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A convergência entre ciência e sustentabilidade: o novo paradigma alimentar

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Por Paulo Ibri, CEO e cofundador da Typcal*

Vivemos um momento de profunda transformação no setor de alimentação global. Nunca antes a relação entre o que comemos e o futuro do planeta esteve tão evidente. O aumento da população mundial — que deve chegar a 9,7 bilhões de pessoas até 2050, segundo a ONU — impõe um desafio sem precedentes: como alimentar mais pessoas sem esgotar os recursos naturais nem agravar as mudanças climáticas?

Diante desse cenário, emerge um novo paradigma alimentar, pautado pela inovação com propósito. O futuro da alimentação será definido pela capacidade de unir ciência e sustentabilidade, não como conceitos paralelos, mas como forças complementares que impulsionam o desenvolvimento econômico e ambientalmente responsável.

Nos últimos anos, avanços científicos e tecnológicos têm redesenhado a cadeia produtiva de alimentos. A biotecnologia, a fermentação de precisão e o cultivo de micélio estão abrindo caminho para a produção de proteínas e nutrientes com menor impacto ambiental, maior eficiência energética e melhor aproveitamento de insumos. De acordo com o Good Food Institute (GFI, 2024), o investimento global em proteínas alternativas ultrapassou US$ 6 bilhões na última década, demonstrando que a ciência se consolidou como motor dessa revolução alimentar.

No Brasil, o movimento é igualmente expressivo. Segundo a ABStartups, o número de foodtechs cresceu 35% entre 2019 e 2024, revelando um ecossistema em desenvolvimento que aposta em inovação para transformar a forma como produzimos, distribuímos e consumimos alimentos. As novas tecnologias estão tornando possível reduzir o desperdício, substituir matérias-primas de alto custo ambiental e aumentar a segurança alimentar,  pilares essenciais para a resiliência de um setor que enfrenta crises globais cada vez mais frequentes.

Nesse cenário, a sustentabilidade deixou de ser um diferencial reputacional para se tornar uma vantagem competitiva concreta. Empresas que incorporam práticas sustentáveis estão não apenas reduzindo seus riscos, mas também criando valor econômico de longo prazo. O Bloomberg Intelligence estima que o volume de ativos ESG deve atingir US$ 33 trilhões até 2026, evidenciando que o investimento sustentável é também um poderoso motor de inovação.

No setor alimentício, essa tendência é ainda mais relevante. Consumidores conscientes demandam transparência, rastreabilidade e responsabilidade socioambiental. Aqueles que não se adaptarem a essa nova realidade correm o risco de perder espaço para modelos de negócio mais éticos e eficientes. O que antes era uma escolha estratégica hoje é uma exigência de mercado — e, sobretudo, uma resposta à urgência climática.

A importância da colaboração entre ciência, startups e políticas públicas

A construção de um sistema alimentar sustentável e inovador depende de um ecossistema colaborativo. A convergência entre empresas, universidades, agências de fomento — como Embrapii, Finep e Sebrae — e investidores comprometidos com o impacto positivo é essencial para transformar ideias em soluções reais e escaláveis.

É preciso aproximar ciência e mercado, criando pontes que aceleram a aplicação prática do conhecimento científico. A inovação só cumpre seu propósito quando deixa o laboratório e chega à mesa das pessoas, promovendo desenvolvimento social, geração de renda e regeneração ambiental.

Dessa forma, inovar com propósito é compreender que cada avanço tecnológico deve servir ao bem-estar humano e ao equilíbrio ecológico. O alimento é o elo mais profundo entre o planeta e a humanidade — e é nele que se reflete a qualidade das nossas escolhas.

O futuro da alimentação será definido por quem souber unir tecnologia, ética e sustentabilidade. O Brasil, com sua biodiversidade, sua vocação agroalimentar e seu crescente ecossistema de inovação, tem tudo para ser protagonista dessa nova era. A convergência entre ciência e sustentabilidade não é apenas uma tendência: é uma exigência moral, econômica e ambiental. E dela dependerá não apenas o futuro do setor alimentício, mas o próprio futuro do planeta.

*Formado em Marketing pela ESPM em São Paulo, Paulo Ibri possui mais de 15 anos de experiência em marketing e vendas para bens de consumo. É autor do livro Alta Performance & Impacto pela editora Alta Books. Foi Gerente Nacional de Distribuição da Red Bull, Head de Marketing da Verde Campo (Coca-Cola) e atualmente é CEO da Typcal, primeira foodtech da América Latina a trabalhar com fermentação de micélios. 



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Abilio cita derrota de Kalil em VG para rechaçar composição entre PL e os irmãos Campos: ‘população quer mudança’

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), voltou a refutar a possibilidade de a ex-prefeita de Várzea Grande, Lucimar Campos (União), integrar como vice uma eventual chapa do senador Wellington Fagundes (PL) ao governo do Estado, em um possível acordo com o senador Jayme Campos (União), também pré-candidato ao Palácio Paiaguás.

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Em entrevista ao Olhar Direto, Abilio relacionou a rejeição à derrota do ex-prefeito Kalil Baracat (MDB) na tentativa de reeleição em 2024. Kalil foi apoiado pelo grupo político dos Campos e acabou derrotado pela atual prefeita Flávia Moretti (PL).

“O Kalil é o prefeito de Várzea Grande? Então eu acredito que a esposa do Jayme era a prefeita. O Kalil foi o sucessor dela, natural. Então se o Kalil não é o prefeito é porque a população de Várzea Grande optou por uma nova mudança”, afirmou Abilio.

O prefeito também criticou a possibilidade de aproximação política entre o grupo ligado aos Campos e lideranças do PL, ao afirmar que Jayme Campos não compartilha dos mesmos valores defendidos pelo partido. Abilio relembrou a participação de Jayme e do irmão, o deputado estadual Júlio Campos (União), em um jantar comemorativo pela vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na noite do segundo turno das eleições de 2022.

“O Jayme estava, o Jayme, o Júlio, tudo comemorando com o Fávaro e o pessoal com o bonezinho do PT, do Lula, comemorando a vitória do Lula. E agora vai sentar do nosso lado?”, questionou. “Durante o ano inteiro votou junto com o Lula em favor dos negócios deles e agora vai fazer de conta que está do nosso lado?”, completou.

As declarações de Abilio ocorrem em meio à consolidação de pré-candidaturas no campo da direita em Mato Grosso, que inclui, além de Wellington Fagundes e Jayme Campos, o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos).

A polêmica ganhou força após Jayme revelar, na semana passada, que recebeu uma ligação de Wellington para tratar de apoio na disputa de 2026. Segundo o senador do União Brasil, a conversa evoluiu para a possibilidade de um acordo baseado em pesquisas eleitorais.

Pelo arranjo relatado por Jayme, o pré-candidato melhor posicionado nas sondagens teria o apoio do outro, enquanto a esposa daquele que ficasse atrás nas pesquisas ocuparia a vaga de vice. Nesse cenário, se Wellington liderar, Jayme o apoiaria e Lucimar Campos seria indicada como vice. No caso inverso, Wellington apoiaria Jayme, e a vaga seria ocupada por Mariene de Abreu Fagundes, esposa do senador do PL.



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Calor, chuva e temporais de verão marcam a 4ª no país; confira o clima

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Nesta quarta-feira (28/1), o clima será marcado por calor, umidade elevada e mudança no tempo em grade parte do Brasil, com pancadas de chuva moderada a forte.  Toda a última semana de janeiro de 2026 deve ter o predomínio de temporais típicos de verão.

De acordo com o climatempo, também poderá ter riscos de temporais isolados, rajadas de vento e sensação de tempo abafado.

Confira a previsão de acordo com as regiões:

Na Região Sul, a influência marítima favorecem chuvas irregulares e temporais pontuais no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. As temperaturas permanecem elevadas, com rajadas de vento com 40 a 50 km/h no oeste, litoral norte e serra gaúcha. Em Porto Alegre, o tempo permanece firme e predomínio de sol durante a manhã.

No Sudeste, as instabilidades aumentam ao longo do dia, com chuvas mais intensas na capital Paulista, entre a manhã e o início da tarde. As pancadas se intensificam também no triângulo mineiro, oeste, sul e norte de Minas Gerais. Há também riscos de chuva no Rio de Janeiro, com temperatura máxima de 35ºC.

O Centro-Oeste terá instabilidade entre sol e chuva, com pancadas no norte e oeste de Mato Grosso e em áreas de Mato Grosso do Sul, já Goiás apresenta um período mais estável. As temperaturas nas regiões seguem elevadas e o calor predomina. Em Brasília, os brasilienses enfrentarão sol com possíveis pancadas de chuva durante à tarde.

No Nordeste, as chuvas persistem com temporais isolados e rejadas de vento entre 40 e 50 km/h. A pancadas se concentram em áreas como no Maranhão, Piauí, Ceará e oeste de Pernambuco. No interior de alguns estados, o tempo segue mais firme, mas o calor permanece intenso.

Já na Região Norte, esta quarta será de chuvas intensas e tempo abafado, com pancadas forte no Amazonas, Acre, Rondônia, Pará e Tocantins, além de risco de temporais em áreas pontuais da região.



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Tendência é Copom manter juro hoje e cortar a partir de março, mas a que ritmo?

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O mercado brasileiro deve acompanhar com atenção, nesta quarta-feira (28), a decisão sobre a política de juros do Banco Central. Apesar de algumas casas já verem espaço ainda em janeiro para o corte do juro, que está em 15%, as apostas para o início da flexibilização nesta reunião perderam força. O mercado já passou a precificar uma redução em março – com algumas instituições projetando corte apenas em abril.

Além do início da redução de juros, o ritmo de cortes deve ditar a economia neste ano. Para isso, o Copom ficará de olho em dados de inflação, mercado de trabalho, atividade econômica e, principalmente, na perspectiva de corte de gastos do governo em 2027 a partir de reformas fiscais, tema que deve aparecer nas propostas dos candidatos na eleição.

Ritmo de corte

Para a XP, os cortes começam em março, e serão seguidos por cinco cortes consecutivos de 0,50 ponto percentual, até a reunião de setembro, seguido por pausa em novembro e dezembro, chegando ao fim de 2026 em 12,5%.

Aproveite a oportunidade!

Já o JP Morgan também projeta que o ciclo de cortes começa em março, em 0,50 ponto percentual. Mas antevê que o ritmo de cortes deve ser de 1 ponto percentual por trimestre, o que daria seis cortes consecutivos até chegar a 11,50% no fim do ano. 

Leia também: Juros caem e eleições se aproximam: especialistas revelam apostas quentes do mercado

Para o Itaú, o corte começa em março, com 0,25 ponto percentual, chegando a 12,25% ao fim de 2026 – uma redução de 2,75 pontos percentuais.

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Até quanto a Selic vai cair?
Instituição Projeção ao fim de 2026
Banco Pine 11,50%
JP Morgan 11,50%
Bradesco 12,00%
Boletim Focus 12,25%
Itaú 12,25%
Rio Bravo Investimentos 12,25%
XP 12,50%
Blue3 Investimentos 13,25%

As palavras do comunicado

Em buscas de pistas sobre como o Copom deverá reagir aos dados da economia, o mercado ficará de olho nas expressões usadas no comunicado e na ata da reunião. 

O JP Morgan avalia que é “improvável” que o Copom cite o momento, o ritmo ou a extensão do ciclo de flexibilização, mas deve reconhecer a atividade econômica em desaceleração, embora não muito fraca, e a redução das pressões inflacionárias desde a última reunião.

Para a XP, é esperado que a política monetária siga “contracionista”, mas não “significativamente contracionista”, como vem sendo usado nos comunicados mais recentes. É esperado também que a expressão “resiliência” da atividade econômica seja retirada, mantendo a redação “desaceleração apenas gradual da atividade econômica”.

O banco Daycoval afirma não esperar “sinalização explícita” de corte de juro já em março, reforçando o cenário de cautela.

‘Horizonte relevante’: os dados da inflação por trás dos juros

A decisão do Copom vai se basear em dados já divulgados e nas projeções dos dirigentes para o horizonte relevante, que é o terceiro trimestre de 2027. É neste período estendido que a autoridade monetária tenta converter a inflação à meta. 

Este horizonte à frente é o tempo estimado para que as decisões da política monetária sejam transmitidas aos preços – ou seja, a decisão tomada agora não vai impactar a inflação do primeiro semestre de 2026. O foco está à frente.

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Para isso, será preciso reduzir a inflação para algo próximo à meta, de 3%. Em 2025, a inflação fechou o ano com alta de 4,26%, ficando dentro da margem de tolerância, que é de até 1,5 ponto percentual.

Até a última reunião, em dezembro, a projeção de inflação no horizonte relevante era de 3,2%. Para o Bradesco e o Itaú, o Copom não deve mudar esta análise. Os bancos esperam que a projeção se mantenha em 3,2%. Já a XP avalia que há espaço para reduções. A expectativa é que ela irá ceder para 3,1%, segundo a instituição. 

Para o Bradesco, a moderação da atividade, da inflação e das expectativas de inflação oferecem condições para o início do ciclo de corte de juros, mas a cautela do BC deve prevalecer. 

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Leia também: O que esperar da inflação de Serviços em 2026? Preços devem desafiar o IPCA

Instabilidades eleitorais: o custo inflacionário das urnas

Roberto Simioni -Economista Chefe da Blue3 Investimentos, destaca que previsões de variáveis como juros, inflação, câmbio ou crescimento econômico são “desafiadoras” em anos com instabilidades geopolíticas e processos eleitorais, como é o caso de 2026.

Para ele, a expectativa de corte da Selic reflete um processo de ancoragem das projeções de mercado. Neste contexto, a disciplina fiscal (controle de gastos públicos) se torna “condição essencial” para a política monetária. “Déficits primários elevados ou mesmo a percepção de fragilidade fiscal reduzem a eficácia da Selic como instrumento desinflacionário, ampliam o prêmio de risco e intensificam o pass-through cambial, adicionando pressão sobre os preços internos”, diz.

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Leia também: Populismo de Trump catapulta o Brasil na visão de investidores globais

Na mesma linha, José Alfaix, economista da Rio Bravo Investimentos, afirma que a maior preocupação econômica em ano eleitoral é a flutuação do câmbio, que interfere na inflação. Isso pode ocorrer com o fluxo de investimento estrangeiro do país. 

Isso ocorre porque o Brasil tem uma conta-corrente financiada por operações de carry trade, onde investidores pegam dinheiro emprestado em moedas com juros baixos e aplicam em títulos brasileiros, com juros altos. Dependendo das perspectivas eleitorais, esses investidores podem retirar o dinheiro do Brasil rapidamente, causando uma forte depreciação do câmbio – ou seja, desvalorizando o real e valorizando o dólar, o que torna os preços internos mais caros.

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Segundo Alfaix, historicamente os meses mais voláteis em ano de eleição são entre abril e julho, quando são definidos os nomes que vão entrar na corrida das urnas. Até lá, o Copom deve observar o ritmo de corte e a inflação para 2027, a depender das variáveis eleitorais.



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Vorcaro esteve no Planalto ao menos 4 vezes em 2023 e 2024

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<br /> Vorcaro esteve no Planalto ao menos 4 vezes em 2023 e 2024





Vorcaro esteve no Planalto ao menos 4 vezes em 2023 e 2024


































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com lista de demandas de líderes, Motta faz 1ª reunião do ano

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Os líderes partidários da Câmara dos Deputados se reúnem, nesta quarta-feira (28/1), pela primeira vez no ano, para discutir as pautas prioritárias de 2026. O encontro foi convocado pelo presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB).

Segundo apurou o Metrópoles, o deputado paraibano disse a aliados que pretende discutir o acordo entre a União Europeia e o Mercosul, e busca uma aprovação célere do texto.

A Casa não deve, no entanto, iniciar os trabalhos com propostas polêmicas na pauta, segundo caciques ouvidos pelo Metrópoles. A expectativa é que não haja votações de grande impacto antes do Carnaval, período que esvazia o Congresso e leva deputados e senadores de volta a seus estados.

Em ano eleitoral, o Congresso tem pouco menos de seis meses para votar propostas antes do início da campanha, período em que deputados e senadores também se dedicam aos palanques em seus estados.


Cautela marca retomada dos trabalhos na Câmara

  • Motta convoca líderes e prioriza acordo UE-Mercosul. Presidente busca tramitação rápida do texto comercial;
  • Câmara deve evitar pautas polêmicas no início de fevereiro e votações de grande impacto ficam para depois do Carnaval;
  • Ano eleitoral encurta janela para votações relevantes. Congresso tem menos de seis meses antes do início da campanha;
  • Reforma administrativa segue travada. Motta reconhece dificuldade de avançar com o tema em 2026.

A avaliação é que, nesse intervalo, devem ser levados à mesa projetos com maior apelo de popularidade, como a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública e o Projeto de Lei Antifacção. No final de 2025, os líderes partidários acertaram deixar para este ano a análise dos textos.

Os dois textos enfrentaram resistência significativa no Congresso, motivada por impasses políticos, institucionais e federativos.

Além disso, líderes governistas querem levar ao presidente da Casa a PEC da escala 6×1. No Senado, o texto já foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa Alta. Ainda deve ser analisado pelo plenário, e, se aprovado, segue para a votação na Câmara.

A proposta sugere que a carga horária não ultrapasse oito horas diárias e até 36 horas semanais distribuídos em até cinco dias por semana. As mudanças não implicam na redução de salário.

A pauta, encampada principalmente pela esquerda, tramita desde 2015 no colegiado e vem sendo discutida por parlamentares que pedem o fim da escala 6×1, apresentada pelo senador Paulo Paim (PT-RS).

Em contrapartida, a oposição articula para tentar pautar na sessão conjunta do Congresso a derrubada do veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao PL da Dosimetria, que visava a recalcular e reduzir as penas dos condenados por crimes da trama golpista e dos atos do 8 de Janeiro.

O texto contemplaria ainda o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.

A Câmara dos Deputados aprovou o projeto na madrugada de 10 de dezembro, por 291 votos a favor e 148 contrários. O Senado aprovou o texto na semana seguinte, em 17 de dezembro, por 48 votos a favor e 25 contrários.

Motta (ao centro) disse a aliados que pretende discutir o acordo entre a União Europeia e o Mercosul, e busca uma aprovação célere do texto
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Motta (ao centro) disse a aliados que pretende discutir o acordo entre a União Europeia e o Mercosul, e busca uma aprovação célere do texto

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

Expectativa é que não haja votações de grande impacto antes do Carnaval, período que esvazia o Congresso e leva deputados e senadores de volta a seus estados
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Expectativa é que não haja votações de grande impacto antes do Carnaval, período que esvazia o Congresso e leva deputados e senadores de volta a seus estados

Agência Câmara

A avaliação é que, nesse intervalo, devem ser levados à mesa projetos com maior apelo de popularidade, como a PEC da Segurança Pública e o Projeto de Lei Antifacção
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A avaliação é que, nesse intervalo, devem ser levados à mesa projetos com maior apelo de popularidade, como a PEC da Segurança Pública e o Projeto de Lei Antifacção

Reforma administrativa segue travada

Motta anunciou, ainda no primeiro ano de sua gestão, em 2025, que a aprovação da reforma administrativa seria uma das prioridades. Ao longo do ano, porém, mudou o tom do discurso. No início, mostrou-se otimista. Em dezembro, passou a reconhecer que o debate tende a ser mais demorado.

“Quando se fala em reforma, já dá um frio na espinha. Foram muitos anos de debate sobre a reforma tributária, muitos anos a reforma da Previdência, muitos anos a reforma trabalhista. Isso mistura com o ambiente eleitoral e acaba dificultando um pouco o debate”, afirmou o presidente da Câmara, no fim do ano passado.

Motta ainda argumentou que fazer reforma administrativa em ano de eleição era “muito desafiador, mas necessário”.

Não há previsão de quando a PEC será votada pela comissão especial. De lá, o texto segue para o plenário, onde precisa ser aprovado com ao menos 308 votos dos 513 deputados, em dois turnos de votação.



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Após trocar União por PSD, Caiado manda carta aberta a Rueda. Leia

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Após anunciar, na noite desta terça-feira (27/1), a saída do União Brasil e entrada no PSD, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, publicou uma carta aberta ao presidente de sua antiga legenda, Antônio Rueda. O goiano agradeceu pela passagem na sigla, disse que vai para o PSD para dar um passo adiante e, de quebra, pediu apoio de cada integrante do União.

A questão é que a saída de Caiado do partido que ajudou a fundar em 2022, fruto da fusão entre DEM (antigo PFL) e o PSL (partido que levou Bolsonaro à vitória em 2018), se deu justamente por divergências internas. O governador vinha enfrentando resistências para levar adiante a pré-candidatura à Presidência da República. O PP, federado com o União Brasil, resistia a manter o nome de Caiado na disputa.

Durante o anúncio, divulgado nas redes sociais, ao lado dos governadores Ratinho Jr. e Eduardo Leite, ambos do PSD e respectivamente do Paraná e do Rio Grande do Sul, Caiado ressaltou que: “O que sair daqui candidato, terá o apoio dos demais”. Agora, o PSD conta com três pré-candidatos ao Planalto este ano.

Em resposta a Caiado, o União Brasil também divulgou uma nota na noite desta terça. Assinado por Antônio Rueda, o texto diz que respeita a decisão do governador goiano.


O que aconteceu:

  • Governador reeleito de Goiás, Ronaldo Caiado tem demonstrado interesse em ser candidato à Presidência desde o início do atual mandato. Sua pré-candidatura foi lançada em abril de 2025, na Bahia.
  • Com a aproximação do União Brasil com o PP, com o qual formou uma federação, começaram a ocorrer resistências quanto ao nome do governador goiano, que tenta se vender por ter uma das maiores taxas de aprovação do país.
  • Sem espaço para seguir com o projeto nacional no partido, Caiado começou a procurar outras legendas, ainda que tenha participado da criação do União Brasil e seja figura histórica da direita (foi filiado à Arena, depois ao PFL e ao Democratas – DEM)
  • Na noite desta terça, Caiado veio a público e anunciou a filiação ao PSD, partido de centro-direita comandado por Gilberto Kassab. O anúncio foi feito ao lado dos também pré-candidatos à Presidência: os governadores Ratinho Jr. (Paraná) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul).
  • Caiado agora corre contra o tempo para conquistar espaço em um novo partido, com o qual não tem identificação direta e que conta com outros caciques.

Confira a íntegra da carta de Caiado:

“Antônio Rueda, presidente nacional do União Brasil

Caro presidente.

Ao longo das últimas décadas, construí uma história na política brasileira baseada em princípios sólidos e forte coerência. E construí essa história aqui. Primeiro no PFL, e depois no Democratas e no União Brasil, ao lado de milhares de correligionários em todo o país.

Juntos, trilhamos o caminho da honestidade e do respeito ao dinheiro público, defendendo um país justo, moderno e de mais oportunidades. Um país da livre iniciativa, que pudesse apoiar o trabalhador, o empreendedor, o empresário, o servidor público, o produtor rural. Um país que não se ajoelhe ao crime e que esteja voltado a oferecer bem estar e prosperidade aos brasileiros de bem.

Travamos essa luta com muita coragem e determinação e isto me enche de orgulho.

Tenho grande estima pelo nosso partido, mas minha determinação de devolver o Brasil aos brasileiros fala mais alto.

Chegou a hora de dar um passo adiante. Deixo o União Brasil por acreditar que, com a experiência parlamentar e de gestão que reuni, com os resultados que apresentamos em Goiás, que tem hoje o governo mais bem avaliado do Brasil, reúno as condições de apresentar um projeto de verdadeira mudança ao país. Um projeto de governo que eleve o Brasil a um patamar de desenvolvimento real.

Agradeço a cada vereador, prefeito, deputado estadual, deputado federal, senador, a cada militante deste partido. Agradeço profundamente a todos que estiveram conosco lutando pelos mesmos ideais. Agradeço aos diretórios de cada estado e ao Diretório Nacional do União Brasil.

Tivemos uma longa jornada juntos. Temos fortes princípios que nos unem e é em nome destes ideais que, mesmo deixando o partido, me sinto confortável para pedir o apoio de cada membro do União Brasil nessa nova caminhada para endireitar nosso país.

Um grande abraço.

Ronaldo Caiado”



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Cuiabá quebra a invencibilidade do União e alivia a pressão após jejum de três rodadas

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Após três partidas de jejum, o Cuiabá superou o União por 2 a 1 nesta terça-feira (27) na Arena Pantanal, em duelo válido pela 6ª rodada do Campeoanto Mato-grossense. O primeiro tempo não teve bola nas redes, apesar de uma na trave de cada lado. Na segunda etapa, domínio do Dourado e dois gols de Eliel, ambos de cabeça, para sacramentar a vitória. O time visitante ainda diminuiu nos acréscimos num erro defensivo com gol de Lucas Souza. Com o resultado, o Auriverde alcançou o segundo triunfo da temporada e somou oito pontos na tabela, agora estacionado na quinta posição. O Colorado, que havia assumido a liderança com o empate parcial na primeira etapa, sofreu a primeira derrota na competição e continuou na segunda posição.  

Leia mais: Após polêmicas decisivas, FMF garante o VAR no Mato-grossense pela primeira vez na história 

Após o Cuiabá arrematar a primeira finalização num chute sem perigo de Calebe, o União quase abriu o placar em plena Arena Pantanal aos 13 minutos, quando Darlan levantou na área e Lucas Lourenço cabeceou firme, mas a bola bateu no poste. A resposta veio em seguida, de novo com Calebe, que também acertou um foguete no travessão do goleiro Lúcio. Depois disso, sem trabalho para os goleiros e primeiro tempo encerrado sem gols.

No primeiro minuto da segunda etapa, Eliel recebeu com espaço dentro da área, mas bateu fraco e entregou a oportunidade de bandeja para o goleiro. Aos 5, Gui Faria quase marcou u golaço para o Colorado, quando na entrada da área, driblou a marcação e bateu de cavadinha, mas a bola saiu por cima do gol. Numa falta na entrada da área, Mateus Santos bateu direto, mas Lucio fez grande defesa.

Mantendo a pressão, o Dourado abriu o placar aos 28, quando Santos cruzou da esquerda na cabeça de Eliel, que apareceu para empurrar pro fundo das redes. Aos 35, de novo pela esquerda, Lorenzo deu cruzamento açucarado e o camisa 11, novamente, se adiantou para cabecear e sacramentar a vitória. Já nos acréscimos, Jadson afastou mal dentro da área e o rebote sobrou de presente para Lucas Souza, que fuzliou para diminuir. 

Com o resultado, o Cuiabá quebrou jejum de três jogos sem vencer e somou a segunda vitória em seis jogos pelo Estadual, agora saltando da sétima para a sexta posição, podendo cair novamente no decorrer da rodada. O Colorado, que retomaria a liderança com o empate, se manteve na segunda posição. O próximo compromisso Auriverde será no sábado (31) contra o Nova Mutum, na Arena Pantanal, às 15h30. No mesmo dia, o União visita o Operário-VG às 18h.
 



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Saiba se sua cidade terá fortes temporais nesta quarta-feira (28/1)

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Saiba se sua cidade terá fortes temporais nesta quarta-feira (28/1)



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Lula inaugurou fábrica de Vorcaro em Minas Gerais em 2024

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<br /> Lula inaugurou fábrica de Vorcaro em Minas Gerais em 2024





Lula inaugurou fábrica de Vorcaro em Minas Gerais em 2024



































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