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STF não pode ser “escudo protetor de desvios individuais”, diz Celso de Mello


O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello enviou à imprensa nesta terça-feira, 8, uma nota em que afirma que a Corte é mais importante do que todos e cada um de seus ministros e não pode servir de “escudo protetor de desvios individuais”.

“Nenhuma autoridade está acima da lei, nem pode invocar a dignidade do cargo para subtrair-se ao escrutínio público. Quem compromete a própria integridade fere também a confiança pública depositada na instituição”, afirma.

No comunicado, Mello também defende o julgamento público dos casos “que têm provocado perda da confiança social na integridade, imparcialidade e independência dos juízes do STF”.

“A publicidade dos julgamentos, de outro lado, constitui garantia essencial da República e instrumento indispensável de controle democrático do poder. Quando estão em causa o interesse da sociedade, a moralidade pública e a própria integridade das instituições, não há espaço para sombras, opacidade ou subtração de decisões ao escrutínio dos cidadãos”, diz o ex-ministro.

“A publicidade dos julgamentos, de outro lado, constitui garantia essencial da República e instrumento indispensável de controle democrático do poder. Quando estão em causa o interesse da sociedade, a moralidade pública e a própria integridade das instituições, não há espaço para sombras, opacidade ou subtração de decisões ao escrutínio dos cidadãos”, diz o ex-ministro.

Nota em apoio

Treze ministros aposentados do STF publicaram uma nota em apoio ao atual presidente Edson Fachin.

Na mensagem, assinada, entre outros, por Joaquim BarbosaNelson JobimCelso de Mello e Rosa Weber, os ministros aposentados dizem esperar deliberação sobre as suspeitas que envolvem o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro em sessão pública.

“Os ministros aposentados e ex-presidentes, abaixo assinados, vêm manifestar plena confiança na seriedade, discernimento e firmeza de Vossa Excelência na condução dessa Suprema Corte, na mais aguda crise de sua história, e a absoluta convicção de que designará, com toda a urgência, sessão pública para que o Tribunal Pleno determine imediata e rigorosa apuração, sob o devido processo legal, dos gravíssimos fatos cuja divulgação vem comprometendo o prestígio e a autoridade desse Tribunal, a confiança do povo e até mesmo a estabilidade das instituições democráticas”, diz a nota.

Caso Moraes

Relator do caso do Banco Master, André Mendonça encaminhou para a deliberação do plenário o relatório da Polícia Federal que confirmou que as mensagens de Vorcaro pedindo ajuda foram enviadas para o celular de Moraes, cuja mulher tinha um contrato milionário com o Master.

Especula-se que Fachin pode tratar da questão por conta própria, valendo-se das prerrogativas de presidente, para não expor ainda mais o tribunal. Mas os ministros aposentados parecem acreditar que é preciso tratar do assunto aos olhos do país inteiro, no plenário físico.





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