Mas ele admite que seria uma opção difícil em um país que não tem infraestrutura política fora do regime islâmico. “Mas pode haver um caminho para um Irã melhor. Uma segunda variante levaria às forças de segurança a uma disputa de poder, talvez levando a um derramamento de sangue extenso”, afirma.

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Gass lembra, no entanto, que o ex-presidente Hassan Rouhani teria dito a clérigos na cidade sagrada de Qom que a governança islâmica do Irã estará ameaçada sem reformas. Portanto,  se o clero mais alto do Irã concluísse que a reforma é uma necessidade existencial, até as forças de segurança poderiam refletir nesse sentido.

E qual pode ser a resposta do Irã?

Teerã já alertou que qualquer ataque vai desencadear uma retaliação imediata e poderosa, enquanto os líderes iranianos rejeitaram publicamente as ameaças dos EUA e insistiram que as negociações não podem prosseguir “em um ambiente de ameaças”. Enquanto isso, a Força Aérea e as unidades de mísseis do Irã foram colocados em alerta máximo, e exercícios militares foram anunciados próximos ao Estreito de Ormuz — uma rota crítica de transporte de petróleo.

Para Eisenstadt, se acreditar que está enfrentando uma ameaça existencial, o regime dos aiatolás pode responder com todos os meios ao seu dispor, incluindo ataques a bases americanas, ataques a aliados americanos e a interrupção do tráfego de petroleiros no Golfo. Porém, se não acreditar que sua sobrevivência está em risco, o governo responderá mais ou menos proporcionalmente aos ataques, tentando causar dor suficiente para que os EUA não ataquem novamente.

A dependência do Irã do Estreito de Ormuz para seu próprio comércio provavelmente impediria qualquer esforço do regime para bloquear essa via navegável (com minas, por exemplo), exceto nas circunstâncias mais extremas. Em vez disso, Teerã provavelmente continuaria sua atual política de “controle inteligente”, que envolve o desvio de petroleiros em resposta às ações de seus adversários.



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78% desconfiam do trabalho da polícia, diz PoderData

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Pesquisa mostra que a maior parte dos brasileiros “confia pouco” (59%) ou “não confia” (19%) nas forças policiais; 11% dizem “confiar muito”

Pesquisa PoderData realizada de 24 a 26 de janeiro mostra que 78% dos eleitores desconfiam do trabalho da polícia no Brasil. É a soma daqueles que dizem “não confiar” (19%) com os que afirmam “confiar pouco” (59%). 

A taxa dos que confiam pouco nas forças de segurança subiu 11 pontos percentuais desde o início de 2023, quando a pergunta começou a ser feita. Só 11% dizem ter plena confiança na atuação da polícia. A taxa caiu 15 pontos percentuais de janeiro de 2023 a janeiro de 2025. Outros 11% não souberam responder. 

A pesquisa foi realizada pelo PoderData, empresa do grupo Poder360 Jornalismo, com recursos próprios. Os dados foram coletados de 24 a 26 de janeiro de 2026, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 2.500 entrevistas em 111 municípios nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O intervalo de confiança é de 95%.

Para chegar a 2.500 entrevistas que preencham proporcionalmente (conforme aparecem na sociedade) os grupos por sexo, idade, renda, escolaridade e localização geográfica, o PoderData faz dezenas de milhares de telefonemas. Muitas vezes, são mais de 100 mil ligações até que sejam encontrados os entrevistados que representem de forma fiel o conjunto da população. Saiba mais sobre a metodologia lendo este texto.

BOLSONARISTAS CONFIAM + 

Entre os eleitores que declaram ter votado no ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nas eleições de 2022, 16% afirmam confiar plenamente no trabalho da polícia. No grupo dos que votaram no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), só 6% dizem “confiar muito” e 84% “confiam pouco” ou “não confiam” nas forças de segurança.

ESTRATIFICAÇÃO 

O Poder360 estratifica os dados por recortes demográficos (sexo, idade, região, escolaridade e renda). Eis os destaques:

  • maior desconfiança na polícia – os percentuais dos que dizem ter algum tipo de desconfiança são mais altos entre as mulheres (80%), moradores do Sul e do Nordeste (79%), adultos de 45 a 49 anos (85%), aqueles com ensino superior completo (83%) e os que ganham de 2 a 5 salários mínimos (84%);
  • confiam mais – a taxa dos que dizem “confiar muito” no desempenho da polícia é mais alta entre os homens (12%), moradores da região Norte (15%), os com ensino fundamental (13%) e os que ganham até 2 salários mínimos (13%).

PODERDATA

O conteúdo do PoderData pode ser lido nas redes sociais, onde são compartilhados os infográficos e as notícias. Siga os perfis da divisão de pesquisas do Poder360 no X, no Facebook, no Instagram e no LinkedIn.


Leia outras reportagens desta rodada:


AGREGADOR DE PESQUISAS 

O Poder360 oferece aos assinantes do Drive o Agregador de Pesquisas, o mais antigo e mais completo da internet no Brasil. Reúne milhares de levantamentos de intenção de voto de todas as empresas desde o ano 2000. Em anos eleitorais, só são publicados os estudos que têm registro na Justiça Eleitoral e metodologia completa conhecida. Tem alguma pesquisa para divulgar? Mande a íntegra por e-mail para o Poder360: [email protected].

Caso seja assinante, clique aqui para acessar o Agregador de Pesquisas e buscar os dados que desejar para as disputas de 2026 ou de todos os anos anteriores. Leia aqui como assinar o Drive para acessar o Agregador de Pesquisas e outros produtos do Poder360.

METODOLOGIA

A pesquisa PoderData foi realizada de 24 a 26 de janeiro de 2026. Foram entrevistadas 2.500 pessoas com 16 anos de idade ou mais em 111 municípios nas 27 unidades da Federação. Foi aplicada uma ponderação paramétrica para compensar desproporcionalidades nas variáveis de sexo, idade, grau de instrução, região e renda. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

As entrevistas foram realizadas por telefone (para linhas fixas e de celulares), por meio do sistema URA (Unidade de Resposta Audível), em que o entrevistado ouve perguntas gravadas e responde por meio do teclado do aparelho. O intervalo de confiança do estudo é de 95%.

Para facilitar a leitura, os resultados da pesquisa foram arredondados. Por causa desse processo, é possível que o somatório de algum dos resultados seja diferente de 100%. Diferenças entre as frequências totais e os percentuais em tabelas de cruzamento de variáveis podem aparecer por conta de ocorrências de não resposta. Este estudo foi realizado com recursos próprios do PoderData, empresa de pesquisas que faz parte do grupo de mídia Poder360 Jornalismo.





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CVM decide investigar bancos em caso de fraude contábil na Americanas

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<br /> CVM decide investigar bancos em caso de fraude contábil na Americanas





CVM decide investigar bancos em caso de fraude contábil na Americanas


































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Inmet emite alerta de chuva para todo MT; Cuiabá tem risco de granizo neste sábado

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O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta de “perigo potencial” para todo o estado de Mato Grosso, com atenção especial para a capital. Cuiabá tem previsão de chuva intensa, ventos fortes e risco de queda de granizo neste sábado (31). 

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Mantido no comando, Faiad diz que MDB de Cuiabá vai “colocar todo o diretório” na campanha de Janaina ao Senado

O aviso de perigo de chuvas começou na manhã desta sexta-feira (30) e vale para os 142 municípios até as 10h de amanhã. 

O órgão prevê para o estado acumulados de chuva entre 20 e 30 mm/h ou até 50 mm ao dia, acompanhados de ventos intensos que podem variar entre 40 e 60 km/h. 

Em Cuiabá, o sábado deve ser marcado por muitas nuvens e pancadas de chuva ao longo de todo o dia, com a possibilidade de granizo. As temperaturas ficam entre 25°C e 32°C. À noite, a condição permanece de muitas nuvens com pancadas de chuva e trovoadas isoladas. 

Para o domingo (1º), a máxima sobe para 35°C, e a previsão segue de muitas nuvens com pancadas de chuva e trovoadas isoladas.



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O clima entre Fachin e Toffoli em meio à crise do Master no STF – CartaCapital

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Apesar da pressão sobre o Supremo Tribunal Federal devido à crise em torno do caso do Banco Master, o presidente da Corte, Edson Fachin, e o relator do inquérito, Dias Toffoli, mantêm uma relação amena, com diálogos frequentes ao telefone e sem atritos significativos.

A investigação sobre um suposto esquema de fraude financeira coloca à prova o clima entre os dois magistrados. Em dezembro do ano passado, por exemplo, Toffoli se incomodou com a articulação de Fachin por um código de conduta no momento em que veio a público a viagem do relator a Lima, no Peru, ao lado de um dos advogados do caso Master.

Na semana passada, Fachin interrompeu o recesso para tratar do código de ética com os colegas, enquanto Toffoli sofria uma enxurrada de críticas por decisões controversas.

Após evitar manifestações públicas, o relator divulgou uma nota na quinta-feira 29 para defender sua conduta no processo e admitir a possibilidade de devolver os autos à primeira instância.

Fachin, por sua vez, tende a evitar novas declarações sobre o processo, aproveitando-se do início do ano no Judiciário.

O presidente pretende, contudo, prosseguir com as conversas sobre o código de conduta na semana que vem, mesmo sem ter construído um consenso prévio sobre o assunto. A expectativa é que o documento entre em votação no plenário somente após o período eleitoral.

O Caso Master também está longe de um desfecho. Há indícios de que o relatório da Polícia Federal não indiciará autoridades com foro por prerrogativa de função, o que poderia atestar a competência da primeira instância sem invalidar os atos do STF no inquérito.

A corporação pode, no entanto, abrir novas linhas de investigação a partir de desdobramentos da Operação Compliance Zero. Se eventualmente aparecer a participação de pessoas com foro, o caso — ou ao menos parte dele — voltará ao Supremo.



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