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PIB da China cresce 5% em 2025

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Resultado está em linha com a meta estabelecida; a alta no 4º trimestre do ano passado foi de 4,5%, segundo divulgado neste domingo pelo governo chinês

O PIB (Produto Interno Bruto) da China cresceu 5% em 2025 e ficou dentro da meta estabelecida pelo governo chinês, de “aproximadamente 5%”. No 4º trimestre, a atividade econômica avançou 4,5%.

Em valores nominais, atingiu 140,19 trilhões de yuans (em torno de R$ 108 trilhões). As informações foram divulgadas pelo DNE (Departamento Nacional de Estatística da China). Eis a íntegra (em inglês – PDF – 146 kB).

Em 2024, o PIB chinês também havia crescido 5%. O DNE informou que houve alta de 1,2% da produção de grãos em 2025, enquanto a indústria extrativa cresceu 3,9% e da indústria de transformação avançou 4,5%. Já a o setor de serviços registrou alta de 5,4%.

O relatório cita “mudanças complexas no ambiente econômico doméstico e global” no ano passado. “Todas as regiões e departamentos implementaram estritamente as decisões e arranjos feitos pelo Comitê Central do PCC [Partido Comunista da China] e pelo Conselho de Estado, permaneceram firmemente comprometidos com a nova filosofia de desenvolvimento e o desenvolvimento de alta qualidade, equilibraram os imperativos domésticos e internacionais, garantiram o desenvolvimento e a segurança, implementaram políticas macro mais proativas e eficazes e fizeram esforços completos para desenvolver um mercado nacional unificado”, disse.

E completou: “Como resultado, a economia nacional avançou com o desenvolvimento de alta qualidade e liderado pela inovação, apesar da crescente pressão econômica”.

POPULAÇÃO E DESEMPREGO

A população nas 31 províncias chineses totalizou 1,404 bilhão. A redução foi de 3,39 milhões de pessoas no último ano.

A taxa de desemprego na China atingiu 5,2% em 2025, permanecendo estável na comparação com 2024.

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Ex-ministro e articulador político: quem era Raul Jungmann

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O ex-ministro Raul Jungmann morreu na noite deste domingo (18/1), aos 73 anos, em decorrência de câncer no pâncreas. Pernambucano, ele construiu uma carreira política que atravessou o Legislativo, o Executivo e o debate público nacional, com atuação destacada em temas como defesa, segurança pública, reforma agrária e política institucional.

Jungmann iniciou sua trajetória política ainda durante a ditadura militar. Na década de 1970, passou a atuar no MDB, principal partido de oposição legal ao regime à época, e participou do movimento Diretas Já, que mobilizou o país na transição para a democracia.

Após a redemocratização, integrou o Partido Comunista Brasileiro (PCB) e, mais tarde, esteve entre os fundadores do Partido Popular Socialista (PPS), legenda pela qual se consolidou nacionalmente.

Ele chegou a cursar Psicologia na Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP), mas não concluiu a graduação. Nos registros oficiais, sua escolaridade aparece como ensino superior incompleto.

Jungmann foi deputado federal por Pernambuco por vários mandatos consecutivos. No Congresso, destacou-se pela atuação em temas ligados à política agrária, direitos sociais, segurança pública e relações institucionais, além de ocupar cargos de liderança partidária e integrar comissões estratégicas.

Ao longo da carreira política, Jungmann comandou três ministérios, em momentos distintos da política brasileira:

  • Ministro da Reforma Agrária (1999–2002), no governo Fernando Henrique Cardoso, período marcado por conflitos no campo e debates sobre política fundiária;
  • Ministro da Defesa (2016–2018), no governo Michel Temer, quando atuou na relação civil-militar e na defesa da legalidade institucional;
  • Ministro Extraordinário da Segurança Pública (2018–2019), também no governo Temer. A pasta foi criada para enfrentar a crise da violência, com foco no combate ao crime organizado e na articulação entre forças federais e estaduais.

Mesmo após deixar o Executivo, Jungmann seguiu influente no debate público. Presidiu o Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), tornando-se uma das principais vozes do setor, e integrou conselhos e fóruns sobre democracia, desenvolvimento e governança.

Conhecido por um discurso direto e pela capacidade de articulação, Raul Jungmann era visto como um político de bastidores, com forte atuação institucional.

O ex-ministro deixa a esposa e dois filhos. Jungmann estava internado no Hospital DF Star, em Brasília, desde sábado (17/1), após agravamento do quadro clínico, onde faleceu. Ele passou por ao menos três internações ao longo do fim de 2025.

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Presidente da Câmara destaca legado de Jungmann: “Ficam as lições”

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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), lamentou neste domingo (18/1) a morte do ex-deputado e ex-ministro da Segurança Pública Raul Jungmann.

Em uma rede social, Motta relembrou uma homenagem concedida pela Casa a Jungmann em dezembro passado e fez elogios à trajetória política do ex-parlamentar.

“Ainda em dezembro, em nome da Câmara dos Deputados, concedi a Jungmann uma moção de louvor. Foi um reconhecimento da sua trajetória pública, de serviço prestado ao país”, disse.

“Ficam as lições sobre diálogo, construção de pontes e respeito institucional. Meus sentimentos aos familiares e amigos. Que Deus os conforte neste difícil momento”, acrescentou Hugo Motta.

Natural do Recife (PE), Raul Jungmann foi chefe das pastas da Defesa e da Segurança no governo Michel Temer (MDB). Antes, já havia ocupado os ministérios do Desenvolvimento Agrário e da Política Fundiária, na gestão Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

Ele foi deputado federal por três mandatos e também ocupou uma cadeira na Câmara Municipal do Recife. Raul Jungmann presidia o Instituto Brasileiro de Mineração desde 2022.  Jungmann estava internado no hospital DF Star, na capital federal, e fazia tratamento contra um câncer.

Além de Motta, outros políticos e autoridades fizeram homenagens ao ex-ministro da Segurança. O ex-presidente Michel Temer (MDB) firmou que o pernambucano foi um “brasileiro que soube servir ao país”.

“Por onde passou deixou sua marca. Fosse como ministro da Reforma Agrária, ministro da Defesa e Segurança Pública, fosse como grande parlamentar. Tristeza no plano cívico, saudades no plano pessoal. Descanse em paz, Raul”, disse.

O ex-presidente da Câmara dos Deputados Arlindo Chinaglia (PT-SP), que foi colega de mandato de Jungmann, descreveu o ex-ministro como uma pessoa “atuante” e com “capacidade e dedicação específicas na área de segurança”.

“Aberto às ideias, respeitado e um legítimo democrata. Meus sentimentos junto aos familiares e amigos próximos”, escreveu.

O senador e ex-presidente do Senado Renan Calheiros (MDB-AL) publicou uma foto com o ex-ministro e afirmou que o “Brasil perdeu um dos maiores pensadores e formuladores da nação”.

“Eu perco um amigo muito estimado com quem tive o privilégio de tocar muitas lutas meritórias. Que Deus o tenha em sua infinita generosidade”, disse.

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Esquerda se recupera e disputa 2º turno com a direita em Portugal

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Cuiabá empata no clássico contra o Mixto com lance polêmico e segue sem vencer fora de casa há sete meses

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Depois de estrear no Mato-grossense com derrota para o Luverdense e superar o Operário na segunda rodada, o Cuiabá empatou sem gols com o Mixto neste domingo (18) no primeiro clássico importante da temporada, realizado no Dutrinha. Sem vencer fora de casa desde maio do ano passado, o Dourado não jogou o suficiente para superar o Tigre longe da Arena Pantanal. No finalzinho, João Carlos defendeu um chute de Dionathã em cima da linha e o árbitro não validou algum gol. Como o campeonato não tem VAR, a decisão gerou polêmica e o Mixto ficou na bronca com Elenitel Benedito. Com o resultado, o Auriverde caiu para a sexta posição. Além de marcar o território na capital, o “derby” de hoje era importante para o Auriverde tranquilizar e respaldar o torcedor do trabalho de Eduardo Barros no comando auriverde neste momento de reformulação. O que se viu, porém, foi um Cuiabá apático e sem repertório para furar a defesa Alvinegra.

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O primeiro tempo foi dominado pelo Mixto, que levou a melhor nas disputas físicas e nas chegadas ofensivas. Apesar do zero no marcador, foi o Tigre que levou mais perigo ao gol de João Carlos. Dionathã brilhou e foi o responsável pelas jogadas que quase abriram o marcador. Na primeira serviu Di María, que bateu firme e parou em defesa de João Carlos; depois batendo dentro da área, sendo que o tiro parou na zaga. Apesar do favoritismo, o Dourado não conseguiu criar situações claras de gol.

O cenário mudou na etapa final e o Dourado se encontrou no confronto, pressionando o Tigre no ataque. Vitor Barbara logo no comecinho arriscou e obrigou grande defesa de Glaycon, à queima-roupa. Depois, o Cuiabá seguiu controlando a posse e explorando jogadas com profundidade para furar a defesa, especialmente com Mineiro, Raylan e o estreante Mateus Santos.

Apesar da pressão e do ímpeto em buscar situações ofensivas, o Auriverde não jogou o suficiente para ultrapassar a defesa do Tigre que, no finalzinho, parou num milagre de João Carlos. No lance, Dionathã recebeu dentro da área e chutou à queima roupa e o goleiro defendeu em cima da linha do gol. O lance gerou muita reclamação do Mixto, mas como o campeonato não tem VAR, valeu a decisão do árbitro Eleniel Benedito, que decidiu não validar o gol. Muita pressão em cima da arbitragem. 

Com o resultado, o Cuiabá caiu da quinta para a sexta posição, atrás do caçula Chapada (que subiu para quarto), somando quatro pontos em uma vitória (1 a 0 sobre o Operário), derrota para o Verdão e o empate deste domingo. O próximo compromisso do Dourado será contra o Sport Sinop na Arena Pantanal, às 20h30 de quarta-feira (21). Com o empate, o Alvinegro estacionou na quinta posição com quatro pontos, e agora se prepara para visitar o vice-líder Luverdense no Passo das Emas, às 19h00 de quarta.
 

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Duas mulheres morrem após caminhonete de luxo capotar em rodovia de MT; SW4 tinha brinquedos de criança

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Duas pessoas morreram em um grave acidente de trânsito registrado na tarde deste domingo (18), na MT-449, em Lucas do Rio Verde (MT). De acordo com o Corpo de Bombeiros, a caminhonete Hilux capotou. Uma das vítimas foi identificada como Jaine Alves dos Santos. Ela chegou a ser socorrida com vida, mas não resistiu aos ferimentos. Ainda não há informações sobre a identidade da segunda mulher. . 

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De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar, a corporação foi acionada por volta das 12h11 para atender a ocorrência no km 15 da rodovia. Com o impacto, ao menos três pessoas ficaram feridas, sendo que uma delas foi arremessada.

Uma das vítimas foi levada por terceiros até a sede da 13ª Companhia Independente de Bombeiros Militar, enquanto outra foi encaminhada também por terceiros ao Hospital Santo Antônio. 

Em razão da gravidade da ocorrência, todas as equipes disponíveis da 13ª CIBM foram mobilizadas. O condutor da caminhonete, levado por terceiros até a unidade dos bombeiros, recebeu atendimento pré-hospitalar e foi encaminhado em estado grave ao hospital.

No local do sinistro, os militares encontraram uma mulher caída ao solo, com ferimentos graves, que também recebeu atendimento e foi levada para unidade de saúde. Apesar dos esforços das equipes de resgate, duas vítimas não resistiram aos ferimentos e morreram.

Os bombeiros informaram ainda que havia brinquedos no interior de um dos veículos, o que levantou a suspeita da presença de uma criança no momento do acidente, porém nenhuma criança foi localizada ou atendida pelas equipes no local.

As circunstâncias do acidente ainda serão investigadas. 

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Lula critica ação dos EUA na Venezuela em artigo no NYT: ‘não seremos subservientes’

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Presidente Luiz Inácio Lula da Silva

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou os bombardeios realizados pelos Estados Unidos na Venezuela e a captura do ditador do país, Nicolás Maduro, em um artigo publicado no jornal americano The New York Times neste domingo, 18. Ele classifica as ações como “mais um capítulo lamentável na contínua erosão do direito internacional e da ordem multilateral estabelecidos após a Segunda Guerra Mundial.”

No texto, Lula diz que é “particularmente preocupante” que práticas que envolvam o uso da força estejam sendo aplicadas na América Latina e no Caribe. O petista destaca que a ação na Venezuela marcou a primeira vez em mais de 200 anos que a América do Sul foi alvo de um ataque militar direto dos EUA, embora as forças americanas já tenham interferido antes na região.

“A América Latina e o Caribe abrigam mais de 660 milhões de pessoas. Nós temos nossos próprios interesses e sonhos a defender. Em um mundo multipolar, nenhum país deve ter suas relações externas questionadas por buscar universalidade. Nós não seremos subservientes a empreitadas hegemônicas. Construir uma região próspera, pacífica e pluralista é a única doutrina que nos convém”, afirma o presidente brasileiro.

Lula afirma que líderes de governo ou Estado devem responder por ações que sabotem a democracia e os direitos fundamentais, mas pondera que a intervenção de outros países nesses assuntos é ilegítima. Ele defende que ações unilaterais ameaçam a estabilidade global, prejudicam o comércio e os investimentos, aumentam o fluxo migratório de refugiados e enfraquecem a capacidade dos Estados de enfrentar o crime organizado e outros problemas transnacionais.

“É crucial que líderes das grandes potências entendam que um mundo de hostilidade permanente não é viável”, diz o texto. “Por mais fortes que essas potências sejam, elas não podem contar apenas com o medo e a coerção.”

O presidente brasileiro manifesta preocupação com a intensificação de ataques contra a autoridade da Organização das Nações Unidas (ONU) e do seu Conselho de Segurança, acrescentando que o uso da força prejudica a estabilidade quando deixa de ser a exceção e se torna a regra. Ainda critica a divisão do mundo em “zonas de influência” e a realização de “incursões neocoloniais por recursos estratégicos.”

Lula acrescenta que a América Latina e o Caribe querem atrair investimentos em infraestrutura, criar empregos de qualidade e ampliar a renda dos cidadãos, o que demanda cooperação. Sobre a Venezuela, ele defende um “processo político inclusivo” conduzido pelos cidadãos do país para garantir um futuro “democrático e sustentável.”

Por fim, o presidente brasileiro destaca o “diálogo construtivo” que o governo vem mantendo com os EUA. “Nós, no Brasil, estamos convencidos que unificar nossos esforços em torno de planos concretos para investimento, comércio e o combate ao crime organizado é o caminho para avançar. Apenas juntos podemos superar os desafios que afligem um hemisfério que pertence a todos nós”, afirma.



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Europeus avaliam retaliação de R$ 580 bi em tarifas contra EUA

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Júlio alerta para ‘decadência’ do União Brasil caso partido não tenha candidato próprio ao governo

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O deputado estadual Júlio Campos afirmou que o União Brasil corre o risco de entrar em decadência em Mato Grosso caso não lance uma candidatura própria ao governo nas eleições de 2026.

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A declaração ocorre em meio às disputas internas sobre o rumo que o partido deve tomar, diante da defesa de alas que pregam apoio ao projeto do vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos).

Segundo Júlio, ainda não há data definida para uma reunião que trate formalmente do cenário eleitoral, apesar de sinalizações do governador Mauro Mendes de que o tema deve ser discutido ainda neste mês.

“Não, seria bom que tivesse. Eu só posso falar pela União Brasil, né? Agora é a União Progressista, parece que já foi oficializada a federação mas, mesmo assim, nós estamos, assim, querendo uma reunião local e depois também queremos, vamos um grupo de políticos, deputados, prefeitos, vereadores, bancada federal, vamos ao diretório nacional da União Brasil ou da União Progressista, como queira ser o nome”, declarou.

De acordo com Júlio, a consulta ao comando nacional terá um questionamento central sobre a estratégia eleitoral do partido em Mato Grosso.

“Fazer uma consulta só, interessa para o partido nosso ter um candidato próprio a governador ou já vai entregar de bandeja para um outro partido do governo Mato Grosso?”, afirmou.

O deputado foi enfático ao alertar para as consequências de uma eventual decisão contrária à candidatura própria.

“Se o diretório nacional dizer, não, realmente, nós não queremos candidato, então, você vai ver as consequências. A nossa bancada federal vai ser reduzida, a nossa bancada estadual vai ser reduzida e o partido vai entrar e decadência”, afirmou.

Júlio acrescentou que o risco de esvaziamento aumenta com a proximidade da janela partidária.

“Porque a março vem a janela partidária e vai sair muita gente com outros passando novos rumos, porque ficar num partido que não quer disputar a eleição não adianta”, completou.

Internamente, o deputado defende que o União tenha um nome próprio para a disputa majoritária e já manifestou apoio à candidatura do senador Jayme Campos (União), seu irmão. No entanto, um grupo ligado ao presidente estadual do partido, o governador Mauro Mendes, defende que a legenda apoie o projeto político do vice-governador Otaviano Pivetta ao Palácio Paiaguás.

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Com liquidação, entenda como funcionará retirada de dinheiro do Master

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O Banco Master está sob regime de liquidação extrajudicial desde novembro de 2025 e mais de 1,6 milhão de clientes estão aguardando a devolução de seus recursos via Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

O caso do Banco Master ganhou novos desdobramentos nas últimas semanas, incluindo operações da Polícia Federal (PF) relacionadas a suspeitas de fraude e ordens de busca e apreensão contra executivos ligados ao banco, além de movimentações judiciais no Brasil e no exterior sobre o reconhecimento do processo de liquidação e o bloqueio de ativos.

Enquanto isso, o Tribunal de Contas da União (TCU) têm analisado a intervenção do Banco Central (BC), deixando o mercado e investidores em alerta sobre prazos, garantias e riscos associados à retirada do dinheiro depositado na instituição.

Entenda o que é uma liquidação judicial

O processo de liquidação segue regras claras previstas na legislação do sistema financeiro e não implica, necessariamente, na perda total dos valores depositados.

Com a liquidação, o Banco Master deixa de realizar qualquer tipo de operação bancária. Contas correntes, aplicações financeiras, transferências, pagamentos e novos contratos ficam suspensos. Os saldos existentes no momento da decretação do regime especial são preservados, mas passam a integrar a chamada massa liquidanda, que reúne todos os ativos e passivos da instituição.

A partir desse ponto, o cliente deixa de ser um correntista comum e passa a figurar juridicamente como credor do banco, o que altera completamente a dinâmica de acesso ao dinheiro.

O primeiro passo do processo é o levantamento detalhado da situação financeira da instituição. O liquidante nomeado pelo BC faz a apuração dos valores devidos a cada cliente, identifica os ativos disponíveis, como créditos a receber, imóveis, participações e outros bens, e avalia quanto poderá ser recuperado ao longo do tempo.

Somente após esse diagnóstico é possível iniciar o pagamento dos credores, o que explica por que a retirada do dinheiro não ocorre de forma imediata.


Entenda a situação do Banco Master

  • O Banco Master entrou em regime de liquidação, medida aplicada pelo Banco Central quando a instituição não tem mais condições de seguir operando normalmente, o que interrompe todas as atividades bancárias;
  • Com a liquidação, contas e investimentos ficam congelados, e os clientes deixam de movimentar livremente o dinheiro, passando a ser considerados credores da instituição;
  • Um liquidante é nomeado pelo Banco Central para assumir a administração do banco, levantar ativos e dívidas e organizar o pagamento de todos os credores conforme a lei;
  • A retirada do dinheiro não é imediata, pois os pagamentos dependem da venda de ativos e da geração de caixa ao longo do processo, que pode se estender por meses ou anos;
  • O Fundo Garantidor de Créditos protege parte dos clientes, garantindo até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição, em produtos como conta corrente, poupança e CDBs;
  • Valores acima do limite do FGC entram na fila da liquidação, seguindo uma ordem legal de prioridade, o que pode atrasar ou até reduzir a devolução integral dos recursos.

Como retirar o dinheiro investido no Master

Quando acionado, o FGC assume o pagamento dos valores dentro do limite garantido, seguindo um calendário próprio, que pode ser divulgado ainda nas fases iniciais da liquidação.

Nesses casos, o ressarcimento tende a ocorrer de forma mais rápida do que o pagamento geral da massa liquidanda.

Já os clientes que possuem valores superiores ao teto do FGC entram no processo comum de liquidação. O montante que exceder a garantia passa a depender diretamente da capacidade do banco de vender seus ativos e gerar recursos.

Esses créditos são pagos conforme a ordem de prioridade definida em lei, que estabelece uma hierarquia entre os diferentes tipos de credores. Créditos trabalhistas e obrigações com garantia real têm preferência, enquanto clientes sem garantia específica aguardam sua vez na fila de pagamentos.

Os acionistas aparecem apenas no fim da lista, recebendo algo somente se houver sobra de recursos, o que é raro em processos desse tipo.

Pagamento do Banco Master
É importante destacar que a liquidação não autoriza saques livres nem transferências diretas por iniciativa do cliente. Qualquer devolução de valores precisa ser formalmente organizada pelo liquidante ou, no caso dos valores garantidos, pelo FGC.

Por isso, especialistas alertam para golpes e promessas de liberação imediata de recursos, que costumam surgir em momentos de crise bancária. O caminho legítimo é acompanhar apenas os canais oficiais do Banco Central, do administrador da liquidação e do próprio Fundo Garantidor.

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