O senador Carlos Viana (PSD-MG) saiu em defesa neste domingo, 2, da continuidade das investigações sobre Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e afirmou que tentativas de interferir nas apurações não impedirão que os fatos venham à tona. A declaração foi feita durante a convenção do PSD em Minas Gerais.
“Se parlamentar, se político de qualquer partido, se ministro do Supremo Tribunal Federal, quem tiver que ser investigado tem que ser investigado. É o que a população espera e eu tenho coragem de dizer aos mineiros que nós vamos encarar esses desafios em Minas Gerais”, afirmou.
Ao comentar os inquéritos da Polícia Federal que envolvem o filho do presidente Lula, Viana disse que “tentaram tirar as investigações do filho do presidente” e afirmou confiar que “a verdade vai aparecer”.
Inquéritos sobre Lulinha
Lulinha é alvo de duas investigações autorizadas pelo ministro André Mendonça, do STF. Os procedimentos, que tramitam sob sigilo, apuram suspeitas de tráfico de influência e possíveis irregularidades em negócios ligados à cannabis medicinal e à Dataprev.
No inquérito mais recente, a PF investiga se o filho de Lula teria atuado para beneficiar empresários e buscar contratos junto à empresa pública.
A defesa de Lulinha nega irregularidades e classificou a apuração como “pesca probatória”.
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Apoio a Caiado
Durante a convenção, Viana também reafirmou o apoio do PSD à candidatura do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, à Presidência.
“O PSD tem um candidato muito bem definido, que é Ronaldo Caiado. Hoje nós temos um compromisso de construir um grande palanque para Ronaldo Caiado em Minas Gerais.”
O senador ainda voltou a defender a criação de uma CPI para investigar o Banco Master e afirmou não ver obstáculos caso outro nome seja escolhido para a segunda vaga ao Senado na chapa governista em Minas.
Mendonça e a PF
Como mostramos, André Mendonça determinou que a PF encaminhe todos os documentos brutos das investigações sobre o escândalo no INSS.
No mês passado, o magistrado já havia ordenado que qualquer alteração na equipe responsável pelo caso dependesse de sua autorização prévia.
A crise se agravou após a PF pedir a abertura de um novo inquérito para apurar a atuação de Lulinha, durante o plantão do ministro Alexandre de Moraes. Com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR), o caso foi distribuído a Mendonça, relator da investigação principal sobre as fraudes no INSS.
O gabinete de Mendonça já demonstrava insatisfação com a condução das apurações e vinha cobrando informações sobre o andamento do inquérito.
A Polícia Federal, por sua vez, nega qualquer irregularidade e afirma que todos os procedimentos foram conduzidos com base em critérios técnicos.





