O ministro da Educação, Camilo Santana (PT), defendeu enfaticamente uma candidatura do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), em São Paulo. Apesar da insistência do presidente Lula (PT) em lançá-lo ao governo paulista, o chefe da equipe econômica tem resistido à ideia.
Segundo Camilo, Haddad teve um papel importante em 2022 e, agora, representa algo “muito maior”. Assim, “não pode se dar ao luxo de querer tomar uma decisão individual”. As declarações foram proferidas em entrevista ao jornal O Globo publicada neste domingo 25.
“Ele faz parte de um projeto de Brasil, que é liderado pelo presidente Lula. A gente precisa cumprir missões que muitas vezes pessoalmente não quer“, enfatizou. “É o que poderá acontecer em São Paulo. Não tenho dúvida que o Haddad vai se empolgar.”
Camilo afirmou que Lula precisa de grandes palanques estaduais e citou o Rio de Janeiro, onde avalia que o PT tende a se aliar a Eduardo Paes (PSD). No caso de São Paulo, acrescentou, os principais postulantes seriam Haddad e Geraldo Alckmin (PSB) — que também descarta a empreitada e deseja continuar na vice-presidência.
“É questão de missão. Não é querer ou não querer”, cobrou. “Muitas vezes precisamos nos colocar à disposição em nome do projeto nacional, independentemente se vamos ser vitoriosos ou não. Seja para o governo ou para o Senado.”
Cada vez mais os investidores em caderneta de poupança estão percebendo que o ganho da aplicação é um dos menores do mercado de renda fixa e estão trocando o investimento por outros mais rentáveis.
No ano passado, as cadernetas registraram resgates líquidos de R$ 85,568 bilhões, o quinto ano seguido de saídas e um dos maiores da história, de acordo com o Banco Central. Nesses cinco anos, as cadernetas perderam R$ 327,59 bilhões, terminando 2025 com um patrimônio de R$ 1,022 trilhão.
Captação líquida da poupança
Ano
R$/milhões
2015
-53.567,9
2016
-40.701,7
2017
17.126,7
2018
38.260,4
2019
13.327,1
2020
166.309,9
2021
-35.496,6
2022
-103.237,2
2023
-87.819,1
2024
-15.466,8
2025
-85.568,1
Fonte: Banco Central/Infomoney. Saldo de aplicações e resgates das poupanças Rural e SBPE
A explicação para esse emagrecimento das cadernetas está na rentabilidade, geralmente a mais baixa entre as opções de renda fixa. Em cinco anos, as cadernetas acumularam um rendimento de 43,47%, ante 68,16% do CDI, ou 57,94% líquidos, considerando uma alíquota de imposto de 15%.
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Em uma aplicação de R$ 10 mil, o ganho da poupança nesses cinco anos seria de R$ 4.347,00, enquanto o do CDI, de R$ 5.794,00 líquidos, uma diferença de R$ 1.447,00 a mais no bolso do investidor. Em dez anos, as cadernetas acumularam rendimento de 98,61%, enquanto o CDI rendeu 144,19%, ou 122,56% líquidos de imposto.
Assim, os mesmos R$ 10 mil aplicados por dez anos renderiam R$ 2.395,00 mais no CDI que na poupança, ou 23,95%.
A perda de espaço das cadernetas é resultado de uma combinação estrutural de fatores, e não de uma mudança súbita de apetite ao risco, afirma Gustavo Assis, presidente da Asset Bank. Com a Selic elevada, o investidor passou a perceber que a poupança oferece uma remuneração estruturalmente baixa, incapaz de acompanhar o ciclo de juros e a inflação, enquanto outras opções de renda fixa entregam retorno maior sem exigir uma mudança relevante de perfil.
Segundo ele, Tesouro Selic, CDBs com liquidez diária, LCIs e LCAs isentas de imposto de renda passaram a cumprir o mesmo papel de preservação de capital e liquidez, mas com remuneração mais alinhada ao ambiente macroeconômico. A digitalização do mercado e a maior transparência das plataformas de investimentos facilitaram esse processo ao reduzirem o custo de acesso e ampliarem a capacidade de comparação, enfraquecendo o papel da poupança como aplicação automática.
Esse movimento fica claro nos dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais dos últimos dois anos, de janeiro de 2024 a novembro de 2025. O número de contas de caderneta de poupança no período cresceu 12%, para 85,6 milhões, mas o saldo total investido avançou apenas 3,88%, para R$ 947,5 bilhões.
No mesmo período, as contas de investidores em CDBs cresceram 33,9%, para 67,2 milhões, e o volume financeiro aumentou 42,7%, para R$ 1,251 trilhão. As contas de LCAs cresceram 23,66%, para 2,3 milhões, e seus depósitos aumentaram 24,7%, para R$ 543,741 milhões. As contas de LCI aumentaram menos, 5,5%, para 2,65 milhões, mas o volume financeiro cresceu 29,9% e atingiu R$ 431,2 bilhões.
Mas o maior destaque foram as debêntures incentivadas, isentas de imposto, que somaram 428 mil contas em novembro passado, um crescimento de 24,17% desde janeiro de 2024, enquanto o volume investido aumentou 43,7%, para R$ 97,981 bilhões.
Migração dentro da renda fixa
O que vemos hoje é uma realocação racional de capital em resposta ao novo preço do dinheiro, diz Edgar Araújo, presidente da Azumi Investimentos. Com a taxa de juros em patamar elevado por um período prolongado, o investidor naturalmente buscou alternativas dentro da própria renda fixa que preservem segurança, mas entreguem retorno superior.
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Esse fluxo migrou principalmente para CDBs, LCIs e LCAs impulsionados pela liquidez diária, proteção do Fundo Garantidor de Crédito e pela isenção de imposto em alguns casos, além de debêntures incentivadas e, de forma crescente, fundos estruturados como os FIDCs, que permitem acesso a carteiras de crédito diversificadas.
Ao mesmo tempo, diz Araújo, essa migração exige mais disciplina, como mostrou o caso do Banco Master recentemente. “É fundamental avaliar risco de crédito do emissor, garantias, estrutura jurídica, liquidez e prazo dos papéis, porque maior rentabilidade não vem sem maior responsabilidade na análise”, observa.
Rentabilidade é a principal razão para a poupança estar perdendo aplicações, diz Isabela Perez, head de RI da Rio Bravo Investimentos. “Principalmente em um ambiente com a Selic tão alta, outros produtos ficam muito mais atrativos, como Tesouro Direto, CDBs, fundos de renda fixa, mesmo que sejam tributados, mas ainda com perfil conservador”, diz.
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Além disso, a popularização de plataformas digitais e open finance permitem essa democratização de acesso e comparabilidade. “As facilidades de acesso, de entendimento e de acompanhamento da poupança sempre foram grandes atrativos, mas agora, por que deixar o dinheiro em um rendimento tão inferior se hoje tenho a mesma facilidade, em dois cliques consigo ter uma remuneração que segue o CDI em várias plataformas?”, diz Isabela.
Ela cita dados da Anbima, que indicam que a segurança (24%) ainda é o principal fator que leva os investidores a escolherem a poupança, seguida da facilidade de aplicar (20%) e da confiança na marca (19%). “Hoje esses atributos já são observados em outras opções de investimento que não existiam há alguns anos”, afirma.
Poupança pode ser uma boa opção?
Embora seja um investimento com baixo rendimento, especialistas avaliam que a poupança ainda pode ser “útil” para perfis que priorizam simplicidade absoluta e liquidez imediata, especialmente para pequenos valores ou reserva transacional. Contudo, a poupança deixou de ser o instrumento central de quem busca expandir ou mesmo preservar patrimônio em um mercado financeiro mais maduro e competitivo, afirma Araújo, da Azumi Investimentos.
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Para Assis, da Asset Bank, a poupança ainda pode fazer sentido em situações muito específicas, como para quem possui pouco patrimônio, precisa de liquidez imediata e simplicidade absoluta. Fora desse contexto, ela perdeu competitividade, afirma Assis. “O investidor conservador mais informado percebeu que é possível manter previsibilidade e proteção de capital utilizando instrumentos que acompanham melhor o ciclo econômico”.
Isabela, da Rio Bravo, vê na caderneta o aspecto positivo da disciplina: pela facilidade, algumas pessoas conseguem pegar uma parte do orçamento de forma recorrente e guardar na poupança. “De toda forma, mesmo esse perfil conservador consegue uma aplicação semelhante em termos de segurança e facilidade, e rendendo muito mais”, diz.
O Partido dos Trabalhadores (PT) estabeleceu como uma das prioridades para este ano a eleição de deputados e senadores, escanteando a disputa aos governos estaduais. A sigla, que vai centralizar esforços para a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pode ter o menor número de candidatos próprios a governador de sua história.
O mais baixo número de candidaturas encabeçadas pelo PT foi registrado em 2010, ano em que a legenda privilegiou a eleição de Dilma Rousseff. Agora, membros do grupo de trabalho que discute a tática eleitoral do partido apontam que a sigla pode lançar sete candidatos — três deles à reeleição.
No entanto, o número pode crescer com as definições a respeito de candidaturas petistas em São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Maranhão. A expectativa é que o cenário volte a ser discutido no próximo dia 2 de fevereiro, quando o grupo voltará a se reunir.
A diretriz da cúpula partidária é priorizar candidaturas ao Senado, em um movimento semelhante ao que tem sido articulado por aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Dirigentes do PT avaliam que a base aliada de Lula precisa conquistar maioria na Casa, que terá 54 cadeiras em disputa neste ano, para evitar “retrocessos” em um eventual quarto mandato do petista.
Colocadas em segundo plano, as candidaturas aos governos devem ser concentradas em estados nos quais o PT demonstra viabilidade ou potencial para crescer ao longo da disputa. Outro objetivo será a manutenção dos atuais estados comandados pela sigla.
Nas últimas eleições, a legenda disputou a chefia de 13 estados e conquistou a vitória em quatro: Bahia (Jerônimo Rodrigues), Ceará (Elmano de Freitas), Piauí (Rafael Fonteles) e Rio Grande do Norte (Fátima Bezerra).
Do grupo, apenas Fátima Bezerra deve disputar outro posto em 2026. A governadora do Rio Grande do Norte se prepara para disputar novamente uma vaga ao Senado e tenta fazer como sucessor o atual secretário de Fazenda do estado, Cadu Xavier.
Entre os candidatos à reeleição, Rafael Fonteles é o único que tem registrado bons desempenhos em pesquisas e afastado preocupações no entorno petista. Por outro lado, Cadu Xavier, Jerônimo Rodrigues e Elmano de Freitas têm figurado na segunda ou terceira colocação.
Em vez de encabeçar as candidaturas, a direção nacional do PT orientou, no ano passado, que fossem privilegiadas composições em chapas aliadas — em alguns casos, ocupando a candidatura a vice-governador.
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Atual governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues é apontado como candidato à reeleição pelo PT
Wey Alves/Especial Metrópoles
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O governador do Ceará, Elmano de Freitas, deve ser candidato à reeleição
Reprodução/Governo do Ceará
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Direção do PT aponta Leandro Grass como candidato ao governo do Distrito Federal
Leonardo Hladczuk/Metrópoles
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O deputado Helder Salomão pode disputar o governo do Espírito Santo
Gabriel Paiva/PT na Câmara
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Rafael Fonteles lidera pesquisas de intenção de voto para candidatura à reeleição
Divulgação
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O secretário de Fazenda do RN, Cadu Xavier, é apontado como sucessor de Fátima Bezerra
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Atual presidente da Conab, Edegar Pretto pode disputar o governo do Rio Grande do Sul
BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
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PT tenta convencer o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a disputar o governo de SP
Diogo Zacarias/Ministério da Fazenda/Divulgação
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O ex-deputado Fábio Trad foi lançado pelo PT do Mato Grosso do Sul como pré-candidato a governador
Wesley Amaral/Câmara dos Deputados
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Alas do PT do Maranhão defendem Felipe Camarão como candidato próprio ao governo estadual
Reprodução
Quatro estados, no entanto, ainda aguardam definições internas. Os dois principais são São Paulo e Minas Gerais.
O grupo eleitoral do PT defende a candidatura do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ao governo paulista. Haddad tem rechaçado a possibilidade. Dentro da sigla, há a expectativa de que ele seja convencido por Lula a disputar o posto.
Em Minas, o presidente Lula já afirmou reiteradas vezes que gostaria de ver o senador Rodrigo Pacheco (PSD) disputando o Palácio da Liberdade. Pacheco também tem demonstrado resistência, e alas do diretório local da sigla têm defendido lançar um nome próprio.
No Mato Grosso do Sul, Fábio Trad foi lançado pela direção local como pré-candidato a governador. Há uma avaliação de dirigentes nacionais de que o nome pode enfrentar, no entanto, dificuldades sem a participação da ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB), no palanque.
Uma ala do PT local defende romper um acordo com o atual governador do Maranhão, Carlos Brandão (sem partido), e lançar o vice-governador Felipe Camarão (PT) como candidato ao governo estadual. Internamente, dirigentes petistas defendem uma construção que evite uma divisão no estado.
As estratégias eleitorais do PT ainda devem ser discutidas ao longo dos próximos meses. A consolidação, dizem, deverá ocorrer no Congresso Nacional da sigla, marcado para abril. No mesmo mês, dirigentes da legenda também pretendem anunciar a renovação da federação partidária com PCdoB e PV.
Diretriz da direção
Em dezembro do ano passado, a direção nacional do PT aprovou uma resolução para guiar as negociações políticas e eleitorais em 2026.
O texto coloca a reeleição de Lula como prioridade máxima da sigla e afirma que há “urgência de eleger uma nova correlação de forças no Legislativo”.
O partido exige a “construção de chapas competitivas para as Assembleias Legislativas, Câmara Federal e, sobretudo, para o Senado, em que cada cadeira será decisiva para garantir governabilidade”.
O PT avalia como “fundamental” a reunião de palanques “fortes e amplos nos estados” para “sustentar a campanha de Lula”.
“O Senado, em particular, deve ser tratado como prioridade, uma vez que sua composição será determinante para a aprovação de reformas estratégicas, tornando imprescindível que o PT dispute com força essas vagas em cada estado, integrando a tática nacional com a dinâmica local de alianças e mobilização social”, diz o documento.
A Caixa Econômica Federal (CEF) sorteou, na noite deste sábado (24/1), os concursos de número 2.964 da Mega-Sena; 3.596 da Lotofácil; 6.936 da Quina; 2.347 da Timemania; e 1.168 do Dia de Sorte.
O Cuiabá esbarrou mais uma vez na ineficácia e empatou com o caçula Chapada em 2 a 2 neste sábado (24), pela 5ª rodada do Mato-grossense. Apesar de ter criado a maioria das oportunidades e exigir grandes defesas de Rômulo, o Dourado não conseguiu triunfar e agora segue há mais de 7 meses sem vencer fora de casa. Eliel abriu o placar de cabeça e o experiente Tiarinha empatou ainda no primeiro tempo. Em escanteio, Calebe retomou a vantagem e, também em bola parada, Tom cabeceou para deixar tudo igual. Este foi mais um péssimo resultado para o Auriverde, que pode encerrar a rodada na zona de rebaixamento. O Ararão da Serra saltou para a segunda posição e somou a terceira rodada sem perder.
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O Cuiabá começou na pressão e abriu o placar aos 9 minutos com Eliel marcando de cabeça, encobrindo o goleiro após Nino Paraíba cruzar pela direita e a zaga afastar errado. Após o tento, o Dourado seguiu controlando o ritmo do jogo, mas esbarrou na ineficácia e viu o Ararão da Serra empatar. Aos 40 minutos, na única oportunidade do time, Tiarinha recebeu dentro da área e fuzilou para o fundo das redes.
O duelo recomeçou da mesma forma. Dourado na pressão e o Ararão na retaguarda para reagir nos contragolpes. A vantagem foi retomada aos 25, quando Nino cruzou na área, Rômulo defendeu a primeira cabeçada e, no rebotem Calebe cabeceou pro fundo das redes. Mas o Ararão não desistiu e buscou novo empate aos 38, quando Tom subiu no segundo pau e cabeceou pra deixar tudo igual. Rômulo ainda fez grandes defesas para salvar o Chapada da derrota.
Com mais esse tropeço fora de casa, o Auriverde segue há mais de sete meses sem triunfar longe da Arena Pantana, e se manteve na sétima posição agora com cinco pontos – podendo ser ultrapassado pelo Primavera e Nova Mutum e, com isso, terminar a rodada no rebaixamento. O próximo compromisso será terça (27), às 19h30 contra o líder União.
O Ararão saltou para a segunda posição agora com 8 pontos, podendo ser ultrapassado pelo Mixto e Luverdense, que jogam amanhã. Com o empate, o Chapada chegou a marca de três rodadas sem sentir o sabor da derrota. O caçula é também a sensação deste começo de Estadual. O Ararão volta aos gramados na quinta (29) contra o Mutum.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, manifestou-se na manhã deste sábado (24/1) contra a concessão de liberdade ao ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Filipe Martins.
Em seu parecer, Gonet afirmou que Filipe foi condenado a 21 anos e seis meses de prisão — apesar de o acórdão da condenação ainda não ter sido publicado. O PGR pontuou que as provas de descumprimento da medida cautelar são suficientes para a manutenção da prisão.
“Verifica-se a existência de prova documental que atesta o acesso do réu à rede social LinkedIn no dia 28.12.2025, conduta que configura violação à medida cautelar fixada pelo juízo em 26.12.2025”, escreveu Gonet.
O PGR prosseguiu: “A informação policial citada nas petições, que menciona a ausência de postagens de Filipe Martins na internet desde 2022, não socorre à defesa, uma vez que a proibição judicial vigente abrangia o uso das redes sociais de forma ampla — o que engloba o mero acesso e navegação — e não apenas a publicação de conteúdo”, escreveu Gonet.