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Veritá aponta virada de Pivetta sobre Wellington, enquanto Real Time e Quaest mantêm o senador na frente
A um mês da eleição, as pesquisas sobre a disputa pelo Governo de Mato Grosso passaram a contar histórias diferentes sobre Otaviano Pivetta (Republicanos) e Wellington Fagundes (PL).
Enquanto o Instituto Veritá aponta uma virada do governador e candidato à reeleição, levantamentos recentes do Real Time Big Data e da Quaest mantêm o senador na primeira colocação.
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A divergência ganhou força com a divulgação dos números mais recentes.
No Veritá, Pivetta aparece com 32,1% das intenções de voto, contra 28,8% de Wellington.
Natasha Slhessarenko (PSD) registra 10,6% e Rafaell Milas (Missão), 4%.
Mais do que a vantagem numérica de Pivetta, o levantamento chama atenção pela trajetória registrada pelo instituto.
Em abril, Wellington tinha 34,9%, contra 22,4% de Pivetta.
Quatro meses depois, o governador avançou 9,7 pontos percentuais, enquanto o senador perdeu 6,1 pontos.
A distância entre os dois, portanto, teria mudado de uma vantagem de 12,5 pontos para Wellington para uma diferença de 3,3 pontos favorável a Pivetta — uma inversão de 15,8 pontos percentuais.
A pesquisa Veritá ouviu 1.220 eleitores entre 19 e 23 de agosto e tem margem de erro de três pontos percentuais.
A fotografia apresentada pelo Real Time Big Data, entretanto, é diferente.
No levantamento realizado entre 29 de agosto e 2 de setembro, Wellington aparece com 34%, contra 27% de Pivetta. Natasha tem 13% e Milas, 4%.
Foram entrevistados 1.600 eleitores e a margem de erro é de dois pontos percentuais.
Mais recente que o Veritá, o Real Time não apenas mantém Wellington na liderança como revela onde está parte importante de sua vantagem.
RENDA SEPARA OS CANDIDATOS – O recorte por renda do Real Time mostra que a maior diferença entre os dois principais candidatos está entre os eleitores de menor poder aquisitivo.
Entre aqueles que recebem até dois salários mínimos, Wellington alcança 36%, contra 23% de Pivetta. São 13 pontos percentuais de vantagem para o senador.
A diferença desaparece no topo da pirâmide. Entre os entrevistados com renda superior a cinco salários mínimos, Wellington e Pivetta aparecem empatados, com 32% cada.
O desempenho de Wellington também é consistente em outros segmentos.
Ele aparece com 35% entre os homens e alcança 36% entre os eleitores de 35 a 59 anos.
Entre aqueles com 60 anos ou mais, chega a 39%.
Os números ajudam a explicar por que o senador consegue permanecer na primeira posição no resultado geral do Real Time mesmo diante do avanço de Pivetta observado por outros institutos.
QUAEST TAMBÉM COLOCA WELLINGTON À FRENTE – A Quaest, em levantamento encomendado pela Rede Mato-grossense de Comunicação (RMC), também registrou Wellington na liderança.
Na pesquisa realizada entre 21 e 24 de agosto, o senador aparece com 27%, enquanto Pivetta soma 23%.
Natasha registra 8%, e Rafaell Milas e Sargento Laudicério aparecem com 2% cada.
Nesse levantamento, entretanto, a distância entre Wellington e Pivetta é de quatro pontos percentuais, próxima da margem de erro de três pontos.
A Quaest ouviu 804 eleitores.
Considerados em conjunto, os levantamentos mostram uma eleição ainda sem uma fotografia uniforme.
O Veritá identifica uma trajetória de crescimento suficientemente forte para colocar Pivetta numericamente na liderança.
Real Time e Quaest, por outro lado, ainda encontram Wellington na frente.
As diferenças não significam necessariamente que uma pesquisa esteja certa e outra errada.
Levantamentos eleitorais são fotografias realizadas em períodos diferentes, com amostras, questionários e metodologias próprias.
A margem de erro também precisa ser considerada na comparação.
TENDÊNCIA É MAIS IMPORTANTE QUE FOTO ISOLADA – A leitura conjunta dos institutos sugere, porém, um movimento que merece acompanhamento: Pivetta reduziu a distância que o separava de Wellington em relação aos primeiros meses da disputa, embora ainda não exista consenso entre os levantamentos de que tenha assumido a liderança.
O próprio histórico recente mostra oscilações.
Em pesquisa do Real Time realizada entre 7 e 11 de agosto, Wellington aparecia com 34% e Pivetta com 26%.
No levantamento mais recente do mesmo instituto, o senador manteve os 34%, enquanto Pivetta passou para 27%.
Nesse caso, portanto, não ocorreu a virada identificada pelo Veritá.
A Quaest também coloca Wellington na frente, mas com uma distância menor: 27% a 23%.
O resultado deixa a campanha diante de duas questões diferentes.
Para Pivetta, o desafio é verificar se o crescimento captado pelo Veritá será confirmado pelos próximos levantamentos.
Para Wellington, os dados mostram que a vantagem permanece sustentada principalmente por segmentos importantes do eleitorado, especialmente os de menor renda.
Com a campanha entrando no último mês, será a sequência das próximas pesquisas — e não um levantamento isolado — que indicará se Mato Grosso está efetivamente diante de uma virada eleitoral ou de uma disputa que permanece liderada por Wellington.





