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PL veta MDB na chapa de WF e não terá segundo nome para o Senado


Divulgação/PL-MT

Cúpula do PL foi pressionada por Zé Medeiros para não se aliar ao MDB de Janaina Riva, que é nora de Wellington, candidato a governador

O PL de Mato Grosso fechou de vez as portas para uma eventual aliança com o MDB na disputa por vagas no Senado.

A posição foi confirmada nesta quarta-feira (22), durante a convenção estadual, pelo presidente estadual da legenda bolsonarista, Ananias Filho.

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A decisão é resultado da resistência interna, especialmente do deputado federal José Medeiros, cujo nome foi homologado pelo partido para disputar o Senado, na chapa encabeçada por Wellington Fagundes, pré-candidato ao Governo do Estado.

Questionado sobre uma possível composição com a deputada estadual Janaina Riva (MDB), que também articula sua candidatura ao Senado, Ananias afirmou que a posição de Medeiros contra uma aliança com o MDB será considerada pela direção estadual nas negociações eleitorais.

“O Medeiros tem restrição ao MDB. Ele tem essa restrição. E eu não posso discordar dele, porque o sentimento de candidato eu tenho que levar em consideração”, afirmou o cacique do PL.

A possibilidade vinha sendo discutida nos bastidores, diante da força eleitoral de Janaina Riva e de sua relação familiar com Wellington Fagundes, de quem é nora.

Além de afastar o MDB da composição, Ananias afirmou que o PL ainda não decidiu apoiar oficialmente um segundo nome na corrida ao Senado.

A estratégia, segundo ele, pode ser concentrar os votos nos dois candidatos do próprio partido.

“Nós decidimos, até agora, nesse momento, que nós não teremos o segundo voto. […] Se for melhor para vencer a eleição, não termos o segundo, nós não vamos ter o segundo”, completou Ananias Filho.

A posição representa uma vitória interna do grupo que defendia uma candidatura mais alinhada ao campo bolsonarista e contrário a acordos com o MDB.

Desde março, Medeiros vinha manifestando publicamente sua oposição a uma eventual entrada de Janaina Riva na chapa, alegando que a aliança poderia desagradar o eleitorado conservador e enfraquecer a identidade política do PL.

Na época, o deputado chegou a afirmar que uma composição desse tipo seria uma forma de “enganar o campo conservador”.

E classificou a possibilidade como uma articulação motivada por “uma questão familiar”, em referência ao parentesco entre Janaina e Wellington.

A resistência de Medeiros expôs uma divisão estratégica dentro do PL.

De um lado, havia setores que consideravam a inclusão de Janaina uma forma de ampliar a força eleitoral da chapa de Wellington.

De outro, lideranças ligadas ao bolsonarismo defendiam uma composição restrita ao campo político identificado com o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Wellington Fagundes, por sua vez, manteve cautela durante o período de pré-campanha e afirmou que eventuais alianças dependeriam das decisões da direção nacional do PL.

A movimentação de Janaina também passou a ser acompanhada de perto pela cúpula da legenda, diante do potencial eleitoral da deputada.

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, chegou a definir o desempenho político de Janaina como um “problemaço” para os planos do partido de eleger seus candidatos ao Senado, embora mantivesse o apoio à candidatura de Wellington ao Governo de Mato Grosso.





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