O dólar futuro segue pressionado e mantém uma estrutura técnica fragilizada no curto e no médio prazo, podendo romper os 4.900 pontos (cada 1.000 pontos equivalem a R$ 1,00), do ponto de vista da análise técnica.
Nesta terça-feira (14), a moeda norte-americana no mercado à vista cedia 0,29%, a R$ 4,98, enquanto no mercado futuro caia 0,48%, aos 4.993 pontos, por volta das 12h44.
Segundo analistas técnicos consultados pelo InfoMoney, o ativo continua dominado pelo fluxo vendedor, no curto prazo, com dificuldade de reação e ausência de sinais claros de reversão, o que reforça o viés negativo – de queda frente ao real -, mantendo traders e investidores atentos aos próximos níveis de suporte.
Com o dólar futuro negociado distante de suportes mais robustos e abaixo de resistências importantes, o cenário permanece frágil e suscetível à continuidade do movimento baixista, apontam analistas, o que exige atenção redobrada na gestão de risco e na definição de pontos de entrada e saída.
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Baixa estrutural desde 2025
No gráfico semanal, a analista técnica da Clear Corretora, Pam Semezzato, aponta que o dólar futuro segue uma estrutura de tendência de baixa, sem indicação de mudança no momento.
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“O dólar futuro trabalha em tendência de baixa desde 2025 e segue mostrando força para mais vendas.”
A analista relembra que houve falha no rompimento da região de resistência em 5.765 (no ano passado), levando o ativo a retornar a negociações em patamares inferiores, desde então, até retornar aos níveis abaixo dos 5.000 pontos, como acontece agora.
Esse comportamento, acrescenta ela, reforça a dificuldade de avanço do preço e mantém o cenário técnico pressionado.

“Depois que falhou o rompimento do topo da resistência em 5.765, o ativo voltou a negociar no range da lateralização do movimento anterior e ainda não alcançou regiões de suportes (4.875 e 4.680)”, observa.
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Pam destaca que, até o momento, o ativo ainda não atingiu regiões de suporte mais relevantes, o que mantém o espaço aberto para continuidade do movimento dentro da estrutura observada.
Dessa forma, reforça ela, o mercado segue acompanhando a aproximação desses níveis como próximos pontos técnicos de atenção.
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Curto prazo segue pressionado
No gráfico diário, Pam Semezzato aponta que o movimento recente reforça o viés de baixa no curto prazo.
Além disso, o GAP [espaço em branco que se forma em um gráfico, que acontece quando uma faixa de preço não teve negociação] de fuga registrado dia 8 de abril foi um gatilho importante para a retomada da pressão vendedora, indicando aceleração do movimento.
Do ponto de vista das projeções de Fibonacci, portanto, a indicação é de alvos mais baixos, com potencial de o dólar futuro buscar a região de 4.895, como objetivo técnico relevante.
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Segundo ela, isso reforça a leitura de continuidade da tendência. “Por projeções de Fibonacci do último movimento, o dólar pode atingir o alvo de 100% em 4.895,00”, afirma.
Enquanto isso, Pam chama atenção para a ausência de sinais de reação compradora, o que mantém o fluxo vendedor dominante.
“Por enquanto não há sinais de reação compradora e sem sinais de cansaço no movimento vendedor.”
Além disso, a analista reforça que o viés segue condicionado às resistências. Ou seja, enquanto o ativo operar abaixo desses níveis, a expectativa continua sendo de mais quedas no curto prazo.
Pam explica que, enquanto o dólar estiver abaixo da resistência dos 5.125, “a leitura é de mais vendas”.
Segundo ela, no detalhamento técnico do gráfico diário, os níveis que passam a guiar o curto prazo são as resistências intermediárias em 5.050 e 5.090, enquanto as resistências principais aparecem em 5.130 e 5.350.
Por outro lado, os suportes intermediários estão em 5.000 e 4.980, com suportes principais em 5.000, 4.870 e 4.680, “regiões que podem atuar como possíveis zonas de defesa ou continuidade do movimento vendedor”, acrescenta a analista.

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Indicadores reforçam viés de baixa
Enquanto isso, na leitura do analista técnico da XP, Gilberto Coelho, o dólar futuro também apresenta uma estrutura claramente baixista, reforçada pelas médias móveis e por indicadores técnicos.
Além disso, essa configuração sustenta o viés negativo no curto prazo, complementa ele. “O dólar futuro WDOK26 (contrato com vencimento em maio de 2026) está em tendência de baixa pelas médias de 21 e 200 dias”, afirma.
O analista destaca que o ativo já atingiu um primeiro objetivo técnico relevante e pode buscar níveis ainda mais baixos caso perca suportes importantes, ampliando o potencial de queda.
“Após perder o primeiro objetivo de Fibonacci, próximo dos 5.000, os próximos alvos a serem perdidos são os 4.880 ou 4.818.”
Por outro lado, Giba ressalta que eventuais repiques podem ocorrer caso o ativo supere níveis específicos de resistência, o que abriria espaço para movimentos corretivos de alta no curto prazo.
“Teria sinal de repique altista (correção) acima dos 5.063, mirando os 5.160 ou 5.222 em teste da média de 21 dias”, observa.
O analista aponta que os indicadores de momentum seguem alinhados com o cenário de queda, embora exista possibilidade de repiques caso haja mudança na leitura desses indicadores.
“O IFR e o MACD apontam para baixo, favorecendo quedas no curto prazo, mesmo em região de sobrevenda. Caso fechem apontando para cima, haverá alerta para repiques de alta”, conclui.

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