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SECEL

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A Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), em parceria com o Mutirum Instituto, dá início, nesta quinta-feira (29.1), em Barra do Garças, às oficinas de Execução e Prestação de Contas direcionadas aos agentes culturais que tiveram propostas aprovadas em editais do ciclo I da Política Nacional Aldir Blanc (Pnab). Ao todo, investimentos de mais de R$ 30 milhões possibilitaram o atendimento de cerca de 315 projetos culturais nas seleções públicas executadas pelo Governo de Mato Grosso. 

Durante a capacitação, serão repassadas orientações teóricas e práticas sobre temas fundamentais para a execução correta dos projetos selecionados nos editais, finalizando com o rascunho de prestação de contas. Entre os conteúdos estão mídia e visibilidade, uso das marcas, prazos de realização, execução financeira e elaboração de relatórios.

As oficinas serão ministradas por profissionais do Mutirum Instituto, que foi selecionado pela Secel para operacionalização da Pnab em Mato Grosso, em conjunto com técnicos da Secretaria.

“A realização dessas oficinas contribui para a profissionalização, formalização e amadurecimento das pessoas que trabalham no setor produtivo da cultura”, explica Mario Olimpio, consultor do Mutirum e coordenador das oficinas.

Capacitações presenciais e telepresenciais

Divididas por regiões, as oficinas presenciais serão realizadas em seis municípios-polo, começando por Barra do Garças, nesta quinta-feira (29), das 8h às 18h, na Academia de Letras, Cultura e Artes do Centro-Oeste (Alcartes), localizada no Setor Cidade Velha. 

A capacitação não exige inscrição prévia e é direcionada também a proponentes de projetos selecionados, que são moradores dos demais municípios da região próxima a Barra do Garças, como General Carneiro, Araguainha, Pontal do Araguaia, Canarana, Querência, Nova Xavantina, entre outros.

As próximas oficinas presenciais ocorrem em Primavera do Leste (12. 2), Cuiabá (26.2), Cáceres (5.3), Lucas do Rio Verde (12.3) e Juína (26.3). 

A equipe do Mutirum Instituto também está disponível para orientar em todas as etapas, desde a execução até a prestação de contas, por meio de atendimentos telepresenciais, que serão realizados por demanda, de acordo com agendamentos realizados via central tira dúvidas no site www.mutirum.com/pnab-mt/.



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Dólar hoje fecha em queda, a R$ 5,20, e atinge menor patamar desde maio de 2024

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O dólar encerrou a terça-feira (27) com queda de 1,38%, a R$ 5,20, novamente sob influência da queda da moeda norte-americana ante outras divisas no exterior e da busca de estrangeiros por ativos brasileiros, em especial ações da bolsa.

Leia mais: Dólar Hoje: Confira a cotação e fechamento diário do dólar comercial

Investidores locais digerem os dados de inflação pelo IPCA-15 divulgados pelo IBGE, enquanto no exterior a moeda norte-americana cai ante boa parte das demais divisas.

Oportunidade com segurança!

Qual a cotação do dólar hoje?

O dólar à vista fechou o dia com recuo de 1,38%, aos R$ 5,2074, no menor valor de fechamento desde os R$ 5,1539 de 28 de maio de 2024. No ano, a divisa acumula baixa de 5,13%.

Às 17h12, o dólar futuro para fevereiro — atualmente o mais negociado no Brasil — cedia 1,48% na B3, aos R$ 5,2100.

Na segunda-feira, o dólar fechou cotado a R$5,2800, em queda de 0,14%.

Dólar comercial

  • Compra: R$ 5,205
  • Venda: R$ 5,206

Já no início da sessão o dólar exibia perdas ante a maior parte das divisas globais, incluindo o iene, o euro e pares do real como o peso chileno e o peso mexicano.

O câmbio no Brasil pegou carona nesta tendência e o dólar engatou baixas ante o real, em movimento intensificado após a abertura da bolsa de ações, às 10h. Com o Ibovespa renovando máximas históricas, superando os 183 mil pontos, o dólar despencou ante o real, com profissionais citando a influência dos estrangeiros no movimento.

“A queda do dólar hoje é uma combinação de maior apetite a risco no exterior e uma rotação global (de investimentos), para fora dos EUA. O Ibovespa está subindo mais de 2%, o que aponta para muito capital entrando no país”, comentou à tarde João Duarte, especialista em câmbio da One Investimentos.

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Nas últimas semanas, o forte fluxo de investimentos estrangeiros para a bolsa brasileira tem sido apontado como um dos motivos para a baixa do dólar ante o real.

Neste cenário, após marcar a cotação máxima de R$ 5,2794 (-0,01%) às 9h11, pouco depois da abertura, o dólar à vista atingiu a mínima de R$ 5,1985 (-1,54%) às 16h16, já na reta final dos negócios.

No início da sessão, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA-15, considerado uma espécie de prévia para a inflação oficial, subiu 0,20% em janeiro, desacelerando ante a taxa de 0,25% de dezembro. No acumulado de 12 meses, no entanto, a taxa foi para 4,50% em janeiro, ante 4,41% em dezembro.

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Os resultados ficaram em linha com as projeções de economistas ouvidos pela Reuters, que esperavam taxas de 0,21% em janeiro e 4,51% em 12 meses. Porém, a abertura do indicador não foi tão favorável, com a inflação de serviços ainda pressionada.

Ainda assim, o mercado seguiu projetando manutenção da taxa básica Selic em 15% na decisão da quarta-feira do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. Em relação ao Federal Reserve, que também decide na quarta-feira sobre juros, a expectativa é de manutenção da taxa na faixa entre 3,50% e 3,75%.

O diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos vem sendo apontado como um dos fatores para atração de investimentos ao país, conduzindo as cotações do dólar a patamares mais baixos.

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No exterior, às 17h31 o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — caía 1,00%, a 96,133.

(Com Reuters e Estadão)



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Complexo Biocultural do Porto oferece aulas gratuitas de rasqueado e lambadão | Notícias

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As aulas gratuitas de rasqueado e lambadão realizadas no Complexo Biocultural do Porto vêm se consolidando como uma das principais iniciativas de valorização da cultura popular cuiabana em 2026. As atividades acontecem todas as quintas-feiras, das 19h às 22h, no espaço localizado no Complexo Biocultural do Poto, antigo Mercado do Porto, ao lado do Aquário Municipal, e seguem ao longo de todo o ano, sob a orientação do professor Vladimir Reis. Diante da grande procura e do elevado número de inscritos, a direão do complexo avalia a possibilidade de abertura de uma nova turma.

Aberto a pessoas de todas as idades, o projeto vai além do ensino da dança. A proposta é integrar a comunidade da Baixada Cuiabana ao Complexo, fortalecendo vínculos sociais, promovendo bem-estar físico e mental e reafirmando a identidade cultural da região. Segundo a diretora do Complexo Biocultural do Porto, Célia Moura, “ensinar os ritmos da terra no berço histórico do Porto é devolver a alma ao lugar e garantir que essa cultura continue viva nas novas gerações”.

De acordo com a gestora, a gratuidade das aulas é um ponto central da iniciativa. “Quando o lambadão toca, ele manda um recado claro: este espaço é da comunidade. Não há barreiras, nem muros invisíveis”, destaca. A presença constante de famílias, jovens e idosos transforma o Complexo em um espaço de convivência segura, afetiva e democrática, contribuindo também para a preservação do patrimônio público.

Outro aspecto ressaltado por Célia Moura é o papel das aulas como elo entre Cuiabá e Várzea Grande. “O Porto sempre foi ponto de encontro. O rasqueado e o lambadão são linguagens comuns aos dois lados do rio e ajudam a construir uma integração real entre as cidades”, afirma. A escolha dos ritmos também favorece o encontro de gerações, reunindo no mesmo ambiente a memória dos mais velhos e a energia da juventude.

Além do impacto cultural, o projeto tem reflexos diretos na saúde e na qualidade de vida dos participantes. A dança funciona como atividade física, combate o sedentarismo e estimula a socialização. “Dançar melhora a autoestima, fortalece os laços comunitários e cria uma rede de apoio natural, especialmente para idosos e pessoas em situação de isolamento”, observa a diretora.

Para participar, basta comparecer ao Complexo Biocultural do Porto e realizar a inscrição para obtenção da carteirinha de acesso. A iniciativa integra uma programação mais ampla do espaço, voltada à diversificação de atividades culturais e de bem-estar, reforçando o papel do Porto como um território vivo, de pertencimento e de valorização da cultura cuiabana.

SERVIÇO | PAUTA PARA A IMPRENSA

Assunto: Aulas gratuitas de rasqueado e lambadão

Entrevistados: Célia Moura – diretora do Complexo Biocultural do Porto, Vlademir Reis – professor de dança e alunos

Quando: Quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Horário: Das 19h às 22h

Onde: Complexo Biocultural do Porto – antigo Mercado do Porto, ao lado do Aquário Municipal



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Prefeitura de Várzea Grande lança retomada das obras do CER II nesta quarta-feira (28) – Prefeitura de Várzea Grande lança retomada das obras do CER II nesta quarta-feira (28)

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A Prefeitura de Várzea Grande realiza, nesta quarta-feira (28), às 8h, o lançamento oficial da retomada das obras do Centro Especializado de Reabilitação Física e Intelectual II (CER II). O ato simbólico será realizado no terreno onde a unidade está sendo construída, localizado atrás da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Ipase.

O CER II é uma unidade estratégica da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência e foi projetado para ampliar e qualificar o atendimento especializado no município. A estrutura contará com espaços adequados para atendimentos multiprofissionais nas áreas de reabilitação física e intelectual, com consultórios, salas de terapias e ambientes destinados à fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional, psicologia, entre outros serviços voltados à reabilitação e ao cuidado integral dos pacientes.

A retomada das obras representa um avanço importante para a saúde pública de Várzea Grande, garantindo mais acesso, dignidade e qualidade de vida às pessoas com deficiência que necessitam de acompanhamento especializado. A unidade irá fortalecer a rede municipal de saúde, reduzir a necessidade de deslocamento para outros municípios e assegurar um atendimento mais humanizado e resolutivo.

O evento contará com a presença da prefeita Flávia Moretti, do vice-prefeito Tião da Zaeli, secretaria municipal de Saúde, Deisi Bocalon, subsecretaria de saúde Erika Carvalho, gestores da saúde, gestores da pasta, além de parlamentares municipais e estaduais, autoridades da área da saúde, profissionais do setor e representantes da comunidade.

Serviço
???? Lançamento da retomada das obras do CER II
???? Quarta-feira, 28 de janeiro
? 8h
???? Rua Presidente Prudentede Moraes, s/n – Planalto Ipiranga



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Réus por desvio de R$ 21 milhões do TJ, empresário e advogado seguem monitorados por tornozeleira

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O juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, negou retirar a tornozeleira que monitora o advogado João Miguel da Costa Neto. Diante de erro em manifestação ministerial, que pedia a manutenção do equipamento em face do empresário João Ricci Volpato, o magistrado desconheceu o requerimento, uma vez que a defesa não havia postulado pela revogação. Ainda assim, Volpato segue com a tornozeleira. A dupla é alvo da Operação Sepulcro Caiado, que investiga o desvio de R$ 21 milhões da Conta Única do Tribunal de Justiça (TJMT), possivelmente liderado por João Gustavo.

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Na semana passada, o Ministério Público se manifestou ao juízo pedindo que Volpato e Costa Neto continuassem monitorados para garantia da instrução processual.

Defesa de João Miguel da Costa Neto pedia a revogação alegando bons comportamentos, que a medida já havia beneficiado outros réus, e que ele estaria passando por problemas de saúde, com necessidade de cirurgia para remover o dispositivo.

Contudo, o juiz entendeu que não houve mudança nos fatos que justificasse a revogação e manteve a tornozeleira como forma de garantir a ordem pública e a eficácia do processo, destacando que o cumprimento das regras é um dever do acusado e que sua saúde será preservada, permitindo a retirada temporária apenas no momento de eventual procedimento médico, se comprovada a necessidade.

“Ademais, no que tange à necessidade de o réu realizar procedimento cirúrgico, ressalta-se que os documentos anexados não comprovam a impossibilidade de realização da cirurgia com o equipamento de monitoração eletrônica”, anotou o magistrado.

Já em relação a Volpato, cuja defesa é patrocinada pelo advogado Pedro Henrique Ferreira Marques, o qual apenas havia informado o juízo que ele teria cumprido regularmente as cautelares impostas pelo Supremo, quais sejam o monitoramento eletrônico, comparecimento mensal em Juízo, proibição de ausentar-se da comarca, de manter contato com os demais investigados e deixar o país. Não houve, desta forma, pedido para revogar a tornozeleira, o que inviabilizou o conhecimento pelo juiz da solicitação ministerial.

“No que tange ao parecer ministerial referente ao réu João Gustavo Ricci Volpato, observa-se, conforme corretamente apontado pela Defesa, que não houve qualquer pedido de revogação no id indicado pelo Parquet, razão pela qual resta prejudicada a análise referente a este tópico”, anotou o magistrado.

Apesar disso, conforme apurado pela reportagem, João Gustavo seguirá monitorado por tornozeleira enquanto não houver fatos novos que possam alterar tal situação processual.

No último dia 22 de outubro, o promotor Adriano Alves, chefe do Gaeco, denunciou o empresário e líder do grupo João Gustavo Ricci Volpato, os advogados Wagner Vasconcelos e Melissa Vasconcelos, a mãe de João, Luíza Rios Volpato, os advogados Themis Lessa, Régis Poderoso de Souza, Rodrigo Marinho e João da Costa Neto, Denise Alonso e o servidor do TJMT Mauro Ferreira Filho e o empresário Augusto Ricci Volpato.

O MP deixou de acusar Flávia de Oliveira Santos Volpato, Julia Maria Assis Asckar Volpato, Guilherme Porto Corral, Keyyly Gonçalves Martinez, Eva da Guia Magalhães e Cláudia Regina Dias de Amorim Del Barco Correa, por entender que, até o momento, não há evidências robustas para imputação formal de responsabilidade criminal.

A Operação foi deflagrada em julho deste ano. João é apontado como um dos líderes do grupo. Ele teria usado empresas sob seu controle, como a RV Empresa de Cobrança LTDA, para ajuizar execuções judiciais baseadas em dívidas inexistentes. Segundo investigações, os processos eram patrocinados pelo escritórioFrança & Moraes, de Wagner Vasconcelos de Moraes e sua sócia e esposa, Melissa França Praeiro. 

Augusto teria movimentado grandes valores, aparece em planilhas do esquema, alegou desconhecimento. Wagner era o representante de João Gustavo em todos os processos fraudulentos, articulador das fraudes, captador de vítimas. Esposa de Wagner, Melissa era coautora em processos fraudulentos, assinava petições.

Themis Lessa representou vítimas em 10 processos sem autorização, todas negaram vínculo. Régis Poderoso representou empresas em 5 processos sem autorização, atuação dolosa. Ex-conselheiro da OAB-MT, Rodrigo Marinho representou sem autorização, cedeu token de acesso ao sistema.

João Miguel da Costa Neto informou quitação fraudulenta, tentou impedir denúncia, suspeita de evolução patrimonial. Denise Alonso cedeu certificado digital, alegou desconhecimento, bens suspeitos apreendidos. Servidor da Corte, Mauro é apontado como figura central na elaboração de planilhas falsas, bem como controlava processos e valores e tentou fugir durante operação.

A ofensiva foi deflagrada em julho após uma denúncia, de janeiro de 2025, informar que um homem descobriu R$ 17 mil bloqueados em sua conta devido a uma ação movida por Volpato. A vítima só devia R$ 17 mil, mas processos em seu nome somavam R$ 680 mil. O caso revelou uma rede com pelo menos 17 ações fraudulentas, que causaram prejuízo de R$ 11 milhões — valor que pode chegar a R$ 21 milhões. 



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STF se prepara para apreciar ADIs de emendas parlamentares

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Flávio Dino recebeu como incumbência a questão da transparência e rastreabilidade das emendas parlamentares federais, principalmente a modalidade Pix

O Supremo Tribunal Federal (STF) se prepara para apreciar, no primeiro trimestre deste ano, dois recursos que são fundamentais para os deputados estaduais e para as exigências de transparência e rastreabilidade já exigidas pela Corte, para as emendas parlamentares federais e, agora, também para as emendas parlamentares estaduais.

O problema maior é que este é um ano eleitoral. Então, as decisões tendem a se tornar mais tensas em uma relação institucional já abalada nos últimos anos por uma série de fatores.

Inclusive, um dos recursos é de Mato Grosso e o outro da Paraíba e tratam do mesmo assunto: o percentual de emendas impositivas, aquelas que o Poder Executivo é obrigado a cumprir, sendo que 50% do total apresentado devem ser destinadas à Saúde Pública.

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Assim como o governador Mauro Mendes (União), que se encontra em fim de mandato, o governador da Paraíba, João Azevedo (PSB), reclama que os deputados estaduais deveriam, por similaridade, apresentar emendas impositivas da ordem de 1,5% das Receitas Correntes Liquidas (RCL), como acontece com os deputados federais.

O Congresso Nacional, como se sabe, é bicameral – dividido em Câmara dos Deputados, que representanta a população, portanto, cada bancada é constituída pela proporcionalidade de votos (quanto mais eleitores, maior o número de deputados, que somam 513)  – e Senado  representante dos Estados e Municípios, sendo o mesmo número de representantes; ou seja, 3 por Estado.

O entendimento do Supremo Tribunal Federal, que já formou jurisprudência, é de que as emendas impositivas estão estipulados na casa dos 2%.

O ministro Flávio Dino, que foi juiz federal, governador do Maranhão,b senado e ministro da Justiça do terceiro Governo Lula (PT), recebeu como incumbência a questão da transparência e rastreabilidade das emendas parlamentares federais, principalmente a modalidade Pix, criada para acelerar a liberação dos recursos sem projeto executivo ou básico e também sem autor, resolveu colocar ordem na situação e passou a bloquear as liberações e a exigir uma nova regulamentação, por meio de leis e novas regras que, em parte, são executadas e em parte, não.

Dino também decidiu que, assim como existiam falhas no processamento das emendas federais, o mesmo poderia ocorrer ou então impedir que ocorresse nas esferas estadual e municipal, conforme denúncias, principalmente pela imprensa.

No âmbito federal, além do STF, que foi acionado, a competência para fiscalizar a correta aplicação das emendas compete ao Tribual de Contas da União (TCU).

O ministro deu, no ano passado, ordem para que os tribunal de contas dos Estados (TCEs) e do Distrito Federal e, em alguns casos, os tribunais municipais (TCMs), que existem em estados específicos (Bahia, Goiás e Pará) e em municípios como as cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro, deveriam redobrar seus esforços na total transparência e rastreabilidade das emendas parlamentares.

Nestes interim, as Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) dos estados de Mato Grosso e Paraíba tramitam no Supremo, sob a relatoria do ministro Dias Toffoli, que, inicialmente, não atendeu aos pedidos dos governadores Mauro Mendes e João Azevedo. Ele manteve o entendimento de que as emendas parlamentares impositivas deveriam ser de 2% da Receita Corrente Líquida (RCL) do ano anterior àa apresentação; que deveriam ser cumpridas (empenhadas, liquidadas e pagas no ano posterior à sua apresentação) e que deveriam, no total, destinar 50% para a área de Saúde Pública.

Isso amenizou a situação dos governadores que utilizam deste percentual para cumprirem com a regra constitucional de que a Saúde deve aplicar 12% das Receitas Corrente do ano em curso. E, contabilizando os valores das emendas parlamentares, praticamente os Estados têm dobrado o montante a aplicado na área, o que, mesmo assim, não tem levado a Saúde Pública ao nível de excelência desejado e tão esperado pela população.

Mas o ministro Flávio Dino abriu divergência e foi seguido pelos ministros Gilmar Mendes, decano do STF, e Alexandre de Moraes, além do próprio relator Dias Toffoli, que mudou seu entendimento inicial, ao acatar a tese de que os deputados estaduais deveriam apresentar o mesmo percentual dos deputados federais, que é de 1,55%, pois os outros 0,45% são de competência dos senadores, totalizando assim 2%.

Só que o modelo constitucional do Brasil não estabelece Senados nos estados, apenas assembleias legislativas, que fazem as vezes da Câmara dos Deputados, e nas cidades, as câmaras municipais.

Os votos, até o momento disponibilizados no caso em questão, foram por meio do plenário virtual -, o relator lança seu voto no sistema e abre prazo para que os demais ministros votem também de forma online ou remotamente nos processos, deixando para o Plenário apenas os casos mais complexos.

Como a Procuradoria Geral da República (PGR) e a Advocacia Geral da União (AGU) já se manifestaram em relação aos processos sob a relatoria de Flávio Dino, e que tratam das emendas de deputados federais e senadores, principalmente as emendas Pix, provavelmente estes julgamentos devem acontecer antes das ADIs dos estados de Mato Grosso e da Paraíba.

Sob a relatoria de Toffoli, tiveram suas apreciações suspensas, com quatro votos apresentados defendendo a tese de 1,55% para os deputados estaduais e vereadores, portanto, faltando sete votos para fechar o total de 11 ministros da Suprema Corte.

Ocorre que, por decisão do presidente do STF, Edson Fachin, as ADIs federais, bem como as ADIs etaduais, ganharam destaque. Ou seja, a apreciação deixou de ser remota ou online e vai ao plenário para serem apreciadas pelos ministros, onde pode haver novas mudanças ou, até mesmo, a confirmação dos pareceres dos relatores.

Isso vai interferir e muito por estarmos em um ano eleitoral e tende a tensionar ainda mais a conturbada relação entre o Legislativo e o Judiciário. Em 2024, a Corte determinou que o teto de crescimento das emendas parlamentares tinha que ser o menor valor entre três possibilidades: o limite de crescimento do novo arcabouço fiscal, o aumento das despesas discricionário do Executivo ou a variação da receita corrente líquida (RCL).

Essa decisão, que socorreu o Governo Federal, veio no momento em que os deputados federais e senadores impuseram mais de R$ 50 bilhões em emendas parlamentares para 2025 e R$ 61 bilhões para este ano, que ainda terá outros R$ 5 bilhões para o Fundo Eleitoral.

Do total de emendas parlamentares impositivas individuais, foram destinados R$ 26,6 bilhões. Já as emendas impositivas de bancadas estaduais ficaram em R$ 11,2 bilhões. Além disso outros R$ 12,1 bilhões ficaram reservados para emendas de comissão, que não são impositivas e dependem de liberação por parte do Governo Federal.

O presidente Lula (PT) sancionou a LOA 2026, com R$ 400 milhões em emendas parlamentares vetadas, mas não especificou de onde e, provavelmente, elas serão daquelas não impositivas.

Em Mato Grosso, o governador Mauro Mendes, que ainda ingressou com uma nova Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) contra decisão dos deputados estaduais, que tornaram 0,2% das emendas de bancadas ou bloco parlamentar como impositivas, o que foi suspensa pelo STF, manteve para 2026 um total de pouco mais de R$ 660 milhões em emendas impositivas para os deputados estaduais.

Isto representa dizer que cada deputado apresentou R$ 27,5 milhões em emendas impositivas, fora outras que não são impositivas e que devem elevar o valor das emendas de 2026 e que, em 2025, somaram R$ R$ 1.040.391.504,02, dos quais R$ 849.794.807,52 foram liquidados e R$ R$ 847.119.333,85 foram pagos.

Ainda assim, nem de longe o Governo Mauro Mendes cumpriu com os 50% para a Saúde, que, segundo matéria da Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Assembleia Legislativa, somou R$ 319,8 milhões de emendas apresentadas para a Saúde, de um total de R$ 618,9 milhões em emendas impositivas.

Pelo Portal Transparência do Governo de Mato Grosso, segundo os valores totais citados, no Fundo Estadual de Saúde, foram R$ 348.476.781,02. Portanto, mais do que efetivamente apresentado pelos deputados em 2024 para ser executado em 2025. Só que foram empenhados R$ 213.189.649,80 e pagos apenas R$ R$ 199.719.807,45.

Resta saber como será o comportamento da Suprema Corte, pois o Tribunal de Justiça de Mato Grosso e suas decisões não têm sido de grande valia. Em 12 de dezembro, o desembargador Deosdete da Cruz Júnior concedeu medida liminar, em mandado de segurança preventivo, determinando que, até 31 de dezembro, o Governo Mauro Mendes empenhasse, liquidasse e pagasse todas as emendas de autoria da deputada Janaina Riva (MDB), outrora aliada do governador e agora ferrenha oposicionista.

Em 19 de dezembro, a Câmara Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do Tribunal de Justiça referendou a liminar do desembargador, mas nem assim o Governo do Estado cumpriu.

Aliás, a decisão liminar já tem quase 60 dias e a da Câmara Reunida, mais de 45 dias.Portanto, o Governo Mauro Mendes não cumpre decisão judicial.

Nesta semana, a deputada Janaina Riva fez novo pedido, mas, por enquanto, isto não tem mudado em nada a rotina do Governo do Estado, que mantém a mesma alegação de que se trata de um processo “lento e demorado”. Provavelmente, vai durar até o próximo mandato.





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Lula e Macron defendem o fortalecimento da ONU em conversa sobre ‘Conselho da Paz’ – CartaCapital

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O presidente Lula (PT) conversou por telefone, na manhã desta terça-feira 27, com o presidente da França, Emmanuel Macron. A ligação, que durou cerca de uma hora, segundo o governo, ocorreu um dia depois de Lula falar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em meio a articulações envolvendo a proposta norte-americana de criação de um novo “Conselho da Paz”.

Segundo nota divulgada pela Presidência da República, Lula e Macron trataram diretamente da iniciativa apresentada por Washington e defenderam o fortalecimento da ONU. Os dois líderes concordaram que ações em matéria de paz e segurança internacional devem estar alinhadas aos mandatos do Conselho de Segurança da ONU e aos princípios e propósitos da Carta das Nações Unidas.

A conversa com o francês reforça a posição já manifestada por Lula em relação à proposta dos Estados Unidos. No telefonema com Trump, realizado na segunda-feira 26, o presidente brasileiro disse ter expressado preocupação com a criação de um novo fórum internacional que possa enfraquecer o papel central da ONU, especialmente no tratamento de conflitos como o da Faixa de Gaza.

Além do tema do Conselho da Paz, Lula e Macron trocaram impressões sobre a situação na Venezuela. Ambos condenaram o uso da força em violação ao direito internacional e ressaltaram a importância da paz e da estabilidade na América do Sul e no cenário global, segundo o Planalto.

O petista também reiterou ao francês sua avaliação de que o Acordo Mercosul–União Europeia é positivo para os dois blocos e representa uma contribuição relevante para a defesa do multilateralismo e do comércio baseado em regras.

A ligação abordou ainda a cooperação bilateral entre Brasil e França, com destaque para as áreas de defesa, ciência e tecnologia e energia. Lula e Macron, indica o comunicado, concordaram em orientar suas equipes técnicas a concluir as negociações em curso, com a perspectiva de finalizar acordos ainda no primeiro semestre de 2026.

A conversa ocorre no mesmo dia em que Lula embarca para o Panamá, onde cumpre sua primeira agenda internacional de 2026. No país, o presidente participará do Fórum Econômico Internacional da América Latina e Caribe e terá compromissos voltados à cooperação econômica e à integração regional.



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Como a educação financeira digital está abrindo portas para o crédito entre desbancarizados

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Com mais de 35 milhões de brasileiros fora do sistema financeiro, CloQ aponta a educação financeira digital como peça-chave para transformar invisibilidade em acesso ao crédito

No Brasil, cerca de 35,3 milhões de adultos — o equivalente a 21,7% da população — seguem fora do sistema bancário formal, sem conta, cartão ou histórico de crédito, segundo dados da Serasa Experian. Embora o país tenha avançado em bancarização nos últimos anos, o acesso efetivo ao crédito ainda permanece distante para uma parcela significativa da população, especialmente entre pessoas de baixa renda e trabalhadores informais.

Para Rafa Cavalcanti (foto em destaque), CEO da CloQ, startup especializada em análise de crédito e uso de dados alternativos, a educação financeira digital tem se consolidado como um dos principais vetores para mudar esse cenário. “Não se trata apenas de ensinar a lidar com dinheiro, mas de inserir essas pessoas no ambiente digital onde suas movimentações passam a gerar histórico, dados e, consequentemente, confiança para o sistema financeiro”, explica.

Dados do Banco Central mostram que 84% dos adultos brasileiros já possuem conta bancária, mas isso não significa inclusão plena. Muitos usuários permanecem à margem do crédito por não compreenderem como construir um histórico positivo ou por não utilizarem produtos que gerem registros financeiros rastreáveis. Nesse contexto, iniciativas de educação financeira aliadas à tecnologia se tornam fundamentais para reduzir assimetrias de informação e ampliar o acesso ao sistema.

A partir dessa realidade, a CloQ destaca cinco frentes em que a educação financeira digital vem abrindo portas para o crédito entre desbancarizados:

Educação financeira como porta de entrada para o sistema formal
Plataformas digitais, aplicativos e conteúdos educativos ajudam o usuário a compreender conceitos básicos — como orçamento, crédito, juros e score — e, principalmente, a entender quais comportamentos contribuem para a construção de um histórico financeiro positivo.

Digitalização de hábitos financeiros cotidianos
Pagamentos via carteira digital, contas simplificadas e uso consciente de meios eletrônicos permitem que transações antes invisíveis passem a gerar dados. Esse registro é essencial para que instituições consigam avaliar risco e capacidade de pagamento.

Uso de dados alternativos aliado à orientação financeira
Informações como consumo recorrente, pagamentos digitais e comportamento em plataformas podem complementar o histórico tradicional. Quando combinados com educação financeira, esses dados ajudam o consumidor a evoluir sua relação com o crédito de forma sustentável.

Redução do medo e da desconfiança em relação ao crédito
Muitos desbancarizados evitam produtos financeiros por desconhecimento ou experiências negativas. A educação digital atua como ferramenta de empoderamento, reduzindo barreiras psicológicas e promovendo decisões mais conscientes.

Construção gradual de histórico positivo
Segundo a Serasa Experian, 80,5% dos invisíveis não possuem restrições no CPF, apenas não têm registros suficientes. Com orientação adequada e produtos acessíveis, esse público pode começar com limites menores e evoluir progressivamente dentro do sistema.

“A educação financeira digital é o elo que conecta dados, tecnologia e comportamento. Sem ela, o crédito continua concentrado; com ela, o sistema passa a enxergar pessoas que sempre estiveram economicamente ativas, mas invisíveis”, destaca Rafa Cavalcanti.

Para a executiva, as instituições financeiras que investirem em soluções educativas integradas à jornada do cliente não apenas ampliam mercado, como também contribuem para um ecossistema financeiro mais justo e eficiente. “Incluir não é apenas oferecer crédito, é preparar o consumidor para usá-lo de forma saudável. Esse é o verdadeiro avanço”, conclui.



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Janja se manifesta sobre morte do cão Orelha: “Tristeza e indignação”

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A primeira-dama Janja Lula da Silva declarou, nesta terça-feira (27/1), que o caso do cão Orelha, que morreu após sofrer agressões no início de janeiro na Praia Brava, em Florianópolis (SC), tem lhe causado muita “tristeza e indignação”.

“Eu nunca entendi o que se passa na cabeça e no coração de quem tem coragem de maltratar outro ser vivo. Principalmente, um ser indefeso, como um cachorro. Acho que por isso o caso do cachorro Orelha, que foi brutalmente assassinado por adolescentes em Florianópolis, tem me causado tanta tristeza e indignação”, escreveu Janja em publicação no Instagram.

Janja se manifesta sobre morte do cão Orelha: “Tristeza e indignação” - destaque galeria

Orelha era um cão comunitário, cuidado por moradores e frequentadores da região há anos. Em meados de janeiro, a população relatou que o cachorro estava desaparecido e, dias depois, foi encontrado ferido e agonizando. Orelha não resistiu aos ferimentos e precisou ser submetido à eutanásia.

Quatro adolescentes foram identificados como suspeitos do ato infracional de maus-tratos, com base em imagens de câmeras de segurança e depoimentos colhidos pela polícia.

De acordo com a primeira-dama, a morte do animal “não é apenas um episódio isolado de crueldade”, mas “um alerta doloroso sobre uma geração exposta, desde cedo, a discursos e conteúdos digitais que banalizam a violência e transformam a dor em entretenimento”.

Quando a brutalidade vira desafio, quando o outro ser deixa de ser visto como alguém que sente, algo está muito errado! A perversidade não nasce do nada. Ela é cultivada na omissão, na falta de limites, de cuidado, de presença, e também na impunidade”, pontuou Janja.

Investigação

Nessa segunda-feira (26/1), a Polícia Civil realizou uma operação para cumprir três mandados de busca e apreensão em endereços investigados por maus-tratos e coação no processo que apura a morte de Orelha.

Além dos menores, três adultos, familiares dos jovens, teriam coagido uma testemunha do caso, o que resultou no indiciamento pelo crime de coação no curso do processo.

Dois dos adolescentes apontados como suspeitos estão em viagem aos Estados Unidos, previamente agendada, e serão ouvidos na próxima semana. O caso segue em investigação.

O grupo também está sendo investigado pela tentativa de morte de outro cachorro por afogamento no mar. A polícia apura se um caso estaria relacionado ao outro e se os crimes foram cometidos pelos mesmos adolescentes. Felizmente o cão, batizado de Caramelo, sobreviveu e foi adotado pelo delegado-geral da Polícia Civil do Estado de Santa Catarina (PCSC), Ulisses Gabriel.

De acordo com Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), as providências que estão previstas em lei incluem advertência, obrigação de reparar o dano, prestação de serviços à comunidade, liberdade assistida, semiliberdade e internação (em casos excepcional e apenas nas hipóteses legais)”.

O MP informou que aguarda a finalização do inquérito policial para, então, definir os próximos passos.



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