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Lula afasta Sidônio Palmeira de sua campanha eleitoral


O presidente Lula (PT) decidiu afastar formalmente o chefe da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Sidônio Palmeira, de sua campanha eleitoral.

Responsável pela comunicação que elegeu o petista em 2022, o marqueteiro seguirá despachando no Palácio do Planalto, segundo O Globo.

Apesar do distanciamento, Sindônio deve continuar opinando sobre as estratégias eleitorais de Lula, já que a comunicação da campanha será realizada por seus sócios.

Desgaste

Embora seja considerado um dos ministros com maior influência no governo, Sidônio vem sofrendo um desgaste no governo.

Ele e o ex-chefe de gabinete do presidente, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, chegaram a travar uma forte discussão na frente de Lula sobre uma peça publicitária considerada muito leve pelo candidato à reeleição.

Conforme noticiou a Folha de S.Paulo, Lula deu um soco na mesa para interromper a discussão.

Gatinhos e capivaras

Lula também demonstrou sua insatisfação com Sidônio em abril, quando recebeu um relatório de redes sociais.

O documento apontava que a imagem do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aparecia muito mais no perfil oficial da Casa Branca no Instagram do que a do petista nas publicações do @govbr.

Lula quis saber de Sidônio por que as redes do governo tinham mais gatinhos e capivaras do que a sua foto.

Stuckert e a esposa de Marcola

Sidônio também é pressionado pela jornalista Nicole Briones, esposa de Marcola, e pelo fotógrafo Ricardo Stuckert, responsável pelas fotos oficiais do presidente.

À frente pelo Instagram de Lula, eles são favoráveis a uma linha política mais dura de enfrentamento nas redes sociais.

O chefe da Secom prefere um estilo mais festivo de comunicação.

Sócio de Sidônio

A campanha eleitoral de Lula será comandada por Raul Rabelo, sócio de Sidônio.

Também atuarão na campanha Chico Kertész, outro sócio de Sidônio, e Tiago Cesar dos Santos, ex-número 2 da Secom.

Citando pessoas próximas a Lula, O Globo noticiou que o petista teria dito em reuniões internas que Raul Rebelo não deve recorrer ao chefe da Secom para tomar decisões sobre a campanha eleitoral.

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