Início NACIONAL PT e aliados acionam TSE contra Flávio por declarações sobre urnas

PT e aliados acionam TSE contra Flávio por declarações sobre urnas


A Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PV e PCdoB, apresentou nesta quarta-feira, 22, uma representação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por suposta divulgação de informações falsas sobre o sistema eletrônico de votação durante uma reunião com embaixadores estrangeiros.

A ação também tem como alvos o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, o deputado Gustavo Gayer (PL-GO) e a deputada Júlia Zanatta (PL-SC).

No pedido, a federação pede que o TSE reconheça a prática de divulgação de fatos sabidamente inverídicos contra o sistema eleitoral brasileiro e adote as medidas previstas na legislação eleitoral.

Na petição, a federação sustenta que as declarações de Flávio não representam um episódio isolado, mas o ponto culminante de um “movimento articulado de desinformação” desenvolvido entre os dias 17 e 21 de julho, por meio de publicações em redes sociais e declarações públicas de integrantes do mesmo grupo político.

Segundo os autores da ação, a estratégia consistiu em utilizar um relatório desclassificado da CIA sobre supostas vulnerabilidades do sistema eleitoral venezuelano para lançar dúvidas, sem apresentar provas, sobre a segurança das urnas eletrônicas brasileiras.

O que disse Flávio?

Em encontro com representantes de 42 países realizado nesta terça-feira em Brasília, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu a diplomatas estrangeiros o envio de observadores internacionais para o pleito presidencial de outubro.

Durante a fala, o pré-candidato à Presidência associou as urnas eletrônicas brasileiras à empresa venezuelana Smartmatic, repetindo uma alegação já refutada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em ciclos eleitorais anteriores.

Ao se dirigir à plateia, formada por membros do corpo diplomático de nações como Estados Unidos, Israel, Reino Unido, Austrália e Alemanha, o senador afirmou: “que todos os países possam mandar a maior quantidade de observadores possíveis para nossas eleições”.

Antes do pedido, ele fez menção a documentos da Agência Central de Inteligência (CIA) tornados públicos na semana anterior pelo governo do presidente americano Donald Trump, que apontam suspeitas sobre o sistema eleitoral da Venezuela.

Foi nesse contexto que Flávio mencionou a Smartmatic, dizendo que “muitas dessas máquinas que são utilizadas nas eleições brasileiras têm a mesma origem dessa empresa venezuelana”A empresa não fabrica nem programa as urnas usadas no Brasil. Ela manteve apenas contratos pontuais de conexão de dados e voz com a Justiça Eleitoral, sem qualquer papel na operação dos equipamentos de votação.

TSE já havia desmentido publicamente essa associação em 2017, 2020 e 2022, e reiterou a informação nesta terça-feira, quando foi procurado sobre a fala do senador.





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